segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

«PATCHE DI RIMA» NEXT STOP ROTTERDAM - DIA 5 DE DEZEMBRO "NÔ PINTCHA"

Next stop Rotterdam dia 05 de Dezembro no pintcha

JOSÉ SÓCRATES NEGA TER COMPRADO APARTAMENTO EM PARIS



Numa carta enviada à RTP, José Sócrates nega ter comprado um apartamento em Paris, confirmando que morou durante quase dois anos na casa do amigo Carlos Santos Silva, também arguido na Operação Marquês.

José Sócrates enviou, esta segunda-feira, uma carta à RTP, em reação ao programa ‘Sexta às 9’, que dá conta dos negócios que abriram a investigação que levou a que fosse preso preventivamente.

“No primeiro ano vivi num apartamento arrendado. Depois, de entre setembro de 2012 e junho de 2013, vivi num apartamento que me foi emprestado pelo meu amigo Engº Santos Silva, que o comprou para restaurar, arrendar ou vender, que é a situação atual dele. Saí quando começaram as obras”, escreve o antigo primeiro-ministro.

Carlos Santos Silva é, tal como Sócrates, arguido na Operação Marquês e encontra-se preso preventivamente por suspeita dos crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

De acordo com a estação pública, o apartamento em questão está à venda há pouco mais de uma semana por quatro milhões de euros e encontra-se, no registo francês, em nome de Carlos Santos Silva.

Na missiva de duas páginas, o ex-governante prossegue: “No princípio deste ano, depois de uns meses a viver com a família em hotéis, arrendei outro apartamento que mantenho atualmente como minha residência em Paris”.

José Sócrates nega, ainda, que a mãe tenha vendido apartamentos acima do preço de mercado a Carlos Santos Silva


CONVITE


«CULTURA NA GUINÉ-BISSAU» NOVO DIRECTOR-GERAL DA CULTURA PROMETE COMBATER PIRATARIA DAS CULTURAIS


Bissau, 01 Dez 14 (ANG) – O Director-geral da Cultura, João Cornélio Gomes Correia manifestou hoje a sua determinação em trabalhar para por cobro à prática de pirataria das obras culturais no país, cujos contornos são preocupantes, segundo os artistas.

João Correia que falava em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné (ANG), acrescentou que esta luta será desencadeada, particularmente, pelo Gabinete de Direito do Autor, de forma a proteger os músicos contra os piratas que actuam, maioritariamente nos mercados da capital.

“Os nossos músicos, por exemplo, enfrentam todo o tipo de sacrifícios e labutando com os meios próprios para gravar os seus trabalhos vêem-se defraudados pelos piratas que reproduzem as suas obras impunemente,” indignou-se o DG da Cultura.

Ainda de acordo com este responsável, a Guiné-Bissau se encontra totalmente desorganizada no que diz respeito a promoção de eventos culturais.

“Pessoas desprovidas de conhecimentos sobre a cultura aventuram-se na organização de espectáculos de forma indisciplinada, ou seja quando, onde e como quiserem”, disse tendo ainda acrescentado que os proprietários dos salões onde ocorrem estes eventos não pagam imposto ao Estado.

“Vamos tomar fortes medidas para por fim à essa prática,” advertiu Cornélio Gomes Correia.
Questionado sobre para quando a construção de um Palácio da Cultura, João Cornélio , respondeu que “provavelmente” depois de concluído as obras de construção do palácio da Justiça pela Republica Popular da China.

O titular da pasta da cultura reconheceu ter encontrado a Direcção da Cultura num estado de desorganização total e prometeu trabalhar para resgatar àquela instituição dessa situação em benefícios dos artistas.

«OS HOMENS PASSAM E AS INSTITUIÇÕES FICAM» MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO DE PORTUGAL RETOMA COOPERAÇÃO COM A GUINÉ-BISSAU


Bissau – O Governo português, através do seu Ministério da Administração Interna, já retomou a cooperação no domínio da formação com seu congénere da Guiné-Bissau.

Para o efeito, um grupo de 15 efectivos do Ministério da Administração Interna guineense seguiu esta sexta-feira, 28 de Novembro, para Lisboa, onde irá participar numa acção de formação no domínio do policiamento de proximidade.

Com a duração de quinze dias, o curso decorre em simultâneo em Bissau entre 1 e 18 de Dezembro, no qual participam elementos da Polícia de Ordem Pública (POP) e da Guarda Nacional.

