Estação de serviço a seco, situada junto à embaixada americana em Havana, Cuba, no Sábado 7 de Fevereiro de 2026. AP - Ramon Espinosa
Cidade do México, México – A Presidente do México Claudia Sheinbaum fustigou esta segunda-feira as ameaças por parte do governo dos EUA que, ao impor tarifas aos países que fornecerem óleo à ilha de Cuba, estrangularia ainda mais a sua já sinistrada economia.
Essas sanções a serem impostas aos países que fornecerem petróleo a Cuba, são extremamente injustas. É incorrecto impor sanções que afectem as populações civis, disse Sheinbaum aos repórteres.
O México reflecte sobre como enviar petróleo a Cuba sem ser punido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que prometeu impor tarifas a qualquer país que o faça.
Cuba, que se vê a braços com uma crise económica, deixou de poder contar com so fornecimentos de petróleo por parte da Venezuela, cujo líder foi removido através de uma mortífera operação por parte do exército americano no passado mês de Janeiro de 2026.
Depois da queda de Nicolas Maduro, Trump reinvindicou para si o controlo do petróleo venezuelano, tendo prometido privar Cuba desse combustível e, ameaçando ao mesmo tempo com a imposição de tarifas contra qualquer nação que se atrevesse a ir a seu socorro.
A Presidente Sheinbaum foi alertada quanto à crise humanitária em Cuba, mas toma igualmente todas as precauções para evitar colocar o seu próprio país em risco de vir a sofrer igualmente com a imposição de tarifas por parte do maior parceiro comercial do México.
Por isso, o México está em busca de um acordo com Washington que lhe permita continuar a exportar petróleo para Havana.
Continuaremos a apoiá-los e a tomar todas as iniciativas políticas necessárias ao restabelecimento dos envios de óleo.
Disse Sheinbaum esta segunda-feira.
Não se pode estrangular um povo dessa maneira – é extremamente injusto, muito injusto.
Enquanto isso, o México tornou público neste domingo que tinha enviado dois navios com ajuda humanitária para Cuba.
A situação energética em Cuba é crítica, afirma o Kremlin
A situação em Cuba é crítica, declarou esta segunda-feira o Kremlin, depois da ilha ter anunciado um plano de racionamento de combustível afim de proteger o funcionamento de serviços essenciais tais como a produção agrícola, a água, a saúde e a defesa.
As táticas de asfixia empregues pelos EUA têm de facto causado inúmeras dificuldades ao país. Estamos a dialogar com os nossos amigos cubanos quanto às possíveis soluções desses problemas, ou pelo menos como fornecer toda a ajuda possível.
Declarou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.
A Rússia, que tenta restaurar as suas relações com os EUA, deu claramente a conhecer que não estava satisfeita com o tratamento que Washington estava a dar a Cuba, um aliado seu.
O embaixador da Rússia em Cuba, Viktor Coronelli, declarou na semana passada à agência RIA que Moscovo tinha por várias vezes fornecido petróleo a Cuba e que tencionava continuar a fazê-lo.

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