quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
«Comissão Nacional de Eleições - Portugal» Já pode consultar o boletim de voto da 2.ª volta da eleição para Presidente da República no site da CNE em cne.pt.
𝐌𝐚𝐭𝐨𝐬𝐢𝐧𝐡𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞 𝐝𝐞𝐥𝐞𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚𝐫𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐀𝐫𝐚́𝐛𝐢𝐚 𝐒𝐚𝐮𝐝𝐢𝐭𝐚
O Município de Matosinhos recebeu uma delegação empresarial da Arábia Saudita, liderada por Alwalid Albaltan e Abílio Alagoâ da Silva, com o objetivo de conhecer oportunidades de investimento e reforçar relações económicas entre os dois países.
A comitiva foi recebida nos Paços do Concelho pela Presidente da Câmara, Luísa Salgueiro, e pela vereadora do Comércio e Investimento, Marta Pontes, contando também com a presença do Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes.
Durante a reunião de trabalho no MuMMa - Museu da Memória de Matosinhos, foram apresentados os principais projetos estratégicos do concelho, incluindo polos industriais e tecnológicos.
O encontro destacou oportunidades de cooperação em áreas estratégicas como indústria, tecnologia, inovação, logística e investimento empresarial, sublinhando Matosinhos como um território atrativo para investimento nacional e internacional, pela sua localização, infraestruturas, capacidade industrial e aposta na inovação.A visita incluiu ainda o CEiiA, com soluções inovadoras em mobilidade e aeronáutica, reforçando o potencial do concelho como pólo de inovação e desenvolvimento económico.
Eurodeputado socialista português descarta posição neocolonial quanto à Guiné-Bissau
Parlamento Europeu reunido em Estrasburgo, França, a 20 de Janeiro de 2026. © Yves Herman / Reuters
Estrasburgo – O eurodeputado socialista português Francisco Assis descarta qualquer papel neocolonial do Parlamento Europeu e da sua colega de bancada, Marta Temido. Esta, nomeadamente, foi acusada na quarta-feira por Fernando Vaz porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau de, "modo imbecil, para não dizer patético" promover uma narrativa neocolonial, ao ter condenado no Parlamento Europeu o golpe de Estado guineense de 26 de Novembro passado.
O Parlamento Europeu aprovou a 18 de Dezembro passado uma resolução instando os 27 Estados-Membros a ponderar a imposição de sanções aos responsáveis pelo golpe de Estado na Guiné-Bissau de 26 de Novembro.
Em nome do grupo socialista, a eurodeputada portuguesa Marta Temido tinha, então, afirmado que o “alegado golpe militar de 26 de Novembro interrompeu, pela força, um processo eleitoral legítimo” e que “desde então, o país mergulhou numa campanha de terror”.
Os socialistas europeus exigiam, então, a restauração imediata da ordem democrática.
“O Parlamento Europeu não pode fechar os olhos à voz da Guiné-Bissau. Condenamos o golpe, reclamamos a libertação incondicional de todos os detidos políticos, exigimos a restauração imediata da ordem democrática e a publicação transparente dos resultados eleitorais”, afirmou, na altura, a eurodeputada Marta Temido.
Esta parlamentar europeia, mas também a deputada à Assembleia da República Elza Pais foram alvo das críticas de Fernando Vaz, nesta quarta-feira, numa conferência de imprensa em Bissau.
De fora das críticas não ficou também o chefe da diplomacia de Lisboa, Paulo Rangel, ou o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, por apelarem à libertação de Domingos Simões Pereira, líder da oposição, detido desde o golpe de Estado em Bissau, e por condenarem o golpe de Estado ou apelarem ao diálogo.
A RFI até ao momento não obteve nenhum comentário do Ministério português dos negócios estrangeiros sobre o caso.
O eurodeputado socialista português Francisco Assis, por seu turno, descartou qualquer papel neocolonial do Parlamento Europeu, ou da sua colega de bancada do Partido socialista, Marta Temido, alegando que se trata de uma postura em prol de direitos humanos.
Tenho acompanhado a actuação da deputada e minha colega Marta, temido neste processo e ela tem agido em função de um só critério a defesa dos direitos humanos.
