quarta-feira, 24 de junho de 2026

Caso suborno : CNT desmente denúncia e aponta difamação da RTP África

O Conselho Nacional de Transição (CNT) reagiu, ontem, a uma notícia sobre uma alegada tentativa de suborno a um dos chefes militares que integrava uma missão da CEDEAO em Bissau.

Numa nota de imprensa, com vários trechos destacados a negrito e sublinhado, o Conselho, através do Gabinete do Porta-voz, repudia a notícia, classificando-a como caluniosa e difamatória. O comunicado dirige ainda críticas à jornalista responsável pela divulgação da informação, Paula Borges.

O CNT afirma igualmente que o Estado guineense já acionou as instâncias competentes para avançar com um processo judicial.

Perante a polémica, a rádio RTP África reitera que as suas fontes mantêm a informação avançada anteriormente.

Quanto ao Bissau Royal Hotel, que na terça-feira, 23 de junho de 2026, foi contactado, apesar de não ter sido referenciado na reportagem nem nas redes sociais, veio a público desmentir informações que circularam em diversos meios de comunicação nacionais e estrangeiros.

A administração do hotel assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de suborno envolvendo membros da missão da CEDEAO durante a sua estada nas instalações e admite recorrer à justiça.

Recorde-se que, no dia 23 de junho, a rádio RTP África noticiou uma suposta tentativa de suborno a um elemento da missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), então presente em Bissau.

A missão era composta por chefes militares de vários países do bloco sub-regional.

Segundo o órgão de comunicação, um dos membros terá encontrado cerca de 15 milhões de francos CFA no quarto de hotel, tendo comunicado o facto ao chefe da missão.

Ainda de acordo com a RTP África, imagens das câmaras de vigilância do hotel indicariam que uma pessoa alegadamente ligada ao Governo de transição teria entrado no quarto.

A emissora afirma que a informação foi obtida junto de “fontes credíveis” e que os dados foram apresentados ao Governo de transição, que posteriormente reagiu através do Gabinete do Porta-voz do CNT.

Por: Redação
O Democrata / RTP África

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