sábado, 25 de maio de 2019

«ULTIMATO» MAIORIA PARLAMENTAR NA GUINÉ-BISSAU AVISA QUE PROTESTO É A "ÚLTIMA EXIGÊNCIA PACÍFICA"


Bissau, 25 mai 2019 (Lusa) - Os partidos da maioria parlamentar da Guiné-Bissau avisaram que a marcha hoje realizada é a última exigência pacífica para a nomeação do primeiro-ministro e formação do Governo, depois das legislativas de 10 de março.

"Este é o nosso último ensaio, a nossa última chamada de atenção, última exigência pacífica que fazemos não só ao povo guineense, mas também à comunidade internacional", afirmou o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, vencedor das últimas legislativas.

No discurso, proferido no final do protesto que juntou milhares de pessoas em Bissau, Domingos Simões Pereira disse que a Guiné-Bissau "não é o diabo" e exigiu à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para resolver o problema, salientando que no país as leis também são para cumprir.

"Exigimos à CEDEAO porque se a CEDEAO não for parte da solução, é porque é parte do problema", afirmou.

Domingos Simões Pereira alertou também para a grave situação económica do país - confirmada pelo Fundo Monetário Internacional - que pode entrar em "bancarrota" e "falência total" se o novo Governo não for nomeado.

"Isso é o que o Presidente (da Guiné-Bissau, José Mário Vaz) quer, um estado de caos", disse.

Domingos Simões Pereira afirmou também que é tempo de haver uma nova Guiné-Bissau que exige respeito.

"A Guiné-Bissau ajoelhada com os braços no ar, a pedir, acabou de vez. Se olharem para os países do mundo e africanos estão bem e não há segredos e magias, há só uma coisa: a lei, ordem e disciplina, e foram capazes de garantir que a justiça funciona", afirmou.

Numa mensagem à comunidade internacional, o presidente do PAIGC sublinhou que quem estiver interessado em ajudar tem de saber que "só há um caminho que é aquele que é feito através da lei, da Constituição, da ordem, da disciplina e do desenvolvimento".

Às Forças Armadas guineenses, o presidente do PAIGC disse que têm uma "herança extraordinária", mas que só faz sentido ao serviço da Justiça e do Estado de Direito democrático.

"As pessoas que têm poder, a começar pelo Presidente da República, é que estão a ensaiar golpes de Estado. Ele próprio é que está a pedir que finjam que há um golpe de Estado para ver se eu tomo medidas mais fortes ou se fujo e abandono o país", afirmou Domingos Simões Pereira, referindo-se aos rumores que têm circulado nos últimos dias em Bissau sobre alegadas tentativas de golpes.

O presidente do PAIGC salientou também que se não fez golpes depois de ter sido demitido em 2015, depois de vencer as eleições legislativas de 2014, também não o vai fazer em 2019.
"Nós respeitamos todos os organismos internacionais, mas desta vez têm de nos deixar construir o nosso país", afirmou Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que assinou com o PAIGC, a União para Mudança e o Partido da Nova Democracia um acordo de incidência parlamentar e governativa.

Aqueles quatro partidos juntos têm 54 dos 102 deputados do parlamento guineense.

"Domingos Simões Pereira, custe o que custar, se não for primeiro-ministro estamos a caminho de uma nova revolução", disse Nuno Nabian, salientando que há uma maioria para garantir ao povo guineense quatro anos de governação.

Conosaba/Lusa

«TAÇA DE PORTUGAL» SPORTING GANHOU A TAÇA


Sporting vence nos penáltis e conquista a Taça de Portugal

FC Porto: Fernando Andrade falha. 

Sporting: Coates marca. 

FC Porto: Hernâni marca.

Sporting: Raphinha marca.

FC Porto: Adrián López marca.

Sporting: Mathieu marca.

FC Porto: Pepe acerta na trave. 

Sporting: Bruno Fernandes marca. 
FC Porto: Danilo também marca.
Sporting: Segue-se Bas Dost. O avançado acerta na trave.
FC Porto: O primeiro é Soares e... marca.
VAMOS TER GRANDES PENALIDADES
[2-2] Sporting-FC Porto: Vamos ter desempate por penáltis


120' - GOLOOOOOOOOO DO FC PORTO! Impressionante o que se está a viver no Jamor! Que jogo! Naquele que seria o último lance do jogo, os dragões chegam ao empate por Felipe. 

Vai jogar-se mais um minuto.
119' - Cartão amarelo para Manafá.
118'- FC Porto tenta pressionar, mas o Sporting afasta o perigo.
115' - Canto para o FC Porto. 
113' - Cartão amarelo para Jefferson.
112' - QUASE O GOLO DO FC PORTO! Grande lance de Brahimi, mas o remate do argelino sai por cima. 
106' - Raphinha vê o cartão amarelo.

JÁ SE JOGA O SEGUNDO TEMPO DO PROLONGAMENTO

TERMINOU A PRIMEIRA PARTE DO PROLONGAMENTO.

105+3' - Danilo cabeceia por cima da baliza do Sporting.

105+1' - Alex Telles vê o cartão amarelo.

105' - Vão jogar-se mais 3' minutos nesta primeira parte do prolongamento.