Há vários cidadãos guineenses que estão presos por motivos políticos, em resultado do golpe de Estado na Guiné-Bissau e a deputada Marta Temido tem-se empenhado em denunciar essa situação e apelar à imediata libertação desses presos políticos.
Está a fazer aquilo que lhe compete, é a nossa obrigação no Parlamento Europeu. Fazemos isto em relação a Guiné-Bissau, como fazemos em relação a qualquer país do mundo.
Isto não tem nada que ver com o passado colonial português. Tem que ver, pelo contrário... Nós também não estamos impedidos... Seria um grande complexo colonial se não estivéssemos impedidos de abordar questões em países de língua oficial portuguesa.
Aliás, no âmbito da CPLP [Comunidade dos países de língua portuguesa], todos temos especiais responsabilidades uns para com os outros e para com os compromissos democráticos que assumimos.
Mas aqui no Parlamento Europeu a preocupação é só uma, é a questão dos direitos humanos e é o apelo à libertação imediata de pessoas que estão encarceradas por razões de natureza estritamente política.
O primeiro ministro da Guiné-Bissau diz mesmo que a Guiné-Bissau "não é o quintal de Portugal" e que no dia em que o Parlamento português se vier a pronunciar sobre o seu país, que haverá uma "resposta adequada".
O Parlamento português pronuncia-se sobre os mais diversos países do mundo e não sei se o Parlamento português de que não faço parte, se vai ou não vai pronunciar.
O Parlamento Europeu já se pronunciou e pronunciou se no sentido correcto, que foi no sentido justamente de censurar práticas autocráticas e lesivas dos direitos humanos e apelar à imediata libertação de pessoas que estão detidas por razões exclusivamente políticas.
Se fizemos isso em relação à Guiné, como ainda hoje fizemos, por exemplo, em relação ao Irão e fazemos em relação a muitos países do mundo.
Por: Miguel Martins
rfi.fr/pt/
GOVERNO APELA AO REFORÇO DA ASSESSORIA DE IMPRENSA PARA GARANTIR VERACIDADE DAS INFORMAÇOES
O Primeiro-Ministro de Transição exortou aos membros do governo, a promoverem nos seus gabinetes os serviços de assessoria de imprensa, a fim de garantir a veracidade e a fidelidade das informações.
Esta exortação foi anunciada hoje, após o encontro do Conselho de Ministros, apresentada na voz do titular da pasta de Comunicação Social, Abduramane Turé, que na altura falou também dos preparativos da realização do Carnaval- 2026 a decorrer de 14 a 17 de Fevereiro, sob o lema: "Nô Guineendadi IBbalur di Nô Union".
No que toca a parte de deliberação, porta-voz do governo, disse que abordaram aspeto que se prende com o projeto do decreto, sobre o regime juridico dos empreendimentos turisticos de alojamento.
Ainda o coletivo dos ministro abordou o ponto que tem haver o Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta Livre na Africa Ocidental cuja organização cabe desta vez à Guiné-Bissau.
RSM: 22. 01. 2026
«Embaixada da Guiné- Bissau em Cabo Verde»
Sua Excelência Senhor Embaixador Ibraima Sanó recebeu hoje, dia 22 de Janeiro, o Senhor Paulo Ferreira, Administrador dos Correios de Cabo Verde.
Arthimiza Mendonça nomeada presidente da Comissão Nacional Organizadora do Carnaval 2026
Jornalista de carreira e ativista, Arthimiza Mendonça foi chamada para presidir à Comissão Nacional Organizadora do Carnaval 2026.
A jornalista aceitou o desafio e prometeu uma nova abordagem na organização de um dos maiores eventos culturais do país, apostando no trabalho conjunto, no apoio institucional e na colaboração de todos os intervenientes.
Com um percurso académico e profissional de relevo, Arthimiza Mendonça é licenciada em Minas Gerais, Brasil, e pós-graduada em Televisão, Cinema e Mídias Digitais pela mesma instituição.
