segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

POLÍCIA INTERROMPE VIGÍLIA DE TRABALHADORES DA SANTY COMERCIAL QUE EXIGIAM SALÁRIOS EM ATRASO


As forças policiais interromperam, esta manhã, uma vigília organizada por um grupo de trabalhadores da empresa “Santy Comercial”, realizada em frente à sede da empresa, em Bissau, para exigir o pagamento dos salários em atraso.
Segundo os trabalhadores em causa, a administração suspendeu-os das funções sem qualquer indemnização, o que consideram um ato ilegal.

Antes da chegada das forças policiais, os trabalhadores gritavam palavras que demonstravam revolta pelo ocorrido e exibiam cartazes com mensagens como “Santy Comercial, devolva-nos os nossos direitos” e “Abaixo a escravatura laboral”.
O porta-voz do grupo, Rui Monteiro, afirmou que suspender um trabalhador sem a respetiva indemnização constitui um crime e uma clara violação da lei laboral.

Djenabu Nhaga, uma das trabalhadoras também presente na vigília, recordou que, segundo a Lei Geral do Trabalho, “qualquer pessoa que exerça funções como estagiário durante um ano deve ser automaticamente efetivada”, considerando, assim, grave o comportamento dos proprietários da empresa.

Em resposta a estas reivindicações e acusações, um dos advogados da “Santy Comercial”, Felix Sambu, afirmou, que os trabalhadores em causa “foram devidamente despedidos”.

Instado a apresentar as provas, o advogado respondeu que, por motivos de sigilo, não podia apresentar documentos comprovativos do pagamento das indemnizações.

Presente na vigília, a ANAPROMED prometeu continuar com a luta até que os direitos dos trabalhadores despedidos sejam cumpridos.

RSM: 09/02/2026
Rádio Sol Mansi




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