sábado, 28 de julho de 2018

«OPINIÃO» "FEITIÇO CONTRA O FEITECEIRO" - MALAM GOMES

EM CAXIAS IMAGENS – ENTREGA DE CERTIFICADO PROFISSIONAL E ENQUIVALÊNCIA DO 9º ANO DO CURSO QUE ANPRP ORGANIZOU 15 JOVENS BENEFICIARAM COM APROVEITAMENTOS ENTRE - 2003/2004 


Artigo Nº cinco (5) é um feitiço contra o feiticeiro
No artigo nº 4 - Usei imagens dos nossos investimentos em Pelundo no ano lectivo 1999/2000, titulo - Bofetadas aos nossos políticos, sem mãos e este Nº 5 aos companheiros (as) da luta dirigentes associativos, temos que passar falar menos e fazer mais – mostrar os nossos trabalhos.
Esse projecto nas áreas chave da sociedade, são investimentos com os retornos garantidos cem (100%) - Custou a nossa instituição - duzentos setenta e nove mil e quatrocentos e quarente seis euros e setenta e seis cêntimos (€ 246.446,76) – sessata por centos (60%) veios do Fundo Social Europeu em Bruxelas e quarenta por centos (40%) do estado português.
Beneficiou quinze (15) - Jovens no curso de instalação de operação de sistema informática, além de certificado do curso, têm equivalências do nono (9º) de escolaridade e ainda por cima a bolsa com o vencimento do salário mínimo nacional, subsídio de refeições e do passe tudo paga.
Porquê que o mundo está assim hoje em particular a África?Temos cada vez mais pessoas, sem responsabilidades, sem sentido de estado, sem formação específico, desqualificados e estão a comandar nos - Aparelhos do estado, estão em frente da sociedade ou das instituições.
Responsabilidade – Pessoas que ocupam altos cargos na governação do um país ou de estado de direito – Deviam fazer possível de usar mais atitudes e evitar comportamentos gratuitas, grátis, impróprios na praça público dos assuntos do estado – Pôr assuntos ou problemas na sede própria ou quem de direitos, para poderem ser tratadas na base legal e política.
Assim evitam-se banalização dos assuntos sérios do estado na praça pública e baixa-se também tensão entre instituições ou os órgãos do estado e da confiança aos cidadãos e cidadãs.
Ocidente ou o Velho Continente - Imiscuem-se nos assuntos internos dos países fracos em particular nos países africanos e esquecem-se que os africanos já conquistaram as suas independências – o que deviam fazer era ajudar africanos resolverem os seus diferendos e fazem ao contrário.
O que é que Eles fazem? Criam-nos problemas, todos os nossos problemas são criadas pelo Ocidente – Países ditos desenvolvidos é Eles é que nos impedem concórdia nacional, unidade e desenvolvimentos.
Com cumplicidade de Jaulas de ferro instalados nos nossos países. Mauspolíticos e nomeiam os seus representantes para enganar alguns dos nossos políticos dão-lhes dinheiro e muito dinheiro das nossas receitas e dos nossos recursos e vem investir aqui na Europa e deixam o povo ou sociedade e o país pobre nas misérias - Políticos europeus enganam-nos e os maus políticos africanos apoiam para poderem sacar os nossos recursos e as receitas, mas enganam-lhe com a falsidade - democracia, liberdade e direitos.
Se é verdade ou não, se é. É muito e muito grave?Representante duma organização, de uma instituição ou de um país encomendar uma sondagem no país livre com dificuldades como a GB paralisado a quase três anos, uma legislatura anulada, devido desatendimentos dos políticos – Comunidade internacional, duas têm que escolher uma ajudam ou deixam-nos, mas não podem e nem devem imiscuir na política interna do país.
O porta-voz do PRS Vitor Pereira - Acusou um Representante duma organização encomendar uma sondagem? Porquê? E para quê? Para benefiar a quem? É inaceitável deixam-nos livre ou ajudam-nos?!
Confusões - Nós não queremos mais problemas e nem queremos a democracia, liberdade e direitos dos países como – Iraque, Líbia, Síria, Sudão do sul, República Democrática de Congo, República Centro Africano, Iémen e nem da Bósnia e Herzegovina etc. – Nada desses Democracia, Liberdade e Direitos queremos – Não temos problemas vão lá e vê, não há problemas, estão-nos a criar problemas sem necessidades – Guineenses temos que tomar muito cuidado, somos povos pacífico, temos boa gente, alguns políticos estão-nos criar problemas e temos que tomar muito cuidado com mudanças de opinião a comunidade internacional acompanham os nossos comportamentos e atitudes as nossas mudanças constante de opinião é o que estão-nos prejudicar e falta de confiança também – São os factores que nos prejudicam. Se queremos fechamos os olhos e abrir (Entre Nós) os nossos problemas fica automaticamente resolvidos e acrescento – Sem mediadores externos.
