segunda-feira, 22 de junho de 2026

À margem do Fórum Econômico Alemão-Senegalês, o Presidente da República recebeu M. Marco Linnig, que dirige a Siemens Healthineers, um dos primeiros grupos de tecnologia médica do mundo.

 Présidence de la République du Sénégal


O desafio é simples e afeta todas as famílias. Melhor equipar os nossos hospitais, instalar scanners e dispositivos de imagem onde eles estão desaparecidos, encurtar o tempo entre quando você fica doente e quando você é diagnosticado corretamente. O que for decidido numa sala de reuniões em Berlim será medido amanhã num departamento de radiologia em Ziguinchor ou Matam.

O Chefe de Estado insistiu que a formação de médicos e técnicos senegaleses está na vanguarda da discussão, porque um aparelho sofisticado vale apenas a mão que o domina. É este requisito, de aumentar as competências nacionais juntamente com as infraestruturas, que leva o Vision Senegal 2050.
🇸🇳🇩🇪

O Ministro dos Recursos Naturais, Eng.º Júlio Baldé, recebeu esta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em audiência, uma delegação da empresa SPECTRA, SARL, sediada em Abidjan.

O objetivo da visita foi apresentar o projeto da empresa e solicitar a acreditação junto das autoridades nacionais competentes para a instalação de um gabinete técnico na Guiné-Bissau.

Este gabinete será responsável pela realização de estudos sobre os impactos da exploração mineira, a proteção das populações locais e o aconselhamento ao Ministério dos Recursos Naturais relativamente aos diversos projetos mineiros em curso ou futuros.
Numa altura em que a Direção-Geral de Geologia e Minas procura reforçar a fiabilidade dos dados mineiros do país e atrair novos investidores, iniciativas desta natureza poderão contribuir para o fortalecimento da capacidade institucional do Ministério dos Recursos Naturais na gestão sustentável dos recursos minerais.
A intervenção da empresa incidirá sobre cinco áreas principais:
- Realização de Estudos de Impacto Ambiental e Social (EIAS);
- Elaboração de Planos de Ação e de Restauração dos Meios de Subsistência;
- Reforço de capacidades e modernização do cadastro mineiro e dos sistemas de informação geográfica (WGS 84);
- Cartografia dinâmica das licenças de prospeção e exploração;
- Realização de estudos topográficos, fundiários e mineiros relacionados com as atividades extrativas;
- Assistência técnica e mobilização de financiamento para o desenvolvimento do setor extrativo.
A empresa prevê ainda fornecer equipamentos ao serviço de cadastro mineiro, bem como promover ações de formação e capacitação técnica no domínio mineiro.

Ministro da Educação reúne-se com directores regionais para avaliar funcionamento das escolas públicas.



O Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai, reuniu-se hoje, em Bissau, com os directores regionais de Educação, num encontro destinado a analisar a situação actual do sistema educativo nas diferentes regiões do país.

A reunião teve como principal objectivo ouvir as preocupações dos delegados regionais de Educação sobre o funcionamento das escolas públicas, as dificuldades enfrentadas no terreno, os desafios ligados ao encerramento do presente ano lectivo e as perspectivas para a preparação do ano lectivo 2026/2027.
Durante o encontro, os responsáveis regionais apresentaram ao ministro um conjunto de preocupações relacionadas com o funcionamento das escolas, nomeadamente questões ligadas à organização administrativa, acompanhamento pedagógico, condições de trabalho, gestão dos professores, infra-estruturas escolares e outros constrangimentos que afectam a qualidade do ensino nas regiões.

Na ocasião, Barros Bacar Banjai apresentou a sua visão sobre o funcionamento do sector educativo, sublinhando a necessidade de reformas sérias, responsáveis e bem coordenadas, capazes de garantir uma educação pública de qualidade em todo o território nacional.

O governante defendeu que a melhoria do sistema educativo exige maior articulação entre os serviços centrais do Ministério e as direcções regionais, por forma a permitir uma resposta mais rápida e eficaz aos problemas que afectam as escolas.