104' - QUE INTERVENÇÃO DE RENAN! O guarda-redes brasileiro volta a evitar o golo do FC Porto.

102' - Substituição no FC Porto. Sai Militão e entra Hernâni.

01' - GOLOOOOOOOO DO SPORTING! Bas Dost faz 'explodir' o estádio do Jamor, com um golo que dá vantagem aos leões. O avançado holandês surge ao segundo poste e, de primeira, desvia a bola do alcance de Vaná.

99' - Danilo Pereira vê o cartão amarelo.

98' - Substituição no FC Porto. Adrián López entra para o lugar de Marega.

95' - Manafá vê o cartão amarelo.

COMEÇOU A PRIMEIRA PARTE DO PROLONGAMENTO

TERMINOU O TEMPO REGULAMENTAR. VAMOS TER PROLONGAMENTO NO JAMOR.

90+5' - Canto para o FC Porto.

90+4' - Cartão amarelo para Coates, que corta a bola que se encaminhava para Soares. O banco do FC Porto salta a protestar e a pedir o vermelho para o central dos leões.

90+3' - Substituição no Sporting. Sai Gudelj e entra Doumbia.

90+2' - QUASE O GOLO DO FC PORTO! Remate de Manafá, Danilo corrige a direção da bola e quase veste a 'pele' de herói. O ajuste só não foi perfeito por centímetros.

90+1 - Canto para o FC Porto.

90+1' - GRANDE DEFESA DEFESA DE RENAN! Brahimi tentou o remate de ângulo difícil, mas o guarda-redes brasileiro volta a ganhar o duelo.

90' - Vão jogar-se mais 5' minutos.

90' - Canto para o FC Porto.



86' - Remate de Militão para defesa fácil de Renan.

84' - Novo canto para os dragões. 
83' - Canto para o FC Porto.
81'- Que corte fantástico de Mathieu já quando Manafá se preparava para colocar a bola no coração da área.
78' - QUE ERRO DE RENAN! O brasileiro entrega a bola a Herrera, mas depois consegue evitar o golo do mexicano. 
77' - Substituição no FC Porto. Sai Otávio e entra Manafá.
76' - QUASE O GOLO DO SPORTING! Belo remate de Wendel, crusado, de meia distância, mas a bola passa ao lado do poste direito da baliza de Vaná.
74' - Substituição no Sporting. Sai Diaby e entra Bas Dost. 
69' - Canto para o FC Porto.
68' - Herrera atira muito por cima da baliza do Sporting.
67' - Renan, atento, pára o remate de Herrera. 
66' - Canto para o FC Porto.
65' - Substituição no Sporting. Sai Bruno Gaspar e entra Tiago Ilori.
65' - Nova tentativa de Soares, desta vez de meia distância, mas Renan defende com segurança. 
62' - Grande corte de Mathieu a impedir o golo de Soares. Canto para o FC Porto.
60' - OUTRA VEZ SOARES! O FC Porto aperta nesta fase e volta a estar perto de ganhar vantagem. Soares atira ao lado para alívio dos adeptos sportinguistas.

59' - Cabeceamento de Felipe por cima da baliza do Sporting.
56' - Novamente Soares a causar pânico na defesa verde e branca, mas desta vez o pontapé sai ao lado.
53' - Bruno Fernandes tenta encontrar Luiz Phellype, mas a defesa azul e branca corta a bola.
 47' - QUASE O GOLO DO FC PORTO! Remate cruzado de Soares e a bola a embater com estrondo na baliza de Renan. Entra melhor o conjunto portista neste segundo tempo. 

