O Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai, afirmou que o Governo vai reforçar os mecanismos de segurança nas escolas públicas, com o objetivo de prevenir e evitar a repetição de situações de vandalismo como a registada esta semana na Escola Amizade China–Guiné-Bissau, situada na zona da Estrada de Volta, em Bissau.
A garantia foi dada durante uma visita efetuada pelo governante à referida instituição de ensino, que foi alvo de atos de vandalismo praticados por alguns alunos. Barros Bacar Banjai assegurou que o Ministério da Educação vai ativar todos os mecanismos necessários para garantir um ambiente escolar mais seguro, disciplinado e propício ao ensino e à aprendizagem.
Segundo o ministro, a escola deve ser um espaço de formação, respeito, civismo e responsabilidade, pelo que qualquer comportamento que coloque em causa o normal funcionamento das aulas, a conservação dos bens públicos e a segurança da comunidade educativa deve merecer uma resposta firme, pedagógica e preventiva.
Barros Bacar Banjai, sublinhou que a segurança nas escolas públicas passará a constituir uma prioridade no quadro da organização do sistema educativo, defendendo maior envolvimento das direções escolares, professores, alunos, pais e encarregados de educação, bem como das autoridades competentes, na proteção dos estabelecimentos de ensino.
Na sua visão, garantir escolas seguras é também garantir melhores condições para a qualidade da educação. O ministro considerou que não pode haver bom desempenho escolar num ambiente marcado por indisciplina, destruição de materiais, intimidação ou ausência de responsabilidade coletiva.
Barros Bacar Banjai apelou aos alunos para preservarem a escola, respeitarem os professores, valorizarem os equipamentos disponíveis e assumirem uma postura mais responsável. O governante lembrou que os bens escolares pertencem ao Estado e servem toda a comunidade educativa, razão pela qual a sua destruição prejudica diretamente os próprios estudantes.
O ministro defendeu ainda que a resposta aos atos de vandalismo deve combinar responsabilização, educação cívica e reforço da vigilância, para que as escolas públicas sejam lugares de paz, disciplina, aprendizagem e preparação das novas gerações para o futuro.
Durante o encontro, o presidente da Associação dos Alunos apresentou um pedido de desculpas, em nome de todos os estudantes, pelos atos de vandalismo praticados. O representante dos encarregados de educação também pediu desculpas ao ministro, ao Governo e à Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, parceira da escola, lamentando profundamente o sucedido e encorajando as autoridades a punição dos responsáveis.
Amadu Uri Djalo.

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