Comissão de carnaval 2026
«Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau» Realizou-se, no passado dia 14 de janeiro, na sala de formação do Bairro da Cooperação Portuguesa, em Bissau, a sessão de abertura da 3.ª edição do projeto “Mais Conhecimento – Melhor Futuro”, uma iniciativa da ONGD portuguesa Ser Mais Valia. Este projeto de reforço de conhecimentos destina-se a 30 alunos do 12.º ano, provenientes de diversas escolas secundárias de Bissau.
Ao longo do presente ano letivo, os estudantes beneficiarão de uma formação intensiva nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática e Tecnologias de Informação e Comunicação, ministrada por professores voluntários portugueses, em regime presencial e online.
A iniciativa é financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e conta com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., reforçando o compromisso com a promoção do sucesso escolar e o alargamento de oportunidades educativas para jovens guineenses.
Seguro Automóvel: GUINEBIS e Agência Munas firmam parceria estratégica
Bissau, 22 de janeiro de 2026 – A GUINEBIS, primeira empresa seguradora privada da Guiné-Bissau, e a Agência Munas formalizaram, esta quarta-feira, uma parceria de cooperação no domínio do seguro de viaturas. O acordo foi rubricado por tempo indeterminado.
A parceria tem como objetivo reforçar a oferta de seguros automóveis no país, assegurando soluções abrangentes e adaptadas às necessidades dos proprietários de viaturas.
Segundo a Diretora-Geral da GUINEBIS, Marilda Lopes Ribeiro, o acordo representa um passo importante para a melhoria dos serviços prestados aos clientes.
“Esta parceria visa proporcionar uma solução de seguro abrangente e de qualidade para os proprietários de viaturas, garantindo maior tranquilidade e segurança em caso de imprevistos”, afirmou.
Guiné-Bissau rejeita interferência portuguesa: “Não somos quintal de Portugal”
Durante a inauguração das obras de dragagem do porto de Bissau, o primeiro-ministro de transição guineense reafirmou a independência do país desde 1973 e garantiu que não aceitará ordens de ninguém.
O primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que a Guiné-Bissau "não é quintal de Portugal" e avisou que haverá "resposta adequada" no dia em que o assunto do país africano for debatido no parlamento português.
As declarações de Ilídio Vieira Té foram feitas no discurso de inauguração das obras de dragagem do porto de Bissau e transmitidas pela comunicação social local.
O primeiro-ministro de transição guineense afirmou que o país é governado desde a sua independência, em 1973, pelos seus filhos e que não aceitará ordens de ninguém.
"Desde 1973 que ninguém manda aqui, e a Guiné-Bissau não é anexo de Portugal, nem quintal, nem da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], razão pela qual autossuspendemos o nosso país dessa organização", afirmou Vieira Té.
O Governo de transição anunciou a suspensão de "todas as suas atividades" na CPLP, "com efeito imediato", a 15 de dezembro, dez dias depois do Conselho de Ministro da organização lusófona ter recomendado aos chefes de Estado a suspensão do país neste organismo.
O dirigente guineense avisou hoje que haverá "resposta adequada" no dia em que o assunto do país for debatido no parlamento português.
"Dizer-vos que na Guiné-Bissau quem manda são os guineenses (...) nem o ministro dos Negócios Estrangeiros português, nem é Marta Temido [eurodeputada socialista], e nem ninguém. Andamos com os nossos pés e pensamos com as nossas cabeças", declarou.
O primeiro-ministro de transição guineense disse ainda ter escutado o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, afirmar que o país não terá as sanções levantadas no âmbito da CPLP enquanto os "presos políticos não forem libertados".
O presidente do último parlamento eleito, Domingos Simões Pereira, que é também líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), encontra-se detido, sem culpa formada, desde o dia 26 de novembro na sequência do golpe de Estado militar, e várias figuras políticas da oposição estão com a liberdade condicionada, encontrando-se escondido em local incerto.
Ilídio Vieira Té afirmou que as atuais autoridades da Guiné-Bissau "não pediram o levantamento de sanções" da CPLP e insistiu que foi o país que se afastou da organização lusófona.
O responsável abordou também as ameaças da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de aplicar sanções ao país caso o período de transição, proposto pelos militares para 12 meses, não seja encurtado e não seja formado um Governo civil inclusivo.
Segundo Ilídio Vieira Té, a Guiné-Bissau "é membro de pleno direito com quotas em dia" na CEDEAO, "mais do que muitos países".