COMEÇOU A SEGUNDA PARTE
[1-1] Sporting-FC Porto: Intervalo


45' - GOLOOOOOOOOOO DO SPORTING! Jogada pelo lado esquerdo o ataque, Bruno Fernandes surge à entrada da área, domina e dispara cruzado para o fundo das redes de Vaná. A bola ainda sofre um desvio, enganando o guarda-redes portista. Está feito o empate num grande espetáculo no Jamor. 
43' - Canto para o FC Porto. 
41' - GOLOOOOO DO FC PORTO! Livre de Alex Telles, a defesa do Sporting corta para uma zona onde surge Herrera, que cruza ao segundo poste e o brasileiro, de cabeça, a bater Renan. Os azuis e brancos estão na frente.
39' - Livre lateral para o FC Porto. Alex Telles, como é hábito, para bater. 
36' - Fora-de-jogo tirado a Marega.
30' - AO LADO! Grande jogada de combinação entre Acuña e Wendel, o brasileiro cruza atrasado e Bruno Fernandes, de primeira, não acerta no alvo.
27' - Canto para o FC Porto.
25' - Bruno Gaspar vê o cartão amarelo.
 24' - GOLO INVALIDADO AO FC PORTO. Os dragões ainda festejaram o golo de Marega, mas Jorge Sousa, após indicação do VAR, assinalou fora-de-jogo.
21' - Soares cai na área, reclama grande penalidade, mas Jorge Sousa assila fora-de-jogo ao avançado do FC Porto.
17' - Canto para o FC Porto. 
16' - Boa jogada de Wendel pela direita, mas a boal não chega a Luiz Phellype. 
11'- QUE PERIGO!!! Livre de Bruno Fernandes, descaído para o lado direito do ataque, a defesa portista alivia, mas a bola sobra para Raphinha, que, de primeira, de pé esquerdo, atirou centímetros ao lado da baliza azul e branca. 
10' - RESPONDE O SPORTING! Belo remate de meia distância de Bruno Fernandes e Vaná, atento, a negar o golo dos leões. Grande jogo no Jamor!
06' - QUE DEFESA DE RENAN! Jogada de Marega no lado esquerdo, Bruno Gaspar alivia para uma zona onde surgiu Otávio e Renan, com uma fantástica intervenção, evitou o primeiro do FC Porto.
05' - Primeiros cinco minutos com mais bola para o Sporting e um jogo disputado maioritariamente no meio-campo azul e branco.
03' - Coates cabeceia por cima da baliza de Vaná.
03' - Primeiro canto da partida e é para o Sporting, no lado esquerdo do ataque.
01' - Ambiente verdadeiramente incrível no Jamor, com as duas claques a puxarem pelas equipas, num clima de festa sem par.
INÍCIO DA PARTIDA
- Hora para ouvir o hino de Portugal no Jamor.
- Finalizados os exercícios de aquecimento, leões e dragões já recolheram aos balneários.
- As equipas já aquecem no relvado do Jamor.
ONZE DO FC PORTO: Vaná, Militão, Pepe, Felipe, Alex Telles, Otávio, Danilo, Herrera, Brahimi, Marega e Soares.
ONZE DO SPORTING: Renan, Bruno Gaspar, Coates, Mathieu, Acuña, Gudelj, Bruno Fernandes, Wendel, Raphinha, Diaby e Luiz Phellype.


«JOMAV BATA MARA BU DALÁ OU BU CONOSABA RISU DÉ...BU BATA PERA!!!» RECADOS: DSP CU NUNO NABIAN CUMA NA PRÓXIMA MARCHA POVO (NA DJAGASSI CUBO) NA ENTRA PALÁCIO






Cuma apartir di dia 23 Junho Cipriano Cassama qui na sedu Presidente di República!
Hy na cusidu book...

«25 DE MAIO» DIA MUNDIAL DA ÁFRICA


O Dia de África é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana, hoje conhecida como União Africana, a 25 de Maio de 1963. É comemorado em vários países do continente africano, assim como em todo o mundo. Wikipédia

Data: sábado, 25 de maio de 2019
Celebrado por: Estados membros da União Africana
Tipo: Internacional
Tradições: Aniversário da fundação da Organização da Unidade Africana

«COMUNICADO - P5» DECLARAÇÃO CONJUNTA DA UNIÃO AFRICANA, CPLP, CEDEAO, UNIÃO EUROPEIA E AS NAÇÕES UNIDAS SOBRE A GUINÉ-BISSAU


UE, Nações Unidas e CEDEAO pedem nomeação “urgente” de novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, termina o seu mandato em 23 de junho.

Com esse fim, notamos o clima de tensão resultante de desacordos sobre a eleição dos membros da Mesa da Assembleia Nacional Popular. Exortamos todos os atores relevantes a se empenharem num diálogo construtivo para encontrar uma solução para o atual impasse, a fim de finalizar a constituição da mesa da Assembleia Nacional Popular.








SOCIEDADE CIVIL EXIGE A PRESIDENTE GUINEENSE NOMEAÇÃO DE PM E MARCAÇÃO DE PRESIDENCIAIS

Bissau, 24 mai 2019 (Lusa) - As organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau exigiram hoje ao Presidente guineense, José Mário Vaz, a nomeação do primeiro-ministro no "prazo mais curto possível" e a marcação de eleições presidenciais.

Numa declaração pública lida depois de um encontro de reflexão, que decorreu na Casa dos Direitos, em Bissau, as organizações da sociedade civil exigiram ao Presidente da República, José Mário Vaz, "a nomeação, no prazo mais curto possível, do primeiro-ministro saído das eleições do dia 10 de março, de forma a concretizar a vontade popular expressa nas urnas".

No documento, lido pelo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário Silva, a sociedade civil guineense exige também ao chefe de Estado a "marcação da data das eleições presidenciais, observando o cronograma eleitoral proposta pela Comissão Nacional de Eleições (CNE)".

A CNE propôs a realização de eleições presidenciais em 03 de novembro, segundo o cronograma a que a Lusa teve acesso.

As organizações da sociedade manifestaram a sua indignação pela forma como os "partidos políticos têm vindo a demonstrar pouca sensibilidade e respeito pelos compromissos públicos assumidos perante o povo e a Nação, como por exemplo, o Pacto de Estabilidade Política e Social, assinado em 14 de fevereiro de 2019".

A sociedade civil guineense está também preocupada com a deterioração das "condições de vida da população guineense, agravada pela corrupção generalizada e institucionalizada, gerando a incapacidade dos órgãos da Administração Pública em satisfazer as necessidades coletivas nos mais variados setores da vida nacional".

Na declaração pública lida à imprensa, as organizações da sociedade civil encorajam também as forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau a "continuarem a observar os princípios republicanos que regem as suas atuações" e apelam à população para se manter atenta e intransigente na "defesa e preservação das conquistas democráticas".

