domingo, 13 de setembro de 2026

"Qual é a diferença entre um corrupto e um corruptor? Quem é pior: o corrupto ou o corruptor?"


"Tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica à porta"

Depois de várias pesquisas sobre as denúncias de um alegado esquema de venda de vistos na Embaixada de Portugal em Bissau, envolvendo intermediários e funcionários, geram-se revolta e pedidos de investigação urgente. De facto, também na minha modesta opinião, acho urgente os dois países investigarem este caso com a máxima urgência!

Segundo relatos nos bastidores, existem cidadãos guineenses que pagaram até 3 mil euros para conseguirem um simples agendamento consular na Embaixada de Portugal em Bissau!

O "corrupto" é quem se deixa corromper ou age de forma desonesta, enquanto o "corruptor" é quem corrompe ou suborna.

O termo corrupto refere-se a alguém que se corrompeu ou age de maneira desonesta, geralmente em benefício próprio ou de terceiros, prejudicando instituições públicas ou privadas e lesando o património coletivo. Etimologicamente, vem do latim corruptus, que significa "estragado" ou "podre"

Na corrupção, não existem inocentes, apenas interesses e conivência! A corrupção, na sua essência, não é um evento isolado. É uma roda acionada por dois elementos principais: aquele que aceita e aquele que propõe. 

O corrompido, que se deixa levar, e o corruptor, que adquire.

Ambos se influenciam mutuamente numa cadeia perversa que esgota recursos públicos, corrói a confiança nas instituições e converte o serviço público num comércio. Entretanto, diante deste cenário de atrocidades morais, uma questão incómoda surge: afinal, quem é o mais podre — o corruptor ou o corrompido?

Não existe uma resposta fácil. Ambos são essenciais para que a máquina da desonestidade opere. 

O corrupto, frequentemente uma pessoa com autoridade, distorce a sua função pública em benefício de interesses pessoais. Ele troca a sua integridade e, com isso, o bem comum. O corruptor, por sua vez, do lado oposto do balcão, simboliza o setor privado, o empresário, o fornecedor ou o “parceiro do chefe” que, para ganhar concursos públicos, obter favores ou apressar processos, não hesita em empregar o dinheiro como meio de acesso.

Contudo, se considerarmos a fonte da corrupção, muitos afirmarão que o corruptor é quem inicia a ação. É ele quem dá início ao suborno, quem propõe benefícios, quem descobre caminhos alternativos!

Porto, 13 de setembro de 2026.
Pate Cabral Djob, "Nsua Dod"

Sem comentários:

Enviar um comentário