A cerimónia de despedida destes agentes foi presidida esta sexta-feira, 28 de Novembro, pelo secretário de Estado da Ordem Pública, Doménico Sanca, na presença do Oficial da Ligação do Ministério da Administração Interna de Portugal em Bissau, Armindo da Costa Caio.

Falando no acto, Doménico Sanca agradeceu a retoma da cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau no domínio da formação de agentes de segurança, solicitando o empenho dos agentes seleccionados para este curso durante o tempo da sua estadia em Lisboa.

A ocasião serviu para Armindo da Costa Caio anunciar a deslocação a Bissau de oficiais portugueses que, a partir de 1 de Dezembro, vão ministrar a mesma acção de formação em Bissau.

De referir que o último curso de formação deste género foi realizado em 2011, tendo sido suspenso na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

(c) PNN Portuguese News Network

QUE BRINCADEIRA É ESSA?

Enquanto estamos de vida corremos o risco de ver muitas realidades ruins, embora haja também algumas boas e que gostaríamos tanto de ficar com essas, como por exemplo ser Ministro ou ser detentor de poder ou ser chefe dos chefes. Melhor ainda é ser um tipo nada como eu mesmo, que tenha o poder de influenciar os resultados eleitorais, porque exerço o poder da influência nas comunidades, já que ando de lés a lés a distribuir o sorriso que o povo demora muito tempo para ver in loco numa pessoa que não seja nada além de ser um simples alfabetizado de "b, a, ba; b, u, bu...".

Por isso, falei sempre com os meus pupilos, disse-lhes que eu precisava de apoios para pensar nos problemas que estão por resolver, eles devem pensar nas situações para definir a estratégia política e estudar o mapa da nossa terra, enquanto faço visitas de trabalho no terreno, porque eu nasci para ser homem de terreno. Assim quis o destino, mas eu contornei o meu vaticino (depois terei que acertar conta com Deus), porque exerço o poder da influência.

Poucas pessoas no mundo têm esse dom, como óbvio, uso e abuso dele. Enquanto estamos de vida podemos viajar e fazermos montes de visitas de trabalho ou de lazer turístico e sermos recebidos com pompas e circunstancias como também podemos ser recebidos com Ak-47, metralhadora, lança-granadas ou bazuca. Ai meu Deus! Sinceramente, eu não adorava ser recebido assim, porém a realidade nem sempre é o que almejamos.

Devíamos ter o poder de manipular o destino, precisamos acertar conta com Deus, nesta matéria.

Como Ministro que sou ou em bom português Senhor Doutor Ministro, porque todos os ministros são doutores, por sua vez, os doutores são senhores doutores, acho que eu merecia um tratamento especial, não podia de maneira nenhuma dar asas aos meus pupilos de me abandonarem nas mãos alheias, repletas de ferramentas cortantes. Espero que não me cortem a cabeça, a minha pobre cabecinha que não pensa muito. Como é evidente, sou uma pessoa modesta de lápis curto e mal afiado, mas com uma garganta bem afinada, isto é importante salientar sempre, graças a ela consegui escapar de mais uma.

Se alguém tiver dúvida da minha garganta veremos no campo de embate, já fui lutador renhido no passado, mas estou a referir aqui a campanha eleitoral, venço qualquer que seja o adversário, se for preciso ainda o considero como inimigo. Contudo, os meus verdadeiros inimigos são esses bandos de inúteis que me desapontaram, deixaram-me sem dor e sem piedade nas mãos alheias, por serem desobedientes sem rebelião.

Mas uma coisa é certa, eu vou cobrar isso aos seus responsáveis, só que existe um problema: quem paga politicamente por esse acto? Ai meu Deus, mas que brincadeira é essa, os rebeldes? Alguém vai pagar politicamente por isso? Mesmo que venha a ser assim, vou usar e abusar do meu dom de contornar o destino e o povo, no final, vai dizer: "esse gajo é o melhor Ministro", já foi assim no outro Governo. E é tão fácil, é só ser do terreno e deixar que os outros pensem por ti, por isso que temos o chefe de gabinete e os assessores e os conselheiros e os directores gerais. E se esses não soubessem pensar?