Segundo o ministro, as direcções regionais desempenham um papel fundamental na implementação das políticas educativas, uma vez que estão mais próximas das escolas, dos professores, dos alunos, dos pais e das comunidades.
Barros Bacar Banjai insistiu ainda na necessidade de reforçar o acompanhamento das actividades escolares, melhorar a gestão dos recursos humanos, garantir maior disciplina institucional e criar condições para que o encerramento do presente ano lectivo decorra de forma organizada e responsável.
O titular da pasta da Educação deixou claro que o Ministério pretende trabalhar com base em informações reais vindas das regiões, de modo a preparar melhor o próximo ano lectivo e corrigir, com antecedência, os problemas que possam comprometer o normal funcionamento das aulas.
A reunião contou também com a participação do Inspector-Geral da Educação, Mamadu Banjai, cuja presença reforça a importância do acompanhamento, fiscalização e avaliação do funcionamento das escolas públicas no país.
O encontro entre o ministro e os directores regionais de Educação é considerado um passo importante no processo de diagnóstico dos problemas do sector e na definição de medidas capazes de melhorar a governação do sistema educativo nacional.
Com esta iniciativa, o Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica demonstra a intenção de reforçar o diálogo interno, valorizar o papel das estruturas regionais e promover uma gestão mais eficiente, participativa e orientada para resultados concretos.
A reunião surge num momento em que o sector educativo enfrenta desafios importantes, sobretudo no que diz respeito ao encerramento do ano lectivo em curso e à preparação do próximo ano escolar, que deverá exigir maior planificação, coordenação e compromisso de todos os actores da comunidade educativa.

Amadu Uri Djalo

“A política está presente em todas as esferas da sociedade guineense” – Ministro do Interior

O Ministro do Interior e da Ordem Pública, Mama Saliu Embaló, afirmou que a política está presente em todas as esferas da sociedade guineense, incluindo nas Forças de Defesa e Segurança.

Mama Saliu Embaló fez a declaração na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, durante a cerimónia de abertura da primeira sessão de formação no âmbito do projeto “Pensar a Nossa Polícia”. A iniciativa está subordinada ao tema “Polícia e direitos humanos: limites, responsabilidades e legitimidade da atuação policial” e é destinada aos comandantes das esquadras da zona centro de Bissau e da região de Biombo, da Polícia da Ordem Pública.

O governante assegurou que as forças de defesa e segurança são braços do Estado, não pertencem a nenhum partido ou líder político e devem obedecer exclusivamente às leis do Estado.

“O serviço que prestamos é para o povo guineense, que representa a base da existência do Estado. A Polícia da Ordem Pública é uma força ao serviço da ordem e da estabilidade”, frisou.

No seu discurso, destacou que uma das prioridades do Ministério do Interior é o reforço da formação e a disponibilização de meios de combate à criminalidade, incluindo equipamentos operacionais, sistemas de comunicação, meios de transporte e infraestruturas adequadas.

O ministro prometeu ainda apoiar iniciativas de formação e capacitação dos técnicos do setor.

“As nossas forças de segurança precisam de mais apoios. Vamos continuar a trabalhar para o bem-estar dos agentes e dos operacionais, de forma a cumprirmos plenamente a nossa missão. Iremos criar as condições e os meios necessários para os nossos polícias”, assegurou.

Mama Saliu Embaló salientou que os agentes policiais estão na linha da frente do contacto com a sociedade, pelo que devem receber formação contínua e adequada.

Por sua vez, o Comissário Nacional da Polícia da Ordem Pública, Mussa Nambatcha, afirmou que pretende implementar cursos de formação e capacitação nas forças de segurança.

O responsável reconheceu a insuficiência de uma escola eficaz para a formação de oficiais.

“Para ser comandante, é necessário estar sempre atualizado, de modo a facilitar a atuação no terreno”, disse.

Informou que esta é a primeira fase do programa formativo e que a segunda irá abranger os comandantes provinciais.

Segundo Mussa Nambatcha, a falta de familiaridade com determinadas matérias leva, por vezes, a erros por parte dos oficiais, dificultando a abordagem aos cidadãos.

Por: Natcha Mário M’bundé
odemocratagb

Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta-a, recebe esta manhã a delegação dos Chefes de Estado Maior da CEDEAO

CHEFE DE ESTADO RECEBE ALTOS RESPONSÁVEIS MILITARES DA CEDEAO EM AUDIÊNCIA NO PALÁCIO PRESIDENCIAL.

Sua Excelência, o Presidente da República General de Exército Horta Inta-a, manteve hoje um encontro com a delegação do Comité dos Chefes de Estado-Maior da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Bissau, 22 de junho de 2026.







