As forças policiais interromperam, esta manhã, uma vigília organizada por um grupo de trabalhadores da empresa “Santy Comercial”, realizada em frente à sede da empresa, em Bissau, para exigir o pagamento dos salários em atraso.
Segundo os trabalhadores em causa, a administração suspendeu-os das funções sem qualquer indemnização, o que consideram um ato ilegal.
Antes da chegada das forças policiais, os trabalhadores gritavam palavras que demonstravam revolta pelo ocorrido e exibiam cartazes com mensagens como “Santy Comercial, devolva-nos os nossos direitos” e “Abaixo a escravatura laboral”.
O porta-voz do grupo, Rui Monteiro, afirmou que suspender um trabalhador sem a respetiva indemnização constitui um crime e uma clara violação da lei laboral.
Djenabu Nhaga, uma das trabalhadoras também presente na vigília, recordou que, segundo a Lei Geral do Trabalho, “qualquer pessoa que exerça funções como estagiário durante um ano deve ser automaticamente efetivada”, considerando, assim, grave o comportamento dos proprietários da empresa.
Em resposta a estas reivindicações e acusações, um dos advogados da “Santy Comercial”, Felix Sambu, afirmou, que os trabalhadores em causa “foram devidamente despedidos”.
Instado a apresentar as provas, o advogado respondeu que, por motivos de sigilo, não podia apresentar documentos comprovativos do pagamento das indemnizações.
Presente na vigília, a ANAPROMED prometeu continuar com a luta até que os direitos dos trabalhadores despedidos sejam cumpridos.
Rádio Sol Mansi





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