A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas. Conferência para a Segurança de Munique. 15 de Fevereiro de 2026. AFP - THOMAS KIENZLE
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, voltou a rejeitar a ideia da criação de um Exército europeu, que classificou como “pensamento ilusório”. Kaja Kallas defendeu, antes, o reforço das Forças Armadas dos países europeus.
A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, disse, este domingo, na Conferência de Segurança de Munique, que a criação de um Exército europeu "é, de certo modo, neste momento, uma forma de pensamento ilusório" e apelou para que “não se perca tempo a falar de coisas novas” quando “o que é realmente urgente é reforçar os exércitos" dos diferentes países-membros da UE. Kaja Kallas defendeu que os Estados-membros devem reforçar-se militarmente para também fortalecer o pilar europeu na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
A chefe da diplomacia europeia já tinha manifestado anteriormente a sua rejeição à ideia de criar um Exército europeu, proposta defendida por países como Espanha.
As declarações foram feitas no último dia da Conferência de Segurança de Munique, onde estão mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.
No encontro, Kaja Kallas também afirmou que “ao contrário do que dizem alguns, a Europa não está ameaçada de um apagamento civilizacional”, uma alusão a recentes declarações de Donald Trump. Por outro lado, ela saudou a mudança de tom do Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que, este sábado, defendeu “uma aliança revigorada” com a Europa, depois de meses de relações transatlânticas tensas devido, nomeadamente, às ameaças expansionistas de Donald Trump sobre a Gronelândia, um território autónomo que pertence à Dinamarca.
Por: RFI

Sem comentários:
Enviar um comentário