quarta-feira, 28 de outubro de 2026

APGB destaca benefícios da dragagem para o desenvolvimento económico


O diretor-geral da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Félix Blutna Nandungue, afirmou que a dragagem do Porto de Bissau permitirá ao país receber navios de grande porte, reforçando a capacidade operacional da principal infraestrutura portuária nacional.

Félix Blutna Nandungue fez estas declarações esta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, após uma visita do Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-a, às obras de requalificação do Porto de Bissau.

Em declarações aos jornalistas, o responsável da APGB sublinhou que a entrada regular de navios de maior capacidade representará uma importante mais-valia para a economia nacional.

“A partir do momento em que os navios começarem a atracar no porto, isso representará uma mais-valia para a Guiné-Bissau”, afirmou.

O diretor-geral explicou que a chegada do novo navio de dragagem se enquadra no projeto de dragagem em curso há vários meses, destinado a melhorar as condições de navegabilidade e operação do porto.

Segundo Félix Nandungue, os trabalhos não se limitarão apenas à dragagem dos canais de acesso, mas incluirão também a remoção de embarcações afundadas no perímetro portuário.

“O navio chegou no dia 24 para dar continuidade aos trabalhos que já tinham sido iniciados no início do ano”, explicou.

O responsável assegurou que as obras decorrem de forma satisfatória e manifestou confiança na capacidade técnica do novo equipamento para alcançar os objetivos definidos no projeto.

Por sua vez, o Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-a, elogiou os esforços desenvolvidos pelo Governo no âmbito da modernização das infraestruturas portuárias.
O chefe de Estado destacou que a dragagem facilitará a entrada de mais navios no país, contribuindo para o reforço das atividades comerciais e para o desenvolvimento económico da Guiné-Bissau.

Por: Carolina Djeme
odemocratagb

Exército senegalês desmantela sede do MFDC e detém cerca de 30 pessoas em Ziguinchor


O exército senegalês, em coordenação com a gendarmaria, realizou na terça-feira, 27 de outubro de 2026, uma operação na sede do braço político do Movimento das Forças Democráticas de Casamance (MFDC), localizada em Lyndiane Coboda, nos arredores de Ziguinchor, sul do Senegal.

Segundo informações divulgadas pelo diário senegalês Le Soleil e consultadas pelo Jornal O Democrata, o quartel-general conhecido como “Mangoukouro”, considerado durante anos um importante ponto de encontro dos membros do MFDC, foi alvo de uma operação conjunta das forças de defesa e segurança.

A ação resultou na detenção de 28 pessoas, entre elas mulheres, e na apreensão de 17 telemóveis, documentos, bandeiras e outros símbolos associados ao movimento separatista. Durante a operação, as forças destacadas efetuaram uma busca minuciosa às instalações.

De acordo com uma fonte de segurança citada pelo jornal público senegalês, as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias das atividades desenvolvidas no local e apurar eventuais responsabilidades dos seus ocupantes.

A sede de Lyndiane Coboda é considerada um local simbólico para a ala política do MFDC, acolhendo regularmente membros da organização. No espaço eram frequentemente exibidos símbolos do movimento, incluindo a sua bandeira e o hino criado pelos seus dirigentes.

O desmantelamento desta estrutura representa uma nova etapa nas operações conduzidas pelas autoridades senegalesas em Ziguinchor. As investigações em curso deverão fornecer mais esclarecimentos sobre o alcance e os objetivos da operação.

Recorde-se que Amidou Djiba, porta-voz e uma das principais figuras do MFDC, foi detido em Ziguinchor em agosto de 2025 e posteriormente transferido para Dakar. Após mais de um ano de detenção, beneficiou de liberdade provisória no final de setembro de 2026.

Por: Redação
O Democrata / Le Soleil

A Guiné-Bissau participa, de 27 a 29 de Outubro de 2026, em Chongqing, República Popular da China, na Reunião de Negociação da Convenção para a Criação da Aliança Internacional de Combate à Fraude Telecom e Cibernética, presidida pelo Ministério da Segurança Pública da China e que reúne 46 Estados fundadores, 34 observadores, ONU e INTERPOL. A convite da China, a participação insere-se no compromisso de reforçar a cooperação judiciária internacional e a proteção dos cidadãos contra o crime transnacional, com vista à assinatura da Convenção em Dezembro de 2026. A Delegação Oficial é composta pelo Senhor Domingos Monteiro Correia, Director Nacional da Polícia Judiciária, Senhora Ussainato Djaló, Inspectora Geral do MJDH e Senhor Ricardo Biague, Diretor de Serviço do MJDH.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

A Direção do Hospital Nacional Simão Mendes, entregou esta terça-feira, 27.10.2026, batas aos diferentes serviços que fazem parte daquele maior estabelecimento hospitalar do país, criando assim condições para os técnicos prestarem serviços com qualidade e melhor protecção.