"Portanto, quem manda aqui é o Presidente de transição, Horta Inta-a, o primeiro-ministro, sou eu, Ilídio Vieira Té, e temos um Governo que governa com as suas ideias", declarou.
Os militares tomaram o poder há cerca de dois meses na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais, presidenciais e legislativas, e o processo eleitoral foi interrompido.
O Presidente cessante e recandidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto e saiu do país, enquanto o candidato da oposição, Fernando Dias, que reclamou vitória, terá procurado refúgio na Embaixada da Nigéria em Bissau.
No golpe de Estado, que várias vozes nacionais e internacionais consideraram ter sido uma encenação do Presidente cessante, foram detidos vários políticos, entre eles Domingos Simões Pereira.
O líder e o partido foram excluídos das eleições pelo Supremo Tribunal de Justiça e decidiram apoiar a candidatura de Fernando Dias, presidente de uma das alas do Partido de Renovação Social (PRS) que se dividiu, com uma fação fiel a Dias e outra apoiante de Sissoco Embaló.
Os militares anunciaram que o período de transição seria por um ano e uma das primeiras iniciativas legislativas foi a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República.
Hoje, o Presidente de transição anunciou a realização de eleições gerais a 6de dezembro deste ano.
A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a CEDEAO e a CPLP, que substituiu a Guiné-Bissau na presidência da organização, que ocupava até 2027, por Timor-Leste.
A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância.
Guiné-Bissau: Fernando Vaz pede respeito a Portugal e a Cabo Verde
Fernando Vaz, porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT). © Aliu Candé
O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau pediu que cessem desde já as ingerências políticas provenientes de personalidades de Portugal e de Cabo Verde.
Desde o golpe de Estado na Guiné-Bissau, várias personalidades lusófonas e em particular de Portugal e de Cabo Verde têm criticado os acontecimentos em território guineense.
Em Portugal, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, considerou “bastante grave” a nova Constituição aprovada pelo Conselho Nacional de Transição que reforça os poderes do Presidente da República.
Isto enquanto a eurodeputada socialista, Marta Temido, condenou no Parlamento Europeu o Golpe de Estado: “A Guiné-Bissau vive uma ruptura grave do Estado de direito. Um golpe travou pela força um processo eleitoral legítimo, impôs a repressão e impediu os guineenses de conhecerem os resultados quando se pré-anunciava a derrota do Presidente Embaló. Condenamos o golpe. Exigimos a libertação imediata dos presos políticos, a reposição da ordem democrática e a divulgação transparente dos resultados. A União Europeia tem de agir, com sanções direccionadas, sem legitimar a Junta Militar. Não podemos falhar ao povo da Guiné-Bissau”.
Perante estas contínuas críticas, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz, criticou a postura de personalidades portuguesas e lembrou que a Guiné-Bissau é independente desde 1973.
“O Conselho Nacional de Transição - CNT - atento às insensatezes de algumas personalidades portuguesas, vem por este meio responder a certas declarações, em particular às deputadas Elza Pais e Marta Temido, que, de modo imbecil, para não dizer patético, promoveram uma narrativa neocolonial. Reafirmamos a soberania nacional da Guiné-Bissau. Condenamos veementemente intervenções e ingerências externas no processo político guineense, especialmente no que respeita à revisão constitucional.
A Guiné-Bissau é dos guineenses. A Guiné-Bissau não é uma colónia portuguesa.
A Guiné-Bissau desde 1973 é um país independente. Somos um país pequeno, mas um Estado como Portugal é um Estado, em pé de igualdade. Portanto, não admitiremos nenhuma falta de respeito de qualquer indivíduo que seja.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal (ndr: Paulo Rangel) que se preocupe com os problemas de Portugal, os problemas internos. Os problemas internos da Guiné-Bissau, os guineenses podem muito bem resolvê-los. Aconteceu um golpe de Estado na Guiné que eles condenam.
O 25 de Abril aconteceu em Portugal, foi um golpe de Estado, e as mudanças que ocorreram foram positivas. Criou aquilo que é hoje o Estado português, o Estado democrático português.
