segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

FERNANDO DIAS DENUNCIA “DITADURA DISFARÇADA” E EXIGE RECONHECIMENTO DOS RESULTADOS ELEITORAIS




A Diretoria Nacional de Campanha do candidato presidencial Fernando Dias da Costa acusa o Alto Comando Militar de tentar simular uma “normalidade institucional inexistente” na Guiné-Bissau.

Em comunicado consultado este domingo, 1 de fevereiro de 2026, pelo O Democrata, a equipe de campanha afirma que a atual situação política do país configura uma “ditadura disfarçada”. Por isso, rejeita qualquer processo de transição anunciado pelos militares, considerando-o uma violação da vontade popular e das decisões da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O documento refere que a partilha de poder ou a formação de um eventual governo sob tutela militar não tem base constitucional nem legitimidade democrática. A Diretoria sublinha que Fernando Dias da Costa venceu as eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025, resultados que teriam sido “validados” pela CEDEAO, pela União Africana e por outros parceiros internacionais.

Para a campanha, qualquer solução política que não passe pelo reconhecimento desses resultados e “pelo empossamento imediato do presidente eleito” é considerada ilegítima e inaceitável.

O comunicado exige ainda a manutenção da força militar da CEDEAO na Guiné-Bissau, a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos, o fim das perseguições, intimidações e atos de violência contra cidadãos, jornalistas e ativistas, bem como a aplicação de sanções internacionais contra os responsáveis pelo bloqueio do retorno à ordem constitucional.

A nota menciona também o caso do presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, cuja transferência da Segunda Esquadra para a sua residência, em 30 de janeiro de 2026, foi mediada pela CEDEAO com o apoio do Senegal. Contudo, afirma que Simões Pereira continua privado de liberdade e sob detenção arbitrária, sem qualquer mandato judicial, classificando a situação como perseguição política.

A Diretoria Nacional de Campanha acusa ainda os militares de tentarem induzir em erro a CEDEAO e a opinião pública nacional e internacional, apresentando-se como cumpridores das decisões regionais, quando estariam a preparar um processo político imposto pela força.

Por fim, a diretoria apela ao povo guineense para resistir de forma pacífica, mas firme, e solicita à comunidade internacional que mantenha o isolamento do que considera ser um regime ilegítimo.

Por: Tiago Seide
odemocratagb.

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