O coordenador do Grupo Cultural "Netos de Bandim" defende que o Carnaval da Guiné-Bissau, a maior manifestação cultural do país, deve ser aproveitado como um momento de consciencialização e reconciliação entre os guineenses, num contexto marcado por tensões políticas e sociais.
Em entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi (RSM), esta quinta-feira, Hector Diógenes Cassamá (Negado) destacou que o país “precisa de uma profunda reconciliação nacional”, apelando a todos os guineenses para uma reflexão séria sobre o lema do Carnaval 2026: “Nô Cultura e Nô Balur” (A Nossa Cultura, É o Nosso Valor).
“O Carnaval não é apenas festa e diversão. É um espelho da nossa alma coletiva, um espaço para pensarmos sobre o que somos e o que queremos ser enquanto nação”, afirmou o coordenador. Hector Diógines Cassamá.
Questionado sobre o que torna o Carnaval da Guiné-Bissau único em comparação com outros países, Hector Diógenes Cassamá (Negado), sublinhou que o segredo está na diversidade cultural e étnica que caracteriza o país, refletida nas cores, danças e sons, que invadem as ruas durante a celebração.
“A nossa força está na diferença. O Carnaval mostra ao mundo como as várias culturas guineenses podem conviver e criar algo belo, mesmo em tempos difíceis”, frisou., Hector Diógenes Cassamá.
Fundado a 12 de novembro de 2000 pela Associação dos Amigos da Criança (AMIC), no Bairro de Bandim, em Bissau, o Grupo Cultural "Netos de Bandim" tornou-se ao longo dos anos um dos mais importantes agrupamento cultural do país, levando a cultura guineense além-fronteiras e preservando tradições que definem a identidade nacional.
Com o aproximar-se das festividades da nossa maior manifestação cultural, Negado reforça o seu apelo para que o Carnaval não seja visto apenas como um espetáculo, mas também como uma plataforma de união, reflexão e orgulho nacional.
RSM: 05/02/2026



Sem comentários:
Enviar um comentário