A. VeraCruz

OPINIÃO DO DR. JULIÃO SOARES SOUSA SOBRE: "O INCIDENTE DE FRONTEIRA E A DEMISSÃO DO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA DA GUINÉ-BISSAU"


O MDFC continua a provocar dores de cabeça ao nosso país e vai seguramente continuar a causar danos. Enganam-se aqueles que porventura pensam que conflitos desta natureza, classificados de baixa intensidade (low intensity conficts), não têm futuro. É precisamente o inverso. Têm tendência a durar eternamente ou pelo menos enquanto os seus líderes tiverem forças e alguma capacidade de recrutamento. Essa capacidade de recrutamento pode, eventualmente, ocorrer e ganhar algum fôlego à medida que a repressão das forças governamentais aumenta e as populações forem ganhando consciência de que as suas reivindicações (políticas, económicas e sociais) jamais serão atendidas. Ora, pela idade que os comandantes da frente sul de um dos ramos do MDFC (Duarte Djedju e Alfucene Djedju), que se reuniu em Farim com o Ministro da Administração Interna (MAI) aparentam ter, este conflito de baixa intensidade pode vir a durar mais 20 ou 30 anos, o que adicionado aos 32 anos que já se passaram perfará 62 anos. E isto sem contar com as reivindicações políticas que tiveram início, efetivamente, em 1947, ano da fundação do movimento. 

O facto de os reencontros militares serem raros e pouco desgastantes faz com que a resistência seja muito mais duradoira do que os conflitos de alta intensidade. Mas há um outro fator que se deve adicionar a tudo o que acaba de ser dito. É a circunstância de os elementos rebeldes desposarem mulheres guineenses, o que em conflitos de género não pode de modo algum ser descurado. Com base na experiência tida de outros conflitos, um dos elementos que muitas vezes concorre para as deserções, além da componente psicológica associada à intensidade da guerra, da demora da guerra e das dificuldades experimentadas pelo grupo armado a nível do aprovisionamento de víveres e de armamento, é precisamente o facto de os rebeldes terem a ansiedade de refazerem as suas vidas o mais rapidamente possível (por exemplo constituírem família) com o fim da guerra e se verem confrontados com o seu indefinido prolongamento. Neste caso concreto os rebeldes de Casamansa não precisam de se preocupar tanto com o assunto de constituírem família pois podem fazê-lo cruzando a fronteira e terem uma prole que eventualmente venha a substituir os pais na sua atividade. Neste aspeto particular, seria muito interessante estudar o perfil e a história familiar dos elementos que compõe as várias fações do MDFC.

