quarta-feira, 28 de setembro de 2016

PRESIDENTE DA REPÚBLICA PEDE CUMPRIMENTO DE PACTO ASSINADO COM CEDEAO

O Presidente da República voltou a apelar, esta quarta-feira, todos os assinantes dos seis pontos propostos pela CEDEAO, para criar um governo de unidade nacional que deverá conduzir o país até as próximas eleições legislativas
José Mário Vaz que falava, esta quarta-feira, momentos antes de deixar o país para uma visita oficial a Cuba, chama a responsabilidade de todos os guineenses para o cumprimento do pacto assinado com a CEDEAO.
“Todos nós quando assinamos este acordo tivemos a consciência realmente do porquê que estávamos a assinar este acordo e não é depois da sua assinatura é que vamos começar a fazer observações deste documento. Todos os assinantes, todos os guineenses, ninguém pode ficar de fora em relação a esta situação. Não pode haver paz e estabilidade sem o compromisso que assinamos com a CEDEAO”, pede o presidente que volta a demonstrar a sua disponibilidade em trabalhar com todas as forças do país desde que seja a decisão dos guineenses porque “o presidente está acima de tudo, está acima dos partidos políticos”.
“Não há que culpar ninguém neste momento. É um problema de unidade, coesão e de solidariedade entre nós e para podermos ter um país estável dos próximos tempos”, afirma.
Segundo Mário Vaz, que preferiu não adiantar o tempo da aplicação do compromisso passando a bola aos mediadores da CEDEAO, a aplicação deste compromisso já assinado é fundamental para que haja paz e estabilidade na Guiné-Bissau.
“Cada um deve aceitar os compromissos fundamentais neste momento. (…) Se as partes não quisessem, realmente, este documento então não assinavam e depois de a assinatura já não há nada a fazer, é só cumprir. Infelizmente, não conseguimos encontrar uma solução palpável entre nós os guineenses e os outros tiveram que intervir”, aconselha o chefe da nação que disse que não se pode deixar que os problemas guineenses sejam resolvidos por outros povos.
Entretanto, ainda na mesma ocasião e sobre o engarrafamento verificado, esta terça-feira, na avenida principal, desde às 16 até depois das 21 horas de Bissau, depois de uma das vias foi fechada pelas autoridades de segurança, que esperam pela chegada do presidente que estava de visita a Gambia, José Mário Vaz pede desculpas a população em geral pelo constrangimento e promete que esta situação não voltará a acontecer durante o seu mandato.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga com Conosaba

GOVERNO GUINEENSE ESTUDA ESTRATÉGIA PARA MELHOR GERIR PATRIMÓNIO DE ESTADO

O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares afirma que o património de Estado deve ser valorizado, gerido de forma unitária e não dividida entre as diferentes instituições de estado
Aristides Ocante da Silva que falava, esta quarta-feira, durante a cerimónia de abertura da primeira conferência nacional sobre o património de Estado que decorre sob o lema “valorização do património de estado para o desenvolvimento da Guiné-Bissau”, disse ainda que este encontro marca o início de uma “profunda” viragem no conceito e nas praxes da Guiné-Bissau em relação ao património de estado e a forma como deve ser gerido.
“Este evento pretende que haja uma larga reflexão e um profundo debate a volta de questões essenciais e do interesse nacional”, disse.
Este governante diz esperar que esta conferência sirva de espaço para apreciação e análise das boas práticas e de grandes lições que podem ser aplicadas, melhoradas e priorizadas de forma a conferir maior eficácia às acções que se empreende na gestão da coisa pública e na melhoria de boa governação.
“Ao deitarmos um olhar sobre o passado da Guiné-Bissau pós independência, constatamos fortemente que a importância e a pertinência de a afirmação do património de Estado no âmbito da boa governação e do desenvolvimento social e económico do país, decorre, de facto, de que Estado enquanto um complexo sistema que integra várias instituições e estruturas políticas, económicas e sociais que agem e interagem numa vasta e permanente dinâmica, é antes de tudo uma pessoa do bem”, afirma.
Esta primeira conferência nacional sobre o património de Estado terá a duração de 3 dias e está a ser apoiada pela União Europeia.
Neste encontro que junta as diferentes entidades nacionais serão debatidos o conceito do património de Estado: contexto e enquadramento legal na Guiné-Bissau; diagnóstico sobre a situação do património do estado da Guiné-Bissau; como garantir uma gestão eficiente, racional e transparente de património de Estado, sua preservação, à conservação e à valorização do património.
O património do Estado é constituído pelos bens susceptíveis de satisfazerem necessidades económicas de que o Estado é titular e pelas responsabilidades que sobre eles impendem.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anésia Tavares Gomes com Conosaba
Foto: Anésia Tavares Gomes

PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU ATRIBUI PRINCIPAL CONDECORAÇÃO DO PAÍS A RAUL E FIDEL CASTRO


O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, assinou hoje os decretos que atribuem a mais alta distinção do Estado, a medalha Amílcar Cabral, ao Presidente de Cuba, Raul Castro, e ao antigo líder Fidel Castro.


chefe de Estado aceita a proposta que foi feita em reunião de Conselho de Ministros, na terça-feira, e justifica as distinções aos irmãos Castro com o apoio que Cuba sempre deu às causas guineenses.