Dois meses depois das eleições legislativas de 10 de março, o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau ainda não foi indigitado pelo Presidente guineense e o novo Governo também não tomou posse devido a um novo impasse político, que teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.

Depois de Cipriano Cassamá, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para o cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o Partido de Renovação Social, com 48.

Em declarações à imprensa, o Presidente guineense justificou o atraso na nomeação do primeiro-ministro com a falta de entendimento.

"Não temos primeiro-ministro até hoje porque ainda temos esperança que haja um entendimento entre partidos políticos na constituição da mesa da Assembleia e porque o Governo é da emanação da Assembleia", disse.

Conosaba/Lusa





PARTIDOS DA MAIORIA PARLAMENTAR NA GUINÉ-BISSAU NOVAMENTE NA RUA A PEDIR NOMEAÇÃO DE DSP PARA O CARGO DE PRIMEIRO-MINISTRO

Domingos Simões Pereira líder do PAIGC em marchá de protesto para exigir o novo governo em Bissau
Bissau, 25 mai 2019 (Lusa) - Os partidos da maioria parlamentar na Guiné-Bissau realizam hoje, dia de África, o terceiro protesto para exigir ao Presidente guineense a indigitação do primeiro-ministro e nomeação do Governo, na sequência das legislativas de 10 de março.



O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, que juntos têm 54 dos 102 deputados do parlamento guineense, aguardam há mais de um mês pela nomeação do novo primeiro-ministro.



Este é o terceiro protesto realizado em Bissau pelos apoiantes daquela maioria parlamentar.


Na sexta-feira, numa declaração pública, as organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau exigiram ao Presidente guineense, José Mário Vaz, a nomeação do primeiro-ministro e também a marcação de eleições presidenciais.

José Mário Vaz termina o seu mandato a 23 de junho.

O novo impasse político no país teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular, logo depois da tomada de posse dos novos deputados a 18 de abril.

Depois de Cipriano Cassamá, do PAIGC, ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da APU-PDGB, ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o Partido de Renovação Social, com 48.

Em declarações à imprensa, o Presidente guineense justificou o atraso na nomeação do primeiro-ministro com a falta de entendimento no parlamento.

"Não temos primeiro-ministro até hoje, porque ainda temos esperança que haja um entendimento entre partidos políticos na constituição da mesa da Assembleia e porque o Governo é da emanação da Assembleia", disse.


Conosaba/Lusa





Lideres dos partidos que formam a maioria parlamentar em mega-comício na Praça dos Martires de Pindjiguiti, no Dia da Libertação da África, para exigir a nomeação do Governo resultante das eleições legislativas 10 março.



Video:

O DESPERDÍCIO DA X LEGISLATURA

Depois de todo o cataclismo que coloriu a IX legislatura, esperava-se que esta decorresse num clima de maior serenidade e responsabilidade face aos enormes desafios de reafirmar a nossa soberania e reconquistar o espaço que nos é conferido por direito na Sociedade das Nações.

Entretanto, urge sublinhar que, colocando-se à jeito de ser manipulado pelo Presidente do PAIGC e deixando transparecer mais uma vez a sua gritante incapacidade de gestão dos assuntos do Estado, o actual Primeiro-ministro e Ministro das Finanças, desperdiçou uma soberana oportunidade de deixar um marco positivo da sua passagem por este mundo e conquistar um lugar de honra no pódio da história moderna da Pátria de Amílcar Cabral e dos nossos Gloriosos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Chamado à liderar um Governo que tinha como essencial, a organização das eleições legislativas, inicialmente previstas para o passado dia 18 de Novembro de 2018, em vez de criar um espaço politicamente neutro, propício à um diálogo abrangente e reconciliador entre todas as forças vivas do País, visando o estabelecimento de um clima de entendimento e de confiança mútuos, daquela irmandade profundamente enraizada na nossa tradição secular e dos princípios básicos da nossa vizinha que genericamente nos define como uma grande família, Aristides Gomes deixou-se envolver nas querelas políticas que já vinha arrastando há mais de três anos, desgastando os fundamentos da nossa sociedade e colocando a prova os limites da tolerância do nosso povo.

Fazendo-se rodear essencialmente de assessores e conselheiros oriundos das fileiras do PAIGC (como se de um Governo do PAIGC se tratasse), Aristides Gomes falhou de forma categórica o objectivo de sarrar as feridas do passado e de apelar à um novo começo no panorama político nacional, criando um ambiente de desconfiança por parte dos demais autores políticos, que passaram à encará-lo como parte do conflito um agente parcial ao serviço do PAIGC e dos seus interesses, retirando-lhe confiança política e negando-lhe o benefício da dúvida.

Infelizmente, o tempo acabou por ditar o seu veredicto, dando razão aos que acreditavam que Aristides Gomes não estava minimamente preparado para os desafios inerentes à missão que lhe foi confiada e cujo sucesso dependia essencialmente da sua capacidade e disponibilidade de rejeitar a sua identidade partidária e se identificar com os interesses nacionais, construindo pontes e espaços de diálogo e entendimento, que possibilitem o estabelecimento de um clima de aproximação e cooperação entre as partes desavindas, remetendo para a história o estado de crispação, de profunda desconfiança e intolerância que caracterizavam as relações socais e políticas nos últimos quatro anos de vida do nosso povo.

