O Governo ambiciona, ainda neste ano de 2026, iniciar a utilização de ferramentas digitais para detetar e travar a fuga de castanha de caju nas fronteiras nacionais, sobretudo para os países vizinhos.
A intenção do Executivo guineense foi tornada pública este sábado pelo ministro da Economia, Aladje Mamadu Djaló, que falava em representação do ministro do Comércio. O governante fez estas declarações durante uma visita aos setores de Ingoré e São Domingos, na região de Cacheu.
O objetivo da deslocação foi inteirar-se dos preparativos e das necessidades existentes junto das entidades públicas que participam diretamente na fiscalização da castanha de caju, considerada o maior produto de exportação da Guiné-Bissau.
Aladje Mamadu Djaló afirmou que não se pode normalizar a fuga da castanha de caju, sublinhando que esta prática enfraquece significativamente a economia nacional.
Durante os encontros mantidos com os intervenientes no processo de fiscalização, os comandantes dos postos dos setores de Ingoré e São Domingos relataram as enormes dificuldades enfrentadas anualmente. Entre os principais constrangimentos apontados estão a falta de meios materiais, alimentação e outras condições básicas que acabam por comprometer o cumprimento eficaz das suas missões.
Em resposta às preocupações levantadas, o ministro da Economia garantiu que o Governo tomou boa nota das dificuldades apresentadas e assegurou que, em breve, serão anunciadas medidas concretas para reforçar os meios e solucionar os problemas identificados.
O governante advertiu ainda que qualquer indivíduo que seja apanhado a facilitar a fuga de castanha de caju para outros países será responsabilizado. Prometeu igualmente melhorar a campanha de comercialização deste ano de 2026, em benefício da Guiné-Bissau.
Durante o encontro no posto de São Domingos, foi também denunciado que comerciantes senegaleses instalam balanças em zonas consideradas neutras entre os dois países durante o período de campanha de comercialização do caju.
Segundo os responsáveis locais, esta situação constitui uma grande preocupação, pelo que solicitaram ao ministro da Economia que estabeleça contactos com as autoridades senegalesas para encontrar uma solução para o problema.
RSM.21.02.2026



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