Cuba foi um dos aliados da Guiné-Bissau na luta pela independência de Portugal, na década de 1960 e até 1975, e tem mantido no país ações de apoio em várias áreas, como a saúde e educação - acolhendo também muitos quadros guineenses para formação.

O Presidente da República, José Mário Vaz, partiu hoje para Cuba para uma visita oficial que deverá durar até sábado, disse à Lusa fonte da presidência guineense.

Lusa/Conosaba

antigo líder Fidel Castro com irmão Raul Castro

HERDEIROS DI GUMBE FINAL

«OPINIÃO» 43° ANIVERSÁRIO DE INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU/ÁFRICA - Sumbunhe N'fanda

 
Foram 43 anos livres do domínio colonial português, mas de independência ainda não temos nada!

Ainda não estamos livres dos nossos irmãos inimigos da pátria que se aliavam com portugueses para matar ou punir com castigos seus compatriotas.
 
Os mesmos irmãos atualmente intitulados de “doutores”, se apropriaram do país e há 43 anos não param de sucateá-lo ou explorar. Só está livre como nas demais antigas colónias europeias, as elites dos países africanos. 

E as elites exercem o antigo papel da metrópole europeia com o povo. Conseguimos nos livrar do colonialismo português, mas o neo-colonialismo praticado por líderes e os ditos “doutores” antipatrióticos para impedir a prosperidade dessa nação ainda nos persegue. 

O desenvolvimento almejado ainda é uma utopia. Comemoramos 43 anos de constantes fracassos que coloca o país no ranking dos mais pobres do mundo. Quem salvará essa nação? Só nos resta esperança!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

BISSAU ACOLHE COLÓQUIO DOS MINISTROS DAS PESCAS DE PAÍSES DA UEMOA

Iniciou, esta terça-feira, na capital Bissau, o encontro preparatório para a conferência dos ministros das pescas dos oito países da UEMOA. Este encontro deverá ter lugar na próxima Sexta-feira, na capital Bissau (30)
No início do encontro participaram peritos ligados ao sector das pescas dos respectivos países no qual serão analisados os documentos sobre a harmonização das políticas das pescas que posteriormente serão submetidos à aprovação no conselho dos ministros.
Ao presidir a cerimónia de abertura dos trabalhos o ministro das pescas afirmou que os recursos haliêuticos estão sob pressão sem precedente, divido a fraqueza dos sistemas de controlo da capacidade de pesca, da fiscalização marítima e das actividades das pescas.
Neste contexto defende que a coordenação e harmonização das políticas e das legislações nacionais sobre a pesca e a aquacultura no âmbito da UEMOA torna se uma necessidade urgente para todos os países membros.
Entretanto sobre a situação da pirataria que assola os países da África ocidental, Luísa Ferreira, directora geral dos recursos haliêuticos da UEMOA, garante que a organização que representa já adoptou as directivas para harmonização do processo de segurança e de fiscalização das águas territoriais dos seus estados membros.
“Estamos a pensar implementar um sistema de fiscalização conjunta entre os países que têm a mesma fronteira Marítima. Portanto estamos hoje como uma directiva que tomamos sobre o que o Estado deve fazer o que a UEMOA deve apoiar em equipá-los com sistemas de satélite para poderem detectar os navios piratas e é um programa que ronda mais ou menos 10 milhares de francos cfa”, explica esta responsável que adianta ainda que a Organização estuda estratégia para conseguir financiamentos para ajudar a implementar este sistema e de lá cada país assumirá a sua responsabilidade.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djalo com Conosaba

MAMADÚ BOBO DJALÓ, UM DOS MELHORES FUTEBOLISTAS DA GUINÉ-BISSAU, APELA O ENTENDIMENTO ENTRE POLÍTICOS DA GUINÉ-BISSAU, PARA O BEM DO PAÍS





Mamadou Bobó Djalo. O médio que começou por ser avançado e marcou uma era em Portugal, com quase duas décadas nos relvados lusos.

Nasceu na cidade guineense de Chanchungo, de pouco mais de dez mil habitantes. Havia uma filial do FC Porto e, por isso, era, por assim dizer, uma cidade pintada de azul e branco. Bobó cresceu lá no meio.

O percurso de Bobó em Portugal: 
1980/81: Vilanovense (Juniores) 
1981/82: FC Porto (Juniores) 
1982/83: Águeda 
1983/84: FC Porto, 8 jogos (2 golos) 
1984/85: Varzim, 26 jogos 
1985/86: V. Guimarães, 30 jogos (5 golos) 
1986/87: Marítimo, 23 jogos 
1987/88: Marítimo, 21 jogos (2 golos) 
1988/89: Estrela da Amadora, 31 jogos (2 golos) 
1989/90: Estrela da Amadora, 33 jogos 
1990/91: Boavista, 32 jogo (1 golo) 
1991/92: Boavista, 30 jogos 
1992/93: Boavista, 41 jogos 
1993/94: Boavista, 37 jogos 
1994/95: Boavista, 26 jogos (1 golo) 
1995/96: Boavista, 10 jogos 
1996/97: Boavista/Gondomar