Aqui no Ocidente ou Velho Continente é ao contrárioLiberdade é igual a responsabilidade – Direitos sem deveres aqui não há, esmagadores maiorias cumprem e cobrem os outros – Democracia que se fala com boca cheio vamos levá-lo para fazer – Compras nos supermercados e nas lojas? Pagar as nossas contas? Pedir financiamentos nas instituições financeiras (Bancos)? Nunca vi e vivo aqui em Portugal a 35 anos, mas já foi a Terra Pelundo - GB 12 vezes e tenho aqui a minha família, 4 dos meus 5 filhos já la foram mantar saudades e a minha patroa(mulher) também já lá foi 4 vezes – Portugal, Vivo aqui Suíça, Espanha e Françaconheço e já passei alguns fins-de-semana na Itália e Alemanha quando estava trabalhar na Suíça.
Esse Democracia, Liberdade e Direitos- que nos falam, não é bem assim, aqui há limites que ninguém pode ultrapassar – Constituição, as leis e estatutos da sociedade civil, dos partidos e movimentos políticos estão em cima das pessoas e pessoas aqui trabalham, cumprem as suas obrigações e respeitam as hierarquias - Aí de quem, não cumprir e não respeitar?
O que fazer na África? Todos nós levantar e dizer basta com B grande.
Dicas - Temos que defender, associativismo viva e cidadania ativa – A luta devia ser a nossa vida – Lutar contra a desigualdade social, defender pluralismo na educação, na cultura, na economia, e nas médias e temos que estar a favor da democratização do estado de direito, por vias dos valores Republicanos, todos os cidadãos deviam participar duma forma independente a transição do estado de direito e não admitir – Condições ilegais sem habilitações, manobras perigosas, manipulações de opinião pública, tráfico de influência, corrupção etc. É aqui que está os resultados ou vem todos os males.
 Todos Nós devemos promover, defender, convivências e resoluções pacífica de qualquer que seja diferendo ou problemas - tudo deviam ser resolvidos por meios de diálogo - Quem não vive para servir, não serve para viver – Não devemos limitar fazer só as nossas partes, mas sim incentivar a cada um de nós fazer as suas segundo as suas possibilidades – Homem deve ter princípio e saber viver um dia de cada vez – Um bom chefe de família, um bom líder, o um bom chefe de estado duma nação - Se for preciso dão ou dá a sua vida para salvar a - Família, instituição ou a nação – Se esticarmos a corda até ao limite máximo Ela parte. Onde? Nas partes mais fracas, um bom entendedor maias palavras chega (Quero eu dizer quem paga tudo é o Povo Eles não).
Pessoas más não deviam ter nascidos, nasceram, então temos que viver e conviver com eles, o que é que a sociedade pode fazer, boa pergunte? Pessoalmente não sei responder.
O feitis contra os feiticeiros – No artigo Nº 4 falei em 45 formações políticas no nosso país RGB que tem um pouco menos dois milhões de habitantes e cerca de oitocentos mil (800.000) eleitores, mais ou menos. No artigo Nº 5 vou falar de Nós aqui em Portugal, também não estamos a dar exemplos – Sasseta e cinco (65) Associações que registei na Comissão Instaladora, quando estava preparar projecto da Federação das Associações Guineense em Portugal e levou mais de que dez (10), mas o projecto de Federação foi concretizadas e hoje temos a Federação graça a minha capacidade de diálogo, paciência, determinação, saber ouvir os outros, contar com todos, reconhecer as pessoas e teve muita sorte, porque tinha muita gente ao meu lada como eu, ou muito mais em todo sentido, costumo dizer Eu - Sem os Outros não somos nada, onde acaba a nossa é ali que começa dos outros – Destaco empenho de alguns dirigentes associativo e muita gente que não pertenciam nenhuma Associação, mas deram as suas contribuições valiosas na concretização do projecto de Federação que temos hoje e está trabalhar a meia gás – Vou agradecer aqui publicamente os que Me ou Nos ajudaram logo a cabeça.
DrDimirCoutinho Sampa – Jurista guineense o arquitecto do nosso estatutos, toda comunidade guineense deve-lhe e merecia um convite especial na tomada de posse dos órgãos sociais da Federação “Nós Guineenses não merecemos nada não sabemos reconhecer e nem agradecer Ele merecia um convite, porque a sua presença era importante ou indispensável”- Sem esquecer as contribuições e disponibilidades de muita gente destacam-se – Dr. Afonso Gomes (Empresário), Eng. João Adriano Conduto Júnior, Eng. Quintino BleteMerik e Dr. Augusto Mendes Pereira os quatro (4) primeiros são (Sócios honorários de ANPRP - Associação de Pelundo em Portugal), temos outras personalidades guineenses que deram também as contribuições e apoio moral e tinham-me garantido para contar com Eles (as) no projecto destacam-se - Professor Doutor TchernoDjaló, Dr. Antero Binhã, Professor Doutor AldjeBaldé, Dr. Silvestre Alves, Professor Doutor Julião Sousa, Dr. Augusto Gomes, Dr. Eduardo Fernandes – Comentador política de RDP – África, Arquitectos João Carlos Barros e Hernani A. Herbert – ambos guineenses que tinham disponibilizados assim que aprovarmos a versão final dos estatutos e concretizarmos o projecto de Federação entregar o objecto social, para fazerem o logótipo da Federação com custos zero (0) era contribuições que iam dar no nosso projecto, a disponibilização de toda essa gente oupersonalidades, foram tudo por água de facalhão - Coisas boas são para partilhar, mas os guineenses não sabem.
A nossa moda Guineenses - É por isso país está assim ora em cima ora em baixo - Assim que o estatuto ou versão final do estatutos foram aprovados, com aquele movimento, participação e vontade de toda gente, começou-se os movimentos e pedi a calma porque, queria contar com todas - Personalidades, toda essa gente contactadas e mencionados (as) em cima e mais alguns que não foram mencionadas os seus nomes - todos tinham mostrado intenção de dar as suas contribuições – colaborar, ajudar na elaboração, defesa, gestão dos projectos, projecção da nossa imagem e do nosso país RGB, que bem merece ou (mostra o mundo outro lado da socirdade).
O projectos era ambicioso, importante e era para contar com toda gente objectivo - Integração da nosso comunidade para podermos fazer mais e melhor e dar as nossas contribuições para desenvolvimento do nosso país (RGB) Pessoalmente não tinha nenhuma dúvida e tinha avisado a todos que temos que abrir e contar com todos, ninguém mas ninguém tem ou tinha o lugar garantido, e nem ninguém tem o lugar cativo, incluindo Eu - Como Presidente de subcomissão três (3), o mentor do projecto ou da ideia a mais de que dez (10) anos e não desisti, entendi, desistir de um sonho de um pensamento positivo e de um projecto com viabilidade económica é o sinal de fraqueza, de falta de capacidade ou de colaboração e não sou.
Os nossos hábitos Guineenses - Grupinhos de pessoas deram-me as voltas e foram buscar o meu grande amigo o Dr. Augusto Mânsou - Para liderar Federação, logo taparam-me a boca e ataram-me as mãos – Para mim a amigo é amigo e é para toda vida, inimigo faz sempre possível de não ter e não tenho – faço sempre possível de ter boas relações com toda gente e tenho.
 É a sorte e ter sorte é ter mais trabalho para fazer, temos que pôr nas nossas cabeças Eu- Sem os outros não somos nada - costumo dizer nós guineenses somos poucos se juntarmos o somatório seria maior e a força aumenta cem por centos (100%). Mas Nós Guineenses não sabemos aproveitar.
O que fazer, com animais ferozes soltos? Pessoalmente não sei.
Quando fui eleito outra vez, numa das reunião na Associação Guineense de Solidariedade Social (AGUINENSO) pelas Associações Guineense como o Presidente de Subcomissão três (3), já havia duas (2) subcomissões e até Dr. Augusto Mânsoa não estava presente naquela reunião, como é de conhecimento de todos ele é médico de formação e de profissão e tinha serviço naquele dia e trabalha fora de Lisboa - Eu é que reconheci a sua capacidade e disponibilidade pedi aos presentes para Ele fazer parte da minha Comissão, antes tinha-lhe telefonado, propus e aceitou e deu grande contribuição na discussão do prejeto na Comissão.
Ditado popular disse - o pobre quando a sêmola é grande desconfia, mas eu não desconfiava Dele e nem esperava também que ia fazer o que fez.
Tinha dito a todos que não precisava de Federação para nada, quero é dar as minhas contribuições e termos a nossa comunidade aqui bem organizada, falar numa só voz, para podermos ter mais força, ajudar a integração da nossa comunidade que significa, que cada um individualmente e colectivamente compensar as nossas faltas na nossa terra (Guiné – Bissau).
Muito - Mas muitos aqui criticam, os nossos políticos e não têm legitimidades para fazer criticas, muitos são contribuintes limpos de atual situação que o país atravessa ou vive e muitos têm as razões que sobram para criticar em voz alta e em bom-tom os nossos políticos, porque são contribuintes limpos cá e lá.
Registei 65 Associações - Mas na Altura tínhamos mais de que cem (100) no universo de mais ou menos de vinte cinco mil (25.000) guineenses a viver em Portugal esses Associações registadas muitos não têm quase sócios e nem os órgãos sociais eleitos e alguns nem tinham escritura pública feita. Que significa nem tinham as contas bancárias nas instituições financeiras (Bancos).
