segunda-feira, 22 de junho de 2026

“A política está presente em todas as esferas da sociedade guineense” – Ministro do Interior

O Ministro do Interior e da Ordem Pública, Mama Saliu Embaló, afirmou que a política está presente em todas as esferas da sociedade guineense, incluindo nas Forças de Defesa e Segurança.

Mama Saliu Embaló fez a declaração na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, durante a cerimónia de abertura da primeira sessão de formação no âmbito do projeto “Pensar a Nossa Polícia”. A iniciativa está subordinada ao tema “Polícia e direitos humanos: limites, responsabilidades e legitimidade da atuação policial” e é destinada aos comandantes das esquadras da zona centro de Bissau e da região de Biombo, da Polícia da Ordem Pública.

O governante assegurou que as forças de defesa e segurança são braços do Estado, não pertencem a nenhum partido ou líder político e devem obedecer exclusivamente às leis do Estado.

“O serviço que prestamos é para o povo guineense, que representa a base da existência do Estado. A Polícia da Ordem Pública é uma força ao serviço da ordem e da estabilidade”, frisou.

No seu discurso, destacou que uma das prioridades do Ministério do Interior é o reforço da formação e a disponibilização de meios de combate à criminalidade, incluindo equipamentos operacionais, sistemas de comunicação, meios de transporte e infraestruturas adequadas.

O ministro prometeu ainda apoiar iniciativas de formação e capacitação dos técnicos do setor.

“As nossas forças de segurança precisam de mais apoios. Vamos continuar a trabalhar para o bem-estar dos agentes e dos operacionais, de forma a cumprirmos plenamente a nossa missão. Iremos criar as condições e os meios necessários para os nossos polícias”, assegurou.

Mama Saliu Embaló salientou que os agentes policiais estão na linha da frente do contacto com a sociedade, pelo que devem receber formação contínua e adequada.

Por sua vez, o Comissário Nacional da Polícia da Ordem Pública, Mussa Nambatcha, afirmou que pretende implementar cursos de formação e capacitação nas forças de segurança.

O responsável reconheceu a insuficiência de uma escola eficaz para a formação de oficiais.

“Para ser comandante, é necessário estar sempre atualizado, de modo a facilitar a atuação no terreno”, disse.

Informou que esta é a primeira fase do programa formativo e que a segunda irá abranger os comandantes provinciais.

Segundo Mussa Nambatcha, a falta de familiaridade com determinadas matérias leva, por vezes, a erros por parte dos oficiais, dificultando a abordagem aos cidadãos.

Por: Natcha Mário M’bundé
odemocratagb

Sem comentários:

Enviar um comentário