A verdade é que não existem registos históricos de um Governo que em tão curto espaço de tempo, tenha tido um desempenho tão horrível e prejudicial à sociedade e cujo desastroso legado ficará para sempre gravado na memória do nosso povo, por ter agudizado drasticamente a crise política, criando as premissas para o turbilhão de graves acontecimentos pós eleitoral que ameaçam os esforços investidos no trilho do retorno à normalidade constitucional.

Comprometendo-se com o PAIGC e com a satisfação dos seus interesses, Aristides Gomes, enquanto chefe do pior governo de que temos memória, nem sequer se deu à tarefa de disfarçar o seu posicionamento político e as suas motivações ao longo de todo o processo constante na agenda que lhe foi confiada pela Sua Ex.ª Sr. Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, acabando por se constituir cúmplice da maior e mais descarada fraude eleitoral da nossa história.

Acredito que a forma vergonhosa e tendenciosa como as eleições e demais processos à elas anexos (recenseamento, acto da votação, contagem dos votos, anúncio dos resultados, etc.), foram realizados, deixavam antever momentos difíceis no período pós-eleitoral na Guiné-Bissau.

Associados ao péssimo desempenho do Governo de Aristides Gomes no capítulo das eleições, convém ainda referir a forma desastrosa como lidou com “dossiers” muito importantes, relacionados com questões de interesse vital para a nossa sociedade, como a Educação; a Saúde; o Pagamento de Salários; a Apreensão de 760 kilos de droga nas vésperas das eleições e que supostamente foram destruídos, para logo à seguir a polícia senegalesa apreender 72 kilos de droga proveniente da Guiné-Bissau; o arroz doado ao País pela República Popular da China, que o Primeiro-ministro decidiu propositadamente trazer à praça pública, mais uma vez em prol dos seus interesses pessoais e dos interesses do PAIGC, tentando atingir a pessoa de Sua Excelência o Presidente da República, através do seu homem de confiança (Botché Candé), sem se preocupar com a imagem e a reputação do nosso País e do nosso povo, seriamente prejudicados aos olhos dos nossos parceiros de desenvolvimento, sempre disponíveis para acudir às nossas solicitações, sobretudo da própria República Popular da China, cujo Embaixador ficou profundamente indignado com a possibilidade das suas doações ao nosso povo serem canalizadas para fins ilícitos, com as devidas consequências.

É simplesmente inconcebível que o Primeiro-ministro que é simultaneamente o Ministro das Finanças de um País, cujo Governo não consegue pagar salários; não tem como salvar o Ano Lectivo; não consegue garantir assistência médica à sua população; regista o maior índice real de desemprego de toda a África; é rotulado de plataforma do tráfico internacional de drogas; que em virtude do seu precário desempenho económico-financeiro, levou o País à uma situação deplorável e de insustentabilidade político-financeira; que imbuído de má-fé, remeteu ao esquecimento o Projecto “Mon na Lama” do Presidente da República, Dr. José Mário Vaz; etc. etc.

E hoje, quando o País aguarda impacientemente por uma explicação plausível e esclarecedora, que ajude a perceber as razões deste cataclismo nacional, esse Primeiro-ministro elege como prioridade das prioridades o caso do arroz doado pela República Popular da China, como se a Guiné-Bissau não fosse um País agrícola por excelência.

A MINHA CONVICÇÃO É DE QUE, APESAR DESTE E DE OUTROS DRAMAS, A GUINÉ VAI ACONTECER!
O Conselheiro de Estado

Dr. Alfredo Quissengue

sexta-feira, 24 de maio de 2019

«INGLATERRA»THERESA MAY ABANDONA LIDERANÇA DO GOVERNO BRITÂNICO

Líder da oposição pede legislativas
A Primeira-Ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira, 24, que vai deixar o cargo a 7 de Junho, no meio do impasse do Brexit, abrindo caminho a possíveis eleições legislativas.


“Está claro para mim que é do interesse do país um novo primeiro-ministro para liderar esse esforço. Anuncio hoje que irei renunciar como líder do Partido Conservador e Unionista na sexta-feira, 7 de junho”, disse May num discurso durante o qual não escondeu a emoção, tendo deixado cair algumas lágrimas.

A primeira-ministra, que estava a sofrer uma forte pressão para deixar o cargo, inclusive dentro do seu próprio partido, garantiu que fez o seu melhor ao tentar implementar o Brexit.

"Eu fiz tudo o que eu podia para convencer os parlamentares a apoiarem esse acordo [do Brexit]. Infelizmente, eu não fui capaz de fazer isso. Eu tentei três vezes”, afirmou May que, em lágrimas, considerou que “será motivo de profundo pesar” que “não tenha sido capaz de entregar o Brexit”.
Boris Johnson pode suceder a May
"Eu, em breve, vou deixar a função que foi a honra da minha vida: a segunda primeira-ministra mulher, mas certamente não a última. Eu fiz isso sem ser obrigada, mas com uma gratidão enorme e duradoura em ter tido a oportunidade de servir o país que eu amo”, concluiu.