A cerimónia de entrega foi presidida pelo Enfermeiro Chefe do Hospital Nacional Simão Mendes, Pedro Albud Na Debé.

H.N. Simão Mendes

Novo PGR defende justiça livre de perseguições e favorecimentos



O novo Procurador-Geral da República (PGR), Mário Yalá, afirmou esta terça-feira, 27 de outubro de 2026, que a justiça não deve servir como instrumento de perseguição, intimidação ou favorecimento, devendo antes assumir-se como um espaço de proteção dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.

Segundo o magistrado, a consolidação da justiça exige um rigoroso respeito pelos princípios democráticos e pela separação de poderes.

“Uma das nossas missões é promover a justiça, defender a legalidade democrática e servir o povo guineense”, afirmou.

Mário Yalá falava durante a cerimónia de passagem de testemunho com o seu antecessor, Amadu Tidjane Baldé.

No discurso de tomada de funções, o novo PGR defendeu que a Procuradoria-Geral da República deve ser uma instituição ao serviço da lei, da justiça e do povo guineense, acrescentando que a atuação dos seus magistrados e funcionários deve ter como fundamento e limite o princípio da legalidade.

O responsável sublinhou ainda que a lei deve ser aplicada de forma igual a todos os cidadãos, independentemente da sua condição social, económica, política ou institucional.

“A assunção destas funções não altera a minha maneira de ser, os princípios que me orientam nem o respeito que sempre tive por todos. Continuarei a ser a mesma pessoa, independentemente das responsabilidades que me foram confiadas”, declarou.

Mário Yalá defendeu igualmente um ambiente de cooperação e respeito dentro da instituição.

“A Procuradoria-Geral da República é a casa de todos, onde devem prevalecer o respeito mútuo, a disciplina, a responsabilidade, a legalidade e o espírito de colaboração”, frisou.

O novo Procurador-Geral considerou ainda que nenhuma instituição consegue cumprir plenamente a sua missão sem a valorização dos seus profissionais.

Nesse sentido, garantiu que jamais será um fator de instabilidade, divisão ou enfraquecimento da instituição, assumindo-se como defensor da união, do diálogo, da estabilidade e da coesão institucional.

“Unidos seremos mais fortes. Divididos, por mais numerosos que sejamos, seremos sempre frágeis”, advertiu.

Por seu lado, o antigo Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé, salientou que o Ministério Público ocupa uma posição fundamental na arquitetura do Estado de direito, desempenhando funções que vão além da intervenção processual e da promoção da ação penal.

Segundo Baldé, o cargo de Procurador-Geral da República exige uma atuação responsável na defesa da legalidade, na proteção dos interesses confiados por lei ao Ministério Público e na preservação da confiança dos cidadãos na justiça.

O magistrado incentivou ainda o seu sucessor a dar continuidade ao trabalho desenvolvido e a imprimir o dinamismo necessário ao fortalecimento do Ministério Público.

A concluir, Amadu Tidjane Baldé apelou à serenidade, ao discernimento e à determinação no exercício do mandato, defendendo o reforço da independência, da igualdade, da eficácia e da credibilidade da instituição.

Por: Aguinaldo Ampa
odemocratagb

Pacto Nacional das autoridades guineenses criado para "satisfazer" a CEDEAO

Ilídio Vieira Té, primeiro-ministro do Governo de transição da Guiné-Bissau, encontrou-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, na condição de mediador da CEDEAO. © Facebook

Ilídio Vieira Té apresentou à comunicação social e nas redes sociais um pacto nacional, mas nem partidos nem sociedade civil participaram na sua elaboração. Documento terá servido apenas para satisfazer o representante da CEDEAO que visitou a Guiné-Bissau, numa altura em que o país continua num impasse político sem eleições à vista.

O plano apresentado pelo primeiro-ministro do Governo de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, propõe um pacto nacional para criar um diálogo inclusivo que deverá culminar na realização de eleições no país. Este plano, apelidado também de fórmula IVT, numa alusão ao nome do primeiro-ministro, foi desvendado ontem durante a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, à Guiné-Bissau na condição de mediador da CEDEAO.

No entanto, o plano não convence nem os partidos políticos nem a sociedade civil já que foi criado sem qualquer consulta popular nem entendimento político, numa altura em que as opiniões políticas continuam a não poder expressar-se livremente na Guiné-Bissau e que há uma perseguição das vozes dissonantes no país. Fodé Mané, jurista e analista político, considera que este foi um plano criado para "satisfazer" a CEDEAO e que o país continua "num impasse".