Governo quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel (E), ladeado pelo Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves (D), participa na XV Conferencia dos Chefes de Estados e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Bissau, Guiné-Bissau, 18 de julho de 2025. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, declarou hoje, no parlamento, que o Governo português quer ajudar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática e que a soberania do povo guineense está acima de tudo.

Durante uma audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado socialista Luís Testa questionou Paulo Rangel sobre o que tem feito o Governo português relativamente à Guiné-Bissau e a sua suspensão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma medida tomada pelos chefes de Estado e de Governo da organização, em dezembro, devido ao golpe militar de 26 de novembro de 2025 no país.

Como resposta, Rangel assegurou que o Governo está sempre em contacto com a CPLP e respetivos Estados-membros, assim como com a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que também suspenderam a Guiné-Bissau.

“A soberania do povo guineense está acima de tudo e tentamos ajudar para que haja um regresso à normalidade democrática”, concluiu o governante.

Desde a interrupção do processo eleitoral de novembro de 2025 por uma intervenção militar, a Guiné-Bissau passou a ser governada por um regime de transição liderado por um Comando Supremo Militar, que criou um Conselho Nacional de Transição, alterou a Constituição por decreto e marcou novas eleições para dezembro de 2026.

A mudança de poder gerou forte contestação interna e internacional, com denúncias de repressão da oposição, detenções sem acusação formal, restrições às liberdades cívicas e alegações de erosão do Estado de direito.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste.

CPLP
O Conselho de Ministros da CPLP previsto para dia 17 de julho em Díli, Timor-Leste, foi adiada para 19 de agosto, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

A XXXI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estava prevista para o dia em que a organização assinala 30 anos, no entanto, segundo Rangel, foi adiada para o mês seguinte.

O chefe da diplomacia portuguesa não referiu o que motivou o adiamento.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde a suspensão da Guiné-Bissau, devido ao golpe militar de 26 de novembro de 2025.

Residem em Portugal 11,4 milhões de pessoas (1,6 milhões estrangeiras)

O Instituto Nacional de Estatística atualizou o número de residentes em Portugal para 11.424.031 pessoas, graças à contabilização de 1.597.539 pessoas estrangeiras.

O Instituto Nacional de Estatística atualizou o número de residentes em Portugal para 11.424.031 pessoas, graças à contabilização de 1.597.539 pessoas estrangeiras.

De acordo com as estimativas de população residente de 2025, apresentadas hoje e que incluem revisões dos números referentes ao período entre 2021 e 2024, a 31 de dezembro de 2025, a população em Portugal tem 11.424.031 pessoas, mais do que os valores apresentados no ano passado, referente a 2024 (10.749.635), que também foram atualizados para 11.387.222.

Em 2024, em vez dos 1,6 milhões de estrangeiros residentes, o INE havia contabilizado apenas 177.557 pessoas.

Segundo a nota hoje divulgado pelo INE, a população residente em Portugal em 2025 "foi estimada em 11.424.031 pessoas, o que corresponde a um aumento de 36.809 pessoas relativamente a 2024 (0,32%)".

De acordo com o INE, os dados anteriormente divulgados foram atualizados, concluindo que, "entre 2021 e 2025, a população residente aumentou 824.914 pessoas, destacando-se os anos de 2022, 2023 e 2024, nos quais se verificaram fluxos migratórios excecionalmente elevados, traduzindo-se em acréscimos populacionais", respetivamente, de 330 mil, 275 mil e 183 mil pessoas.

Por outro lado, "o envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se, ainda que atenuado pelo reforço relativo da população em idade ativa" e em 2025, o índice de envelhecimento atingiu o valor de quase o dobro de idosos do que jovens "19 idosos por cada 10 jovens", quando em 2021 os valores eram de 18 por 10.

Já a idade mediana da população residente em Portugal passou para 45,8 anos, quando em 2021, data dos últimos censos, era de 46,1, indicando ligeiro rejuvenescimento.

"A população residente de nacionalidade estrangeira, em 31 de dezembro de 2025, foi estimada em 1.597.539 pessoas, representando 14,0% do total da população residente" e desde 2021, "mais do que duplicaram, correspondendo a um aumento de 849 384 pessoas (mais 6,9 pontos percentuais)", refere ainda o INE.

Os últimos dados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), em outubro do ano passado, indicavam que, no final de dezembro de 2024 estavam registados 1.543.697 cidadãos estrangeiros a residir em território nacional, abaixo de estimativas feitas em abril.

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