Aquilo que está a acontecer na Guiné é precisamente a mesma coisa. Portanto, há um golpe de Estado em que estamos a fazer as revisões das leis que levaram o país durante 50 anos, a um marasmo e a uma conflitualidade política muito grande. Essas revisões vão trazer a paz, a estabilidade e o convívio entre os guineenses. É isto que se pretende”.
O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, também foi criticado na conferência de imprensa do Conselho Nacional de Transição.
Em declarações à imprensa, o chefe de Estado cabo-verdiano defendeu a necessidade de se criarem canais de diálogo político na Guiné-Bissau e destacou a urgência da libertação do líder da oposição, Domingos Simões Pereira.
José Maria Neves fez um apelo veemente à libertação de todos os detidos por motivos políticos, sublinhando que Domingos Simões Pereira continua preso sem culpa formada.
Na conferência de imprensa do Conselho Nacional de Transição, Fernando Vaz, porta-voz, afirmou que o Presidente de Cabo Verde deve se preocupar com os problemas dos cabo-verdianos e deixar de ser o advogado de Domingos Simões Pereira.
“O senhor Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, aparece como porta-voz do DSP (ndr: Domingos Simões Pereira), como advogado do DSP. Ele se quiser ser advogado e porta-voz do Domingos Simões Pereira, ele que dispa a capa de presidente de Cabo Verde. Ele tem muitos problemas em Cabo Verde para se preocupar. Portanto, agradecemos que não se imiscuam mais naquilo que diz respeito aos guineenses e só aos guineenses e à Guiné-Bissau. Nós estamos de braços abertos para receber e dialogar com todo o mundo, desde que seja na base do respeito, da igualdade e da consideração. A CPLP não é fiscalizadora da constitucionalidade na Guiné-Bissau. A CPLP se quiser vir passear até à Guiné, nós fazemos o convite”.
Recorde-se que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) suspendeu a Guiné-Bissau e entregou a presidência a Timor-Leste.
De relembrar que os militares tomaram o poder na Guiné-Bissau a 26 de Novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais.
Os militares anunciaram que o período de transição seria por um ano e, a 21 de Janeiro, um decreto presidencial marcou as eleições legislativas e presidenciais na Guiné-Bissau a 6 de Dezembro.
PAGAMENTO PRESENCIAL DE PROFESSORES PARALISA AULAS EM BISSAU E BIOMBO
O pagamento presencial em curso aos professores efetivos está a provocar fortes perturbações no normal funcionamento das aulas nas escolas da região de Biombo e do Setor Autónomo de Bissau.
O procedimento está a ser realizado em diferentes brigadas criadas nas duas regiões indicadas, obrigando milhares de docentes a abandonarem as salas de aula para se deslocarem em busca dos seus vencimentos.
Em declarações à Rádio Sol Mansi, vários professores que aguardavam na fila na Direção Regional da Educação de Bissau, classificaram o processo como complicado e prejudicial, sublinhando que a ausência prolongada dos docentes tem impacto direto no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.
Na passada segunda-feira, o Governo de Transição havia anunciado que os pagamentos seriam efetuados aos fins de semana, medida apresentada como forma de evitar a interrupção das aulas. Segundo a ministra da Função Pública, a decisão visava garantir a continuidade do calendário escolar. No entanto, contrariando esse anúncio, o pagamento está a decorrer em pleno dia útil, esta quinta-feira.
Face à situação, os professores ouvidos pela Rádio Sol Mansi defendem uma alternativa mais prática: que o pagamento seja feito diretamente nas respetivas escolas, permitindo que os docentes continuem a lecionar sem comprometer o funcionamento das aulas.
O processo de pagamento presencial em curso, segundo a ministra da Função Pública, Assucénia Donate de Barros, enquadra-se nas reformas estruturais da administração pública, com foco na boa gestão dos recursos públicos, na valorização do pessoal efetivo e na construção de uma administração credível.
De acordo com a governante, mais de 50% da massa salarial do Estado é destinada ao setor da Educação, representando cerca de 1,8 mil milhões de francos CFA por mês, o que torna urgente um maior rigor no controlo do pessoal.