"Não é uma proposta que a gente tinha conhecimento em termos de participação, de elaboração ou de dados. Outra coisa é que a forma como tem sido apresentada não cria adesão nem apropriação por parte de toda a sociedade. Por isso, quando é assim, julga-se que é apenas para satisfazer a CEDEAO, para que a missão não diga que não houve nenhuma evolução em relação à última presença em Bissau. Porque neste momento de impasse, temos um grupo a governar sem ter uma agenda de governação. 

A manutenção das restrições de exercício da atividade política no espaço público e da cidadania continuam. 

Há um bloqueio da comunidade internacional, dos parceiros em relação à governação do país, não reconhecimento directo das autoridades. Perante esta situação, a solução seria de abrir um diálogo. Mas para abrir diálogo não é chamar os partidos políticos nos hotéis ou nas delegações. Cada partido deve ter oportunidade de reunir e elaborar uma proposta. Deve levar e depois trazer também. Fazer restituição aos seus militantes. Quando é assim, não podemos ver um diálogo apropriado. Só a agenda que sair deste tipo de encontros é que se pode chamar de agenda nacional. Mas não é o caso", lamentou.

Tendo em conta o descrédito da CEDEAO junto da população guineense e a falta de avanços quase um ano após o golpe de Estado após as eleições de Novembro de 2025, Fodé Mané propõe uma maior acção diplomática por parte de Portugal e da CPLP. Segundo o jurista, devido aos interesses das figuras de proa do regime de transição em Portugal, uma intervenção mais dinâmica de Portugal para garantir eleições e o regresso à ordem constitucional teria mais efeito nas autoridades guineenses.


"A CPLP, apesar de haver uma parte dos membros do regime hostis à CPLP, mas é aquilo de que mais se necessita. Todos os principais líderes deste regime, quando não estão em exercício, vão para Portugal, têm necessidade de Portugal e há um processo a decorrer em Portugal. Aquele caso dos 5 milhões apreendidos. Além dos últimos exonerados das suas funções, todos eles deslocaram para Portugal. Então isso mostra que há uma necessidade. O que falta é a CPLP assuma uma atitude mais proactiva, não daquela diplomacia muito silenciosa, muito passiva. Deve dizer que nós estamos abertos e este é o procedimento. Mas, em contrapartida, vamos mobilizar toda a comunidade internacional. Esta atitude proactiva por parte da CPLP, Portugal deve estar à frente. 

Então a CPLP é a única entidade que a oposição pode ter crédito e os que estão no poder têm necessidade porque precisam de deslocar para Portugal, onde têm investido, onde têm os familiares, têm as casas compradas e precisam daquilo. Então o governo português, a diplomacia portuguesa é que pode assumir. Arrastar a CPLP para que seja um mediador", concluiu.
Por:Catarina Falcão

HOSPITAL PEDIÁTRICO SÃO JOSÉ DE BOR INAUGURA CENTRO DE FISIOTERAPIA PARA REFORÇAR A REABILITAÇÃO FÍSICA NA GUINÉ-BISSAU


O Hospital Pediátrico São José em Bor inaugurou, esta terça-feira, um centro de fisioterapia destinado a apoiar a recuperação física e a reabilitação de pacientes com limitações de movimento.

O novo centro surge como resposta à necessidade de melhorar o acesso aos serviços de fisioterapia no país, sobretudo para pessoas que enfrentam dificuldades de mobilidade motora.

No evento, o vigário geral da diocese de Bissau, padre Davide Sciocco, assegurou que o projeto terá continuidade, tendo em conta a sua importância e a necessidade de prestar assistência à população guineense.

Por sua vez, o diretor do Hospital Pediátrico São José em Bor, Luís Semedo, garantiu que a instituição está empenhada em assegurar a prestação de serviços de qualidade aos pacientes, reforçando o compromisso do hospital com a melhoria dos cuidados de saúde.

Já o criador do projeto, Ernestina Ricotta, destaca necessidade de todas as crianças receberem cuidados médicos adequados, defendendo a importância de garantir melhores condições de tratamento e recuperação para os mais pequenos.
De referir que, segundo as informações avançadas durante a inauguração, este será o segundo centro de fisioterapia do país.

A abertura da nova estrutura representa, assim, um passo importante no reforço dos serviços de reabilitação física na Guiné-Bissau, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e facilitar o seu regresso às atividades quotidianas.

RSM: 27/10/2026