segunda-feira, 6 de julho de 2026

‎JOÃO BERNARDO VIEIRA DEFENDE REFORÇO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA CONSOLIDAR O ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira, afirmou esta segunda-feira que a consolidação do Estado de Direito Democrático não constitui apenas um princípio constitucional, mas sim uma escolha estratégica para o futuro da Guiné-Bissau, para a estabilidade das instituições e para o reforço da confiança dos cidadãos no Estado.
‎O governante falava na cerimónia de abertura do retiro institucional destinado à elaboração do Plano Estratégico do Ministério Público para o período 2026-2030, realizado sob o lema “Fortalecer o Ministério Público para a Consolidação do Estado de Direito Democrático”.
‎Na sua intervenção, João Bernardo Vieira destacou que os sistemas de justiça enfrentam atualmente desafios cada vez mais complexos, resultantes das rápidas transformações globais.
‎“Vivemos tempos de rápidas mudanças e desafios complexos. A globalização, a revolução digital, o crime organizado internacional, as crises ambientais, os conflitos armados, as migrações em massa e as pandemias são apenas alguns dos fenómenos que moldam o nosso presente e influenciam diretamente os sistemas de justiça”, afirmou.
‎Segundo o ministro, perante este contexto multifacetado, o Ministério Público assume um papel central para garantir que a justiça seja uma instituição dinâmica, capaz de se adaptar às novas exigências da sociedade.
‎O documento orientador do retiro estabelece como principais objetivos a análise e validação do Relatório Diagnóstico do Ministério Público e a elaboração participativa do Plano Estratégico 2026-2030.
‎Para João Bernardo Vieira, estas metas refletem uma visão clara de avaliação rigorosa da situação atual da instituição, permitindo identificar constrangimentos, reconhecer oportunidades e definir um caminho sólido para o futuro.
‎“O país exige um Ministério Público mais forte, mais preparado e mais comprometido com o interesse público. Um Ministério Público capaz de enfrentar com determinação desafios como a criminalidade organizada, a corrupção, a ineficiência processual e a fragilidade dos mecanismos de controlo”, sublinhou.
‎O titular da pasta da Justiça considerou ainda que a modernização da justiça constitui um compromisso assumido ao mais alto nível do Estado e defendeu que o setor deve ser encarado como parte integrante da estratégia nacional de governação, segurança e desenvolvimento.
‎Durante a sua intervenção, João Bernardo Vieira alertou igualmente para os desafios colocados pela criminalidade organizada transnacional, apontando o tráfico de drogas, de pessoas e de armas, o terrorismo e o crime cibernético como ameaças que ultrapassam fronteiras e exigem uma resposta coordenada entre os países.
‎Para enfrentar estes fenómenos, o governante defendeu o fortalecimento das instituições, a implementação de programas de prevenção e tratamento das dependências e o reforço da cooperação internacional.
‎O ministro assegurou ainda que o Governo de Transição tem vindo a trabalhar no reforço do quadro legal nacional. Nesse âmbito, revelou que foram elaborados projetos de revisão dos principais códigos jurídicos do país, nomeadamente os códigos Penal, de Processo Penal, Civil e de Processo Civil.
‎RSM: 06-07-2026

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