Marrocos – A edição de 2026 da Taça das Nações Africanas, organizada em Marrocos, continua a dar que falar. O grupo de adeptos senegaleses detidos desde a final em Rabat anunciou esta sexta-feira uma greve de fome, para contestar os motivos da sua detenção.
No dia 18 de Janeiro, a final da Taça Africana das Nações, que opôs o Senegal ao Marrocos, foi marcada por vários incidentes e terminou num clima de forte tensão.
A concessão de um penálti à selecção de Marrocos provocou a ira dos jogadores senegaleses no banco, alguns dos quais abandonaram o estádio minutos após a decisão do árbitro. Durante o remate do jogador marroquino Brahim Diaz, grupos de adeptos senegaleses tentaram invadir o campo durante vários minutos.
Após o jogo, que terminou com a vitória dos "Leões da Terenga" por 1 a 0, 18 fãs senegaleses foram detidos em Marrocos por "vandalismo".
Num texto enviado ao respectivo advogado, consultado pela AFP, eles afirmaram "não saber do que são acusados". Declaram o início de uma greve de fome e pedem que "se ouça a sua versão dos factos". Segundo a sua declaração, foram interrogados pela polícia em francês e em árabe, quando só falam wolof. "Dado que nos negam o nosso direito à justiça, decidimos iniciar um jejum contínuo em oração e recolhimento", precisaram.
No final de Janeiro, a CAF impôs uma série de sanções disciplinares às federações dos dois países por comportamentos anti-desportivos e violações dos princípios do fair play.
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