Crítico de Theresa May, o ex-ministro de Relações Exteriores e ex-presidente da Câmara Municpal de Londres, Boris Johnson, que liderou a campanha em defesa do Brexit, é o favorito ao cargo e já revelou a sua disponibilidade.

No início da semana, May tinha apresentado a sua terceira e última proposta a ser submetida aos deputados britânicos, mas não passou entre os conservadores.

Oposição pede legislativas e novo referendo

Entretanto, do lado da oposição, o líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, saudou a demissão de May e pediu a realização de eleições legislativas.
Jeremy Corbyn pede legislativas
"Ela admitiu agora o que o país já sabe há meses: ela não consegue governar, nem o seu partido dividido e em desintegração", afirmou Corbyn num comunicado, no qual diz antever "semanas de disputas internas, seguidas por outro primeiro-ministro não eleito".

Ele reiterou o pedido de uma “uma eleição legislativa imediata".

Por seu lado, o líder do partido Nacionalista Escocês, (SNP), Nicola Sturgeon, receia que a partida de May não resolva o 'Brexit' e reitera a necessidade de um novo referendo, além de eleições legislativas.

"Dadas as circunstâncias actuais, também me parece profundamente errado que outro 'Tory' seja instalado no Número 10 sem uma eleição nacional", destacou no Twitter.




Conosaba/Voa

«COMANDO MILITAR» VICE-CEMGFA DA GUINÉ-BISSAU PEDE A MILITARES PARA SE AFASTAREM DE PARTIDOS POLÍTICOS

                                                 General Mamadu Turé,
Bissau, 24 maio 2019 (Lusa) - O vice-chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Mamadu Turé, pediu hoje aos militares para se afastarem dos partidos políticos, considerando que estes "vão chegar a um entendimento".

"Vocês esforcem-se, obedeçam e evitem partidos políticos. Esta é a recomendação que vos faço para se afastarem deles e deixá-los, que tarde ou cedo chegam a um entendimento", afirmou Mamadu Turé.

O general guineense falava numa cerimónia, que decorreu nas instalações da Marinha, para inaugurar o novo ginásio das Forças Armadas guineenses, que pode ser utilizado pelo público.

"Que ninguém se envolva em nada, mesmo nada, que ninguém vá por outro caminho, o vosso caminho é o da formação e da capacitação, esse é que é o caminho, isso é o que nos dignifica, o mundo ganha confiança em nós e amanhã seremos reconhecidos e estaremos de parabéns", salientou o general guineense.

Dois meses depois das eleições legislativas de 10 de março, o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau ainda não foi indigitado pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, e o novo Governo também não tomou posse devido a um novo impasse político, que teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.

Depois de Cipriano Cassamá, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para o cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o Partido de Renovação Social, com 48.

Em declarações à imprensa, o Presidente guineense justificou o atraso na nomeação do primeiro-ministro com a falta de entendimento.

"Não temos primeiro-ministro até hoje porque ainda temos esperança que haja um entendimento entre partidos políticos na constituição da mesa da Assembleia e porque o Governo é da emanação da Assembleia", disse.

A situação política no país tem provocado um aumento da tensão social, principalmente entre as camadas mais jovens da população, que têm exigido a nomeação do primeiro-ministro, bem como a formação do novo Governo.

Na semana passada e novamente na quarta-feira, milhares de jovens apoiantes dos partidos políticos da maioria parlamentar e de outras formações políticas sem representação na Assembleia Nacional Popular saíram à rua a exigir ao Presidente guineense a nomeação do primeiro-ministro.

conosaba/Lusa

CONOSABA: ENTREVISTA AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR EMBAIXADOR MALAM DJASSI

Dr. Malam Djassi
Porto, 05 de Julho de 2016 

1-Conosaba: O Senhor Embaixador nasceu em Bissau, certo? Por outro lado, o senhor tem fortes ligações umbilicais a Mansoa (Mancalam), porquê? Tem orgulho de ser um neto de Mansoa? 

Dr. Malam Djassi: É certo que nasci em Bissau, mas guardo lindas recordações de uma parte da infância passada em Mansoa. A minha avó materna, Cadi Sambu era de Mancalam, o que fez com que eu e os muitos primos passássemos o nosso tempo entre essa localidade, Ksanah e Mansoapropriamente dita. Foi uma infância muito feliz, recordo-me do trabalho que dava ao meu pai quando ia me buscar para o início das aulas em Bissau. Não queria sair de Mansoa, porque aí sim, é que era a boa vida sem os horários da escola e outras preocupações.

2-Conosaba: O Clube de Futebol “Os Balantas”, de Mansoa já foi um dos mais prestigiados na história de futebol na Guiné-Bissau. Fundado em 1946, foi o primeiro clube campeão de Guiné-Bissau após a independência (...), o senhor é fã, adepto incondicional do Clube de Futebol “Os Balantas” de Mansoa? Inclusive os seus tios e primos jogaram e fizeram história neste grande clube, por favor comente? 

