Mestres corânicos da Guiné-Bissau foram claros ao afirmar que o Alcorão condena qualquer forma de exploração de crianças talibé, sublinhando que a prática da mendicidade forçada e da instrumentalização infantil não tem fundamento nos princípios do Islão.
A declaração foi feita na semana passada, no âmbito de uma iniciativa de sensibilização que visa combater a exploração infantil, promover os direitos da criança e reforçar uma leitura humanista e ética dos ensinamentos religiosos, alinhada com os valores de dignidade, proteção e respeito pela infância.
A ação insere-se num projeto financiado pela União Europeia na Guiné-Bissau, implementado pelas organizações: AMI – Assistência Médica Internacional,
ADPP Guiné-Bissau,
Instituto da Mulher e Criança,
Aglucomi-Tsh.
O projeto tem como objetivo fortalecer a proteção das crianças, sensibilizar líderes religiosos e comunidades, e promover práticas educativas que respeitem os direitos humanos e os princípios fundamentais da religião.
“A exploração de crianças não é ensinamento do Islão. O Alcorão defende a dignidade, a proteção e o cuidado com a criança”, reforçam os mestres corânicos envolvidos na iniciativa.
IMPACT-Guiné-Bissau
Radio TV Bantaba




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