Mas regressemos imediatamente ao incidente de fronteira que levou à demissão do MAI. Estava precisamente a meio deste artigo quando fui surpreendido (positivamente) pela demissão do Ministro. Sim, porque depois de ter visto as imagens não tive dúvidas de que o Ministro em causa, que tinha começado muito bem o seu périplo com repreensões sobre o comportamento indigno de alguns dos seus subordinados e que estava (diga-se em abono da verdade) a desempenhar muito bem as suas funções, tinha levado longe demais o seu esforço e criado condições para que o Estado guineense sofresse um vexame por parte de um grupo armado que não reconhece. Por várias razões que passarei a enumerar: 1) A reunião (e toda a discussão que se gerou a propósito de se saber se o grupo armado estaria ou não do nosso lado da fronteira) ainda que informal, era absolutamente desnecessária e só veio pôr a nu a velha questão da volatilidade da nossa fronteira. E mais! 2) Veio demonstrar (se é que algumas dúvidas existem) o total desconhecimento da nossa fronteira por parte das autoridades que inclusivamente tinham a responsabilidade de zelar pela sua vigilância, segurança e controlo. Depois de várias décadas de independência o Estado guineense (como desconfiávamos) ainda não tomou verdadeiramente posse (de jure e de facto) das nossas fronteiras. Dai também o descalabro que se verificou nos acordos rubricados com o Senegal nos anos 90. O incidente de fronteira e a reunião que se lhe seguiu exige agora mais esclarecimentos. O guineense comum quer agora saber se o grupo armado do MDFC estava ou não a operar impunemente do nosso lado da fronteira. E como é que isso se faz? Criando e enviando uma missão de verificação dos dois países para a zona; 3) Naquelas condições ao constatar e ao lhe ser barrada a passagem na dúvida (como de facto relevou ter dúvidas se estava do lado guineense ou do lado senegalês, facto que me pareceu incrível) a primeira atitude a tomar seria informar imediatamente o Primeiro-ministro e a Ministra da Defesa para que, junto das autoridades senegalesas, através do Ministério de Negócios Estrangeiros, se criasse uma missão conjunta de verificação dos marcos fronteiriços numerados que existem (ou deveriam existir) e não são propriamente montes de pedras e de areia. Além do mais, a própria Presidência da República deveria ser imediatamente informada do incidente. Depois da verificação conjunta e se se constatasse que o grupo armado estava de facto a violar a nossa fronteira a Guiné-Bissau deveria imediatamente lavrar uma nota de protesto junto do Governo senegalês a queixar-se da violação reiterada do seu território por grupos armados e como medida preventiva e dissuasora colocar um contingente militar na linha de fronteira. O MAI não deveria estar em amena cavaqueira com os rebeldes de Casamansa; 4) Como se não bastasse ainda convocou uma reunião com a direção militar dos rebeldes em Farim, o que acabou por ser um reconhecimento tácito, por parte de um membro de Governo guineense, do movimento rebelde e da força que dispunha no terreno quando afirmou, na sua alocução, que esses poderiam ter aniquilado a comitiva ou quando deixou a entender (ainda que de forma implícita) que controlavam uma área. Foi um erro grave. Muito grave, mesmo. A reunião de Farim ainda veio agravar a situação, ofuscando completamente aquilo que estava a ser o desempenho positivo e a atitude discursiva do MAI que antecedeu o incidente. Depois disto e de tudo o que pude subtrair do noticiário da televisão da Guiné-Bissau, não tive dúvidas nenhumas de que o MAI tinha caído numa verdadeira armadilha e que alguém tiraria as devidas consequências, na minha opinião, de um ato irrefletido e talvez até inconsciente, mas que acabou por ridicularizar os governantes que se deslocaram à região. Tão irrefletido e inconsciente que, caso os rebeldes quisessem ganhar notoriedade a nível interno (do Senegal) e internacional, poderiam ter raptado o MAI e o seu staff, o que colocaria a Guiné-Bissau em maus lençóis. Ainda assim, a atitude deixou mossa que deve colocar o Estado guineense e o próximo titular do cargo de sobreaviso.

Algo de positivo ficou, porém, deste indesejável incidente na fronteira e da também indesejável e subsequente reunião de Farim: a vontade expressa pelos rebeldes em negociarem sobre a mediação do nosso país que não deve ser descurada. Todavia, os rebeldes se tiverem mesmo vontade em negociar devem comunicar as suas intenções ao Governo legítimo do Senegal. Subsidiariamente é preciso saber (até porque a existir paz em Casamansa é necessário que essa paz seja de facto definitiva) com quem negociar. Por outras palavras, negociar com qual das fações de um grupo decomposto em três ou quatro alas? Criadas essas condições internas (no Senegal) para o advento dessas negociações é claro que a Guiné-Bissau deve predispor-se (e não seria a primeira vez) a oferecer o seu território e a participar na mediação por ser uma das partes interessadas na resolução de um conflito que ameaça eternizar-se. Deve fazê-lo de uma forma séria e responsável. Mas não transformar a mediação numa aventura em solitário do nosso país. Deve engajar também a Gâmbia (outra interessada!), a CEDEAO (pois o conflito impede a livre circulação de pessoas e bens), com todos os prejuízos que isso acarreta à integração regional, e a própria CPLP de que a Guiné-Bissau é Estado membro.

A resolução do conflito em Casamansa interessa, portanto, aos países vizinhos limítrofes (Guiné-Bissau e Gâmbia), às organizações regionais e sub-regionais e à CPLP. Por isso, todos eles (individualmente ou em conjunto) deveriam redobrar os seus esforços no sentido de criarem condições para a pacificação definitiva da região. 

Enquanto isso não acontece, a Guiné-Bissau deve: 

vigiar as suas fronteiras e tomar posse efetiva delas; 

Reativar urgentemente as Brigadas Geodésicas e geo-hidrográficas que existiam no tempo colonial; 

criar uma missão de verificação conjunta das fronteiras com o Senegal e com a Guiné-Conakry; 

estudar as convenções que Portugal fez com a França e que estabeleceram as fronteiras atuais; 

conhecer as retificações efetuadas, bem como os diferentes relatórios das missões geo-hidrográficas. 



Julião Soares Sousa