Djassi: Alguns tios e primos meus fizeram História no clube Os Balantas e lembro-me que me levavam a assistir a alguns jogos no campo, que continua ainda no mesmo lugar de sempre. Apesar de não ser grande adepto do futebol, o clube Os Balantas era quase assunto de família, porque o patriarca, o meu avô Anssumane Queta, vibrava com o feito dos filhos nos grandes jogos. Lembro-me do meu tioMarabu, dos primos Sila, Sulai e do José Anssumane Queta que deu o nome ao estádio da localidade de Bula.

3-Conosaba: O Senhor Embaixador confirma que ofereceu recentemente (por intermédio da Associação de Amizade Matosinhos/Mansoa) vários equipamentos de futebol ao seu Clube de coração ‘os Balantas’ de Mansoa, 22 pares de camisolas, calções, meias, pares de botas, caneleiras, fatos de treinos, toalhas, bolas, cones de treino, coletes de treino, bonés, luvas, apitos etc. Foi uma iniciativa inédita da sua parte. Nunca nenhum filho de Mansoa teve este gesto tão importante e crucial para o desenvolvimento do Futebol em Mansoa. Em suma, apoiando o Clube de todos nós os BALANTAS DE MANSOA. 

Djassi: Já havia prometido a anterior Direcção do clube ver em medida poderia ajudar a equipa em contactos com outros clubes daqui da Alemanha, além de material desportivo. Mas por diversos motivos tal não se verificou, acabei por não poder ficar insensível ao apelo desta nova Direcção e encetei contactos ao nível do clube Bayern de Munique, onde tenho alguns amigos, a quem falei de clube futebol Os Balantas de Mansoa. Este será o primeiro lote completo de equipamentos oferecido ao clube por uma Empresa que pretende investir na Guine-Bissau. Outro empresário que já oferecera material hospitalar ao nosso país, manifestou interesse em apoiar a Selecção nacional bem como Os Balantas de Mansoa.Devo recebê-lo na próxima semana porque está interessado a deslocar-se a Guiné-Bissau muito rapidamente.

4- Conosaba: Qual é a razão que o levou a apoiar o Clube Futebol os Balantas de Mansoa? Se sim. Comente. 

Djassi: Penso que a História de um clube como Os Balantas não se deve perder assim, porque um povo sem memória, é um povo morto. Lembro-me de ter assistido muitos filmes no cinema do clube, além de torneios de hóquei em patins, e de basquetebol. Por outro lado, a juventude de Mansoa deve ter razões para querer continuar a viver e a trabalhar na cidade. Isso só será possível, se houver infraestruturas e outras condições que tornem agradável esta pérola do Oio. Mansoa já foi uma terra "sabi de mass"!


5-Conosaba: Consta-se que, o Senhor. Embaixador quer ajudar o clube a concretizar grandes projectos através de parcerias com alguns clubes europeus para que o nosso clube volta a ser o que era no passado, isto é: ganhar muitas taças, campeonatos nacionais e devolver a alegria aos Mansoenses, é verdade isso? 

Djassi: Sim, é certo que existem contactos com o Bayern de Munique, e só não fomos mais longe ainda por causa do Europeu, que alterou todo o programa. Mas, se a Direcção de Os Balantas for séria e estiver empenhada, eu posso ajudar a abrir as portas, mas o resto terão que ser eles a fazer, porque não percebo nada do futebol e não saberia negociar convenientemente. Com o esforço e empenho de todos poderemos recuperar prestígio do clube.

6-Conosaba: Uma das iniciativas desta nova direcção do clube centra-se mais no diálogo (contacto directo) com filhos e amigos de Mansoa, que vivem fora do País para ajudar a erguer de novo as infraestruturas completamente degradadas do clube. O que lhe parece esta iniciativa, Sr. Embaixador? 

Djassi: É uma iniciativa bastante louvável, porque não conheço ninguém, que tenha uma ligação de perto ou de longe com Mansoa, que não sinta o abandono a que a cidade e o clube estão votados. Apelando à mobilização dos filhos e amigos de Mansoa na diáspora, estou certo de que a Direcção irá conseguir bons resultados.

7-Conosaba: Com a globalização, a emigração tem-se tornado cada vez mais um assunto que desperta muito interesse, por parte dos estudiosos. A emigração tem ganho um forte cunho nas Relações Internacionais, já que com a alteração do Sistema de Relações internacional, o Estado deixou de ser o único actor da cena Internacional, concorda com esta afirmação ou não? 

Djassi: Não é algo recente o que estamos a verificar hoje, um pouco por todo o lado, no passado recente houve movimentos populacionais muito importantes e, em diversas direcções. Torna-se mais visível hoje devido à globalização das comunicações e da facilidade com que nos deslocamos de um lugar para outro. Mas os Africanos emigram mais para dentro do próprio continente do que para fora, por isso todo o barulho que se faz a volta da emigração é um falso problema.

É claro que temos que melhorar o governo dos nossos países, oferecendo mais e melhores condições de vida para as nossas populações. Nada justifica tanta miséria, doenças, precariedade da vida, num continente tão rico como África. Trata-se de uma questão de amor próprio, ambição, o que no idioma mandinga (mandinkan) se diz "hammo"!