Estatutos – Tal como estava feita, discutidos e aprovadas – Muitas Associações iam ficar fora no princípio, porque não iam reunir os requisitos exigidos e cumprir as suas obrigações a nossa moda Guineense - Tudo no mesmo saco - legal ou ilegal, cumprir ou não cumprir.
Uma Associação de solidariedade social sem fins lucrativos, os sócios devia assegurar o funcionamento normal da instituição – caso contrário não são Associações de solidariedade social é - Uma coisa qualquer.
Dirigentes associativos devem ajudar os e as jovens recém formados (as) na nossa áreas de intervenção que querem profundar ou fazer – especialização, mestrado e doutoramento Eles (as), no futuro podem vir ajudar, projectar as nossas imagens, ajudar-nos até colaborar com algumas Associações em alguns projetos - Pessoalmente tem colaborado e ajudado nas medidas possíveis segundo as minhas possibilidades todos os pedidos nesse sentido. Perdi os números das ajudas que dei e vou continuar a dar.
Temos que tomar cuidado com jovens malandros recém formados (as) que ainda não trabalharam, só acabaram liciatura e já querem ser – Presidentes, conselheiros, directores, embaixadores, secretários de estado, ministros, primeiros-ministros e até Presidente da República – Caros gosto muito de vocês, mas têm que ir primeiro trabalhar, deixem política social, partidárias e aproveitamentos das oportunidades – Têm que trabalhar pagar o nosso dinheiro ou os nossos investimentos que que fizemos nas vossas formação.
Chegou a ora de acabar com dirigentes associativos que não dizem a verdade, não preocupam com os seus associados e famílias carenciadas – solidariedade valem mais de aquilo que pensamos e falamos com a boca cheia.  
Que raios dos (as) dirigentes associativos são estes no mundo de hoje e no estado de direito e no pleno Século XXI
Uso as minhas faculdades os três últimos anos 2014 á 2017, nunca tem passado pela minha cabeça voltar estar mais a frente da nossa Associação a pedido dos sócios de ANPRP aceitei e - Voltei a candidatei e fui novamente eleito por unanimidade Presidente da Direção onze (11) anos depois de ter deixado aquele carga, pacificamente com boa saúde em termos humanos, financeiras e várias parceiros - No mesmo ano 2014, fui indica e eleito pelas Associações Reconhecidas Representatividade como Representante da Comunidade Guineense junto ACMP – Alto Comissariado para as Migrações em Portugal e 2017/2021 Continuei como um dos representante da Comunidade nesse Órgão Como tinha já dito vou usar as minhas faculdades para fazer algumas perguntas aos dirigentes associativos.
Vamos as quatro (4) perguntas e as respostas- 1º Pergunta - Associações que não estão legais no estado de direito, pode fixar e cobrar quotas aos associados? 2º Pergunta Pode pedir apoio ao estado? 3º Pergunto - Pode elaborar projectos e apresentar as instituições? 4º e a última Pergunta - Podem abrir as contas bancárias nos bancos com o nome de Associação? Respostas - Aqui em Portugal uma Associação ilegal não pode. Não pode e nem o estado o reconhece, e nem apoia – Está ser desviadas os objectivos gerais das Associações de solidariedade social sem fins lucrativos, todos Nós a Sociedade ou melhor autoridades competentes que cuidem e estejam atentos com manobras de algumas pessoas.
Sei, conheço e reconheço muitos dirigentes associativos espalhados um pouco por todo território nacional, que trabalham e ajudam pessoas para resolverem os seus problemas, mas alguns é só fazem manipulações e aproveitam a fragilidade dos imigrantes e ganham com isso – Nós todos temos que abrir bem os nossos olhos e estar atento e começar chamar coisas por nomes.
Malam Gomes
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Contatos: tel. Casa 2144411163 Tlm. 966927772 Serv. 218152630                     Emails: m.gomes56.rgb@sapo.pt ou pelundo2014@gmail.com
Entrevista com professor Doutor Carlos Lopes.
Devemos estar atento, hoje estamos no mundo sem fronteiras, ontem quem tem informações tinha o poder nas nossas mãos, hoje já não bom assim – tudo e todos nos nossos olhos e nas nossas mãos e em tempos reais – o que me preocupa, como é possível com tantas informações disponível ter ainda muita gente no nosso mundo ignorante, que ainda aceitam tudo mais alguma coisa.
Vou repisar as notícias vinda ao pública, as doces boas é para repetir Revejam, lêem e analisem bem o que diz o economista guineense Professor Doutor Carlos Lopes na RTP Internacional – Olhar o Mundo “pessoalmente estou totalmente de concordo com opinião do guineense uma das personalidades mais bem cotadas no mundo.”

África, e o que se verifica é exatamente o contrário" 
África quer falar a uma só voz com a Europa na negociação de acordos, quando o saldo negativo - para os africanos das trocas comerciais entre os dois continentes é quase o triplo da ajuda global anual europeia ao continente vizinho. Objetivo confiado ao recém-eleito Alto Representante da União Africana para as negociações com a Europa, o economista guineense Professor Doutor Carlos Lopes.

Em entrevista exclusiva ao programa de relações internacionais da RTP Olhar o Mundo, o professor da Universidade da Cidade do Cabo destaca que "a Europa tem estado a discutir muitas questões africanas - nomeadamente relacionadas com as migrações - sem necessariamente consultar os africanos e isso tem de mudar um pouco de rumo" Diz  o economista guineense

"Nos últimos três anos estivemos a assinar vários acordos de parceria económica com a Europa, com o objetivo de favorecer África, e o que se verifica é exatamente o contrário", denunciou o antigo Subsecretário-geral e Diretor executivo do Instituto para Formação e Pesquisa da ONU. 

"Passámos de uma situação superavitária para um deficit relativamente grande. A perda para o continente africano anda à volta dos 60 mil milhões de dólares", reforçou Carlos Lopes.

"E se compararmos isso com a ajuda que África recebe da Europa, que são cerca de 21 mil milhões de dólares por ano, é fácil de fazer as contas e".

"Ter uma certa coerência"

Questionado pela RTP sobre qual será a sua prioridade no mandato que lhe foi confiado, logo após o último Conselho Europeu ter assumido a priorização de negociações com África, em matérias também estruturantes da crise de migrações? O Economista Guineense, Representante da União Africa para as Negociações com a Europa, o Professor da Universidade da Cidade do Cabo, o antigo Subsecretário - geral e Diretor Executivo do Instituto para Formação e Pesquisa da ONU – O Professor Doutor Carlos Lopes não hesitou na resposta.

"Neste momento, sem dúvida, a prioridade é processual; quando temos 13 acordos diferentes com a Europa, alguns só respeitantes a uma parte de África e também acordos especiais com certos países, há uma fragmentação total das negociações entre os dois continentes. A ideia da União Africana é ter uma certa coerência e falar numa só voz, na negociação de um só acordo", explicou o Professor Doutor Carlos Lopes.

Malam Gomes – Sempre atentoao mundo sem Fronteiras
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