RSM: 22.01.2026
DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS DA ÁFRICA OCIDENTAL DENUNCIAM BLOQUEIO DAS DECISÕES DA CEDEAO NA GUINÉ-BISSAU
As Organizações de defesa dos direitos humanos da África Ocidental manifestaram, esta quarta-feira, profunda preocupação com a ausência de progressos na implementação das resoluções adotadas pela CEDEAO na Cimeira de 14 de dezembro de 2025, em Abuja, relativas à crise política na Guiné-Bissau.
Em declaração conjunta, os signatários denunciam a deterioração da situação política e social no país, que atribuem aos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, classificados como uma “encenação golpista” com o objetivo de impedir a proclamação dos resultados eleitorais que deram vitória ao candidato independente Fernando Dias da Costa.
Segundo o comunicado, a CEDEAO reconheceu a validade do processo eleitoral, rejeitou qualquer transição militar e exigiu, entre outras medidas, o regresso dos militares às casernas, a libertação imediata e incondicional dos presos políticos e garantias de segurança aos atores políticos e às instituições do Estado. Contudo, passadas várias semanas, “nenhuma dessas decisões foi plenamente cumprida”.
As organizações denunciam ainda a manutenção de presos políticos em condições desumanas, bem como a multiplicação de agressões, detenções arbitrárias, raptos e atos de intimidação contra cidadãos, dirigentes políticos, ativistas, jornalistas e analistas. Entre os detidos são citados o Presidente da Assembleia Nacional Popular e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e o advogado e comentador político Augusto Nasambé, além de outros cidadãos.
O documento refere também que, a 8 de janeiro de 2026, o denominado Alto Comando Militar tentou impor a proibição de conferências de imprensa sem autorização prévia, o que é considerado um ataque direto à liberdade de expressão.
A declaração menciona ainda episódios de violência, incluindo a agressão mortal de um jovem em Bissau por indivíduos fardados e a repressão de uma vigília pacífica que exigia a libertação dos detidos, resultando em feridos graves e novas detenções.
Os signatários responsabilizam Úmaro Sissoco Embaló pelos acontecimentos de 26 de novembro e afirmam que a sua influência continua a orientar as autoridades de facto, apontando como indícios a permanência das suas fotografias em edifícios oficiais e a nomeação de pessoas da sua confiança para cargos-chave da Administração Pública.
A visita a Bissau, a 10 de janeiro, de uma delegação de alto nível da CEDEAO, chefiada pelo presidente em exercício da organização, terminou sem comunicação oficial, o que, segundo as organizações, reforça dúvidas quanto à capacidade do bloco regional em fazer cumprir as suas próprias decisões.
A declaração alerta ainda para iniciativas consideradas ilegítimas, como a tentativa de aprovação de uma nova Constituição através do denominado Conselho Nacional de Transição, bem como a preparação de alterações às principais leis do sistema político guineense.
Perante o risco de agravamento da instabilidade, as organizações exortam a CEDEAO a aplicar sanções individuais e coletivas contra os responsáveis civis e militares pela usurpação do poder e a criar condições para a tomada de posse imediata do Presidente eleito, Fernando Dias da Costa. Apelam igualmente à União Africana, Nações Unidas, CPLP e União Europeia para medidas firmes e coordenadas, incluindo a libertação imediata e incondicional de todos os detidos ilegalmente.
A declaração é assinada por organizações do Senegal, Guiné-Bissau, Gana e Gâmbia, entre as quais Afrikajom, Liga Senegalesa dos Direitos Humanos, Raddho, Africtivistes, Espaço de Concertação, Frente Popular, Rede de Solidariedade para a Democracia na África Ocidental e o Centro Edward Francis Small para os Direitos e a Justiça.
RSM: 21 01 2026
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Num mundo de incertezas e tensões geopolíticas, a minha mensagem para África é clara: façamos o nosso trabalho de casa. Instituições fortes, capital estratégico e liderança corajosa são a base para emergirmos mais fortes e defendermos os nossos interesses.
Como disse à Forbes África Lusófona: “Ser africano vem com responsabilidades. Ponto final.”