8-Conosaba: Senhor Embaixador, na sua opinião, a Guiné-Bissau deveria dar mais importância a nossa Diáspora no que diz respeito a Política externa para alavancar o desenvolvimento do País? 

Djassi: O nosso país deve ter uma verdadeira política de emigração, tendo em conta o número importante de guineenses que vivem no exterior, e quase todos com a remota vontade de regressar um dia ao chão patreo. Temos que pensar na educação, na saúde, e mais infraestruturas. Mas por outro lado a nossa diáspora tem que ser mais ambiciosa e querer mais, nos lugares onde se encontram, lutando por uma mais efectiva integração, assumindo protagonismo, não se limitando apenas a pequenos trabalhos de sobrevivência. O primeiro deputado da Alemanha é um indivíduo do Casamanse com quem me comunico num idioma bem africano, o mandinkan e o próximo será certamente uma jovem camaronesa de Freiburg. Mas existem guineenses que poderiam aspirar a esses lugares.

9-Conosaba: Nós sabemos que Sr. Embaixador vive em Berlim. Há muitos guineenses a viverem na Alemanha? Quantos são? Onde trabalham? E os estudantes? Existem Associações guineenses na Alemanha? 
Djassi: Com a crise que se abateu sobre os países do sul da Europa, muitos guineenses vieram para a Alemanha, a procura de novas oportunidades. O grosso da emigração se encontrava na cidade portuária de Hamburgo e que conta com uma Associação presidida por uma senhora muito dinâmica, a Solange Barbosa, estamos a tentar ver se os de Berlim também conseguem criar uma Associação que melhor possa defender os seus interesses. Nos próximos dias farei uma visita oficial as autoridades de Hamburgo, com o objectivo de lhes falar da nossa comunidade e do seu apego a essa cidade hanseática

10-Conosaba: Tem muitas ou poucas saudades do Porto (cidade invicta)? Cidade onde o Senhor fez a licenciatura, ainda tem boas recordações daquele tempo de estudante? 

Djassi: A cidade do Porto tem um lugar muito especial no meu coração. Passei nela momentos inolvidáveis, a minha formação, os amigos para toda a vida que aí fiz, os colegas, os lugares, o cheiro, a comida e as suas gentes sem esquecer o falar a Porto que gostava de escutar no Bolhão. A Invicta é a minha outra cidade!

11-Conosaba: Após a independência na Guiné-Bissau, surgiram muitas bandas musicais no nosso país,certo? Consta-se que o Sr. Embaixador fez parte de uma delas, é verdade? Cantou ou tocou algum instrumento musical na banda onde esteve? 

Djassi: Cheguei a música pelas mãos do Atchutchi, que após a sua chegada a Bissau, nos primórdios da independência, criou um grupo coral do qual fiz parte, e mais tarde levou-me para o Mama Djombo. Algum tempo depois, estava no Pó Ferro, com o Guilherme Semedo, Marceano Sousa Cordeiro, e outros, e mais tarde transferi-me para o Mbaranso, grupo no qual, sem falsa modéstia, marcamos o panorama musical Guineense. Já não cantávamos só músicas de amor e glória dos combatentes, mas também críticas mordazes do que já se vivia, o que nos valeu alguns dissabores, apesar de sermos um conjunto musical ligado a UNTG. Cantava juntamente com o Daniel, Sene, Domingos Yoga e Ntchoba, enquanto que o Kakaio, Dutche, Herculano, Sisse, Nununo, Beto eram os guitarristas; o Julião e o Tadeu estavam na percussão. Mais tarde agregamos uma secção metálica com o exímio Augusto Agebane e o Amona. O conjunto acabou porque muitos foram estudar e outros ainda hoje estão ligados a música . Mas é nossa intenção reunirmo-nos um dia para gravar um CD como testemunho da nossa passagem na História da música Guineense. De vez em quando a Rádio nacional Guineense passa as nossas músicas.

12-Conosaba: Conte-nos um pouco sobre como começou o seu interesse pela diplomacia? Teve a influência de alguém para ser diplomata de carreira? 
Djassi: Sempre quis ser diplomata desde o dia em que vi a imponência com que Queba Biram Cisse, o primeiro Embaixador do Senegal em Bissau entrava numa recepção, na antiga Associação Comercial. 
Principais referências e inspirações 
E depois ver homens como Alexandre Nunes Correia, Boubacar Toure e tantos outros, despertou em mim a curiosidade de entender essa coisa de representar o seu país. Ao concluir a minha licenciatura no Porto, recebi o honroso convite do Chefe de Gabinete do MNE na altura o actual Embaixador Soares da Gama. Nem pestanejei, aceitei logo e regressei quase de imediatamente a Bissau. Lembro-me que na minha primeira entrevista com o Ministro Júlio Semedo, ele quis que eu ficasse logo nos seus serviços e aí comecei a aprender o ofício de ser diplomata ao lado de João Soares da Gama. Uns meses depois vim para um estágio de Formação Diplomática e Consular com a duração de um ano no Palácio das Necessidades em Lisboa. Depois disso, a minha carreira estava lançada, e um ano depois nos Altos Estudos Internacionais em Genebra, parto para o meu primeiro posto em Portugal, com o Embaixador Adelino