A Liga Guineense dos Direitos Humanos apela às autoridades nacionais para que evidenciem esforços no sentido de evacuar para hospitais especializados as pessoas que ainda continuam internadas no Hospital Nacional Simão Mendes, vítimas do incêndio ocorrido numa bomba de combustível na cidade de Bafatá.
O apelo da Liga dos Direitos Humanos foi feito através de uma mensagem gravada pelo responsável do Gabinete de Comunicação e enviada à Rádio Sol Mansi, num momento em que foram oficialmente contabilizadas oito vítimas mortais e três pessoas ainda em estado crítico nos cuidados intensivos do Hospital Simão Mendes.
Guerri Gomes Lopes disse que o número de mortes está a aumentar de forma preocupante e, por isso, é urgente que as vítimas sejam transferidas para uma clínica ou hospital especializado.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos afirma estar a acompanhar a situação com muita tristeza e preocupação e, por isso, apela a um apoio massivo para que as vítimas possam receber um tratamento adequado.
Guerri Gomes Lopes incentiva as autoridades guineenses a definirem estratégias para melhorar a regulamentação e a abertura de espaços de venda de produtos inflamáveis, alertando que, se não forem tomadas medidas urgentes, o país poderá vir a enfrentar situações ainda mais graves.
O incêndio aconteceu no passado dia 13, na cidade de Bafatá, quando uma bomba de combustível, que funcionava no interior de uma residência, foi tomada pelo fogo. As chamas estavam descontroladas e os bombeiros tentaram combatê-las, mas sem sucesso.
A população também tentou ajudar, mas, na sequência do incidente, registaram-se mais de 170 feridos. Desses, 19 foram transferidos para Bissau e, até ao momento, morreram oito pessoas.
Em Bafatá, alguns preferiram permanecer em casa para tratamento tradicional, mas vários tiveram de regressar ao hospital devido ao agravamento do seu estado de saúde.
RSM: 24 02 2026

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