Link: https://loja.medianove.com/edicoes-forbes-africa-lusofona/
#Africa #Desenvolvimento #Liderança #AfCFTA
Paulo Gomes
Prémio para os campeões do CAN : SENEGAL OFERECE 75 MILHÕES DE FCFA E TERRENO A CADA JOGADOR
O Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Diakhar Faye, anunciou na noite de terça‑feira, 20 de janeiro de 2026, que cada jogador da seleção nacional, vencedora do CAN 2025, receberá como prémio 75 milhões de francos CFA e 1.500 metros quadrados de terreno para construção de habitação.
“Gostaria de aproveitar esta oportunidade para informar o povo senegalês que, em seu nome e em meu nome, ofereci a cada Leão aqui presente 75 milhões de francos CFA e um terreno de 1.500 metros quadrados numa zona especial”, declarou o Chefe de Estado durante a cerimónia de apresentação do troféu da Confederação Africana de Futebol (CAF), conquistado no domingo, 18 de janeiro, em Rabat, frente à seleção de Marrocos.
A cerimónia foi antecedida por uma grande parada popular dos jogadores senegaleses num autocarro descapotável, que percorreu as principais ruas de Dacar, desde o Aeroporto Internacional Blaise Diagne até ao Palácio da República, acompanhada por milhares de adeptos.
O evento de celebração da taça, que assinala a segunda estrela na camisola da seleção senegalesa, contou com a presença do Presidente da Assembleia Nacional, do Primeiro‑Ministro, de membros do Governo, chefes militares, figuras políticas, representantes da sociedade civil, músicos, atletas da luta tradicional e antigos internacionais da chamada Geração de 2002.
O selecionador nacional, Pape Thiaw, e os jogadores foram condecorados pelo Chefe de Estado pelos serviços prestados à Nação. Já o Presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Abdoulaye Fall, recebeu a mais alta distinção do país, a Medalha da Ordem do Leão.
No seu discurso, Bassirou Diomaye Diakhar Faye felicitou os jogadores, a Federação Senegalesa de Futebol e o Governo, em particular o Ministério da Juventude e Desportos, pela conquista da segunda Taça da Confederação Africana de Futebol.
O Presidente anunciou igualmente que os membros da Federação que acompanharam a seleção serão contemplados com 1.000 metros quadrados de terreno e 50 milhões de francos CFA cada.
“Os outros membros da delegação que acompanharam a seleção receberão 500 metros quadrados de terreno e uma soma de 20 milhões de francos CFA cada”, acrescentou.
Relativamente ao Ministério do Desporto, Diomaye explicou que decidiu atribuir um total de 305 milhões de francos CFA em bónus aos seus funcionários, bem como conceder terrenos aos membros da delegação ministerial que acompanharam a equipa em Marrocos.
Por: Redação
odemocratagb.
Gronelândia: Trump descarta recorrer à força, mas exige “negociações imediatas”
Donald Trump, presidente norte-americano, em Davos. AFP - MANDEL NGAN
Por: RFI com AFP
Donald Trump descartou, pela primeira vez, esta quarta-feira, 21 de Janeiro, em Davos, recorrer à força para anexar a Gronelândia, mas exigiu “negociações imediatas” sobre a aquisição do território pelos Estados Unidos.
“As pessoas pensavam que eu iria recorrer à força. Não preciso recorrer à força. Não quero recorrer à força. Não vou recorrer à força”, declarou Donald Trump, durante um discurso no Fórum Económico Mundial.
“Peço a abertura de negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Gronelândia pelos Estados Unidos”, acrescentou o presidente americano, reafirmando que “nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Gronelândia além dos Estados Unidos”.
Apenas os Estados Unidos podem proteger esta enorme massa de terra, desenvolvê-la e melhorá-la, transformá-la em algo bom para a Europa, seguro para a Europa e bom para nós. E é por isso que estou a exigir negociações imediatas para, mais uma vez, discutir a aquisição da Gronelândia pelos Estados Unidos, tal como adquirimos muitos outros territórios ao longo da nossa história, tal como muitas das nações europeias fizeram. Não há nada de errado nisso.
Mas isto não é uma ameaça à NATO. Os Estados Unidos são tratados de forma muito injusta pela NATO. Sou crítico da NATO há muitos anos. E, ainda assim, fiz mais para ajudar a NATO do que qualquer outro presidente. Não haveria NATO se eu não me tivesse envolvido no meu primeiro mandato. A guerra com a Ucrânia é um exemplo.”
Esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo tinha denunciado um mundo “cada vez mais anárquico” e dominado pela “força bruta”.
“Actualmente vivemos num mundo definido pela força bruta, seja ela económica, militar, tecnológica ou geopolítica. Queiramos ou não, precisamos de enfrentar o mundo tal como ele é agora”, afirmou Ursula Von der Leyen, referindo-se à situação instável no Árctico e na Gronelândia, aos bombardeamentos na Ucrânia, bem como às tensões persistentes no Médio Oriente.
A poucas horas do discurso de Donald Trump no Fórum Económico Mundial, em Davos, Ursula Von der Leyen tinha deixado um aviso claro ao inquilino da Casa Branca: “A Gronelândia não é apenas um território ou uma região importante do mapa mundial, nem apenas uma terra rica em matérias-primas essenciais ou um posto estratégico nas rotas marítimas globais emergentes. É tudo isso, sem dúvida, mas, acima de tudo, a Gronelândia é a casa de um povo livre e soberano”. “É uma nação soberana, com direito à integridade territorial, e o futuro da Gronelândia depende exclusivamente dos seus habitantes”, acrescentou.
Von der Leyen sublinhou ainda que a União Europeia partilha as preocupações dos Estados Unidos no que respeita à segurança do Árctico, relembrou que os dois blocos estão “alinhados” e “trabalhamos em conjunto, nomeadamente no quadro da NATO”. “É por isso que a ameaça de mais tarifas alfandegárias com base em motivos de segurança é, pura e simplesmente, um erro”, criticou a presidente da Comissão Europeia.
Reiterando a posição europeia, Ursula Von der Leyen garantiu que a União continua a privilegiar a via diplomática, porém “está preparada para agir, se necessário, com unidade, urgência e determinação”.
Neste contexto de crescente tensão transatlântica, a França solicitou a realização de um exercício da NATO na Gronelândia e declarou-se pronta a contribuir para o mesmo, de acordo com informações do Palácio do Eliseu.
Por: RFI com AFP
Governo dá início às obras de dragagem do Porto de Bissau
Bissau, 21 de janeiro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital presidiu, esta quarta-feira, à cerimónia oficial de início dos trabalhos de dragagem de manutenção e aprofundamento do Porto de Bissau, uma intervenção estratégica para o desenvolvimento económico e logístico do país.
Na ocasião, o Ministro destacou que a obra representa um passo decisivo para a modernização das infraestruturas portuárias nacionais, permitindo o aumento da profundidade dos postos de acostagem, da bacia de manobra e do canal de acesso ao porto. Esta melhoria possibilitará a receção de navios de maior porte, com impacto direto na redução do custo do frete, no aumento da eficiência logística e no reforço da competitividade do Porto de Bissau a nível regional.
Segundo o governante, a dragagem contribuirá igualmente para o aumento das receitas portuárias, a criação de empregos diretos e indiretos e o fortalecimento da economia nacional, ligando de forma mais eficaz o país às principais rotas marítimas internacionais.
O Ministro sublinhou ainda o compromisso do Governo com a sustentabilidade ambiental, assegurando que todo o processo de dragagem será realizado em conformidade com rigorosos protocolos ambientais, conforme estabelecido no Plano Diretor do Porto de Bissau.
Para a execução dos trabalhos, o Governo da Guiné-Bissau mobilizou um parceiro privado, a empresa La Panafricaine de la Logistique de Bissau, com reconhecida experiência e capacidade técnica, prevendo-se a conclusão das obras num prazo máximo de seis meses.
A cerimónia contou com a presença de Suas Excelências Representantes dos Órgãos de Soberania, do Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, de Membros do Governo, Representantes de Missões Diplomáticas, Parceiros Bilaterais e Multilaterais, bem como de operadores económicos do setor marítimo-portuário.
O Governo reafirma, assim, que investir na dragagem do Porto de Bissau é uma prioridade contínua para garantir a modernização das infraestruturas, promover o crescimento económico e consolidar o papel estratégico do país no comércio marítimo regional e internacional.
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