terça-feira, 22 de maio de 2018

1.º CONGRESSO NACIONAL DE ASSEBLEIA DO POVO UNIDO - PARTIDO DEMOCRÁTICO DA GUINÉ-BISSAU



PM GUINEENSE REALIZA VIAGEM A SEIS PAÍSES DA SUB-REGIÃO

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, inicia hoje uma viagem por seis países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para trocar pontos de vista sobre a situação no país.

"É uma viagem mais para a zona da CEDEAO (Comunidade Económico dos Estados de África Ocidental) que tem acompanhado a Guiné-Bissau nestes anos todos de crise, particularmente desde 2012. É normal que haja trocas de reflexões e pontos de vistas entre os nossos países no âmbito desse acompanhamento da CEDEAO", disse o primeiro-ministro guineense.

Aristides Gomes vai deslocar-se à Guiné-Conacri, Senegal, Costa do Marfim, Nigéria, Gana e Togo.

ELEIÇÕES ESTÃO A SER PREPARADAS, MAS AINDA SEM APOIOS DA COMUNIDADE INTERNACIONAL - - PM GUINEENSE

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, afirmou hoje que as eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, estão a ser preparadas com alguma dificuldade, porque ainda não há apoios da comunidade internacional, parceiro na organização do processo.

"Neste momento, nós demos uma participação financeira que vai ser gerida pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), os outros parceiros da cooperação internacional comprometeram-se, mas até agora não há desembolso da parte internacional, só da nossa parte. Nós contribuímos com um montante de mais ou menos de dois milhões de euros e temos feito reuniões com os doadores e temos discutido de tudo em relação ao processo de organização das eleições", disse Aristides Gomes.

Segundo o primeiro-ministro guineense, que falava durante uma entrevista conjunta à Lusa, RTP e RDP, as eleições estão a ser preparadas como "habitualmente".

Conosaba/Lusa

«ESTADO JÁ PODERIA TER CERCA DE 21 MILHÕES DE EUROS!» CAMPANHA DE CAJU NA GUINÉ-BISSAU LONGE DAS EXPETATIVAS, GOVERNO QUER ACABAR COM BARREIRAS

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, disse que a campanha de caju na Guiné-Bissau está longe das expetativas, mas que o Governo está a tentar acabar com "barreiras ilegais" para que entre em velocidade de cruzeiro.

"A campanha de caju deste ano foi, digamos, um ponto de 'handicap' em relação às finanças públicas. No período homólogo do ano passado, nós tínhamos umas receitas extraordinárias", salientou.

Aristides Gomes explicou que no atual período, segundo os cálculos, o "Estado já poderia ter cerca de 14 biliões (de francos cfa, cerca de 21 milhões de euros) de rendimentos se a campanha tivesse começado a tempo".

Conosaba/Lusa

«SI BU KA PUDI CUBU CASA, CUMA CU PUDI GUBERNA CASA DI VIZINHO?» PRESIDENTE DA GUINÉ CONACRI NOMEIA NOVO PRIMEIRO-MINISTRO

O Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, nomeou hoje como primeiro-ministro do país Ibrahima Kassory Fofana, que era ministro do Investimento até à semana passada, quando o Governo apresentou a sua demissão.

"Avalio a dimensão da tarefa e estou convencido de que nós podemos juntos enfrentar os desafios do futuro com o objetivo último de responder às expectativas da população", disse Kassory depois de ser nomeado, na noite de segunda-feira.

Na semana passada, o então primeiro-ministro Mamady Youla apresentou a Condé a sua renúncia e de todo o seu Governo, sem dar as razões para tal ato.

Conosaba/Lusa

segunda-feira, 21 de maio de 2018

«CUMA GENERAL DO POVO CU FALA!»SISSOCO EMBALÓ DIZ QUE GOVERNO DE ARISTIDES GOMES NÃO TEM PERNAS PARA ANDAR


O antigo Primeiro-ministro disse que o Governo de Aristides Gomes não tem pernas para andar e nem respira para viver melhor. 

As ideias de Úmaro Sissoko Embaló foram registadas ontem, no Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira”, aquando da sua digressão mais uma vez fora do país.

Ainda, Umaro Embalo aconselhou os líderes religiosos a distanciarem-se da política.

Conosaba/Notabanca

«BÊS-MOONHA» BAD VAI INVESTIR ATÉ 35 MIL MILHÕES DE DÓLARES NA INDUSTRIALIZAÇÃO EM ÁFRICA


O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, anunciou hoje que vai investir até 35 mil milhões de dólares na industrialização do continente e avisou que "atirar dinheiro para o problema" não chega.

"A questão de como financiar a industrialização [num contexto de crescimento fraco das economias e de dívida pública excessiva] é fundamental, e uma das questões em que podemos ajudar é na capacidade de dar aconselhamento informado, dizer o que funcionou e não funcionou e não repetir erros, o que às vezes até é mais importante que simplesmente atirar dinheiro para o problema", defendeu Adesina.

Num pequeno-almoço com os jornalistas em Busan, na Coreia do Sul, que marcou o arranque dos Encontros Anuais do BAD, Adesina disse que, nos próximos dez anos, "o BAD espera investir entre 30 a 35 mil milhões de dólares para financiar a industrialização" e acrescentou que "esse investimento pode ser alavancado até 65 mil milhões de dólares".

O objetivo final, apontou, é "fazer o PIB industrial de África passar de 700 mil milhões de dólares para 1,7 a 2 biliões, mas para além disso, importa o impacto na economia real, porque nessa altura o PIB geral africano poderá ter subido para 5,6 biliões, e isto é o montante que precisamos para conseguir que as pessoas saiam da pobreza e que se criem empregos".



O plano do BAD nesta área está assente em quatro pilares, explicou o presidente do banco: "apoio à agricultura, que é o caminho mais rápido para a industrialização, apoio no desenvolvimento de clusters industriais e zonas económicas especiais, apoio no desenvolvimento de políticas industriais e apoio no financiamento das infraestruturas, como estradas, portos e logística".

Os recursos dos governos podem vir dos impostos, mas não só, explicou Adesina: "Os governos recebem anualmente em impostos cerca de 500 mil milhões, é muito dinheiro, o Investimento Direto Estrangeiro também é enorme, passou de 10 mil milhões em 2010 para 60 mil milhões atualmente, também é uma boa quantia, e depois há que mobilizar capital nos mercados financeiros, e temos feito esse papel importante", respondeu Adesina quando questionado sobre como podem os Estados africanos contornar os constrangimentos financeiros para apostar na industrialização.

"Nós, nas instituições financeiras multilaterais, temos um papel muito importante, fornecemos acesso a capital mais barato, não é possível industrializar com financiamentos de curto prazo, é preciso financiamento de longo prazo e sustentável, e podemos mobilizar dinheiro nessa área, mas também em eventos com o Fórum Africano de Investimento e apostar em fundos de pensões, investidores institucionais e fundos soberanos para investirem fortemente em África", vincou o governador.

A reunião dos governadores do BAD tem como tema oficial `Acelerando a Industrialização de África`, e decorre num contexto de crescimento fraco no continente e de dívida pública excessiva.

Os Encontros Anuais são uma das maiores reuniões económicas sobre o continente africano, juntando chefes de Estado, acionistas de referência no setor público e privado, governadores dos 80 bancos centrais que são acionistas do BAD e académicos e parceiros para o desenvolvimento.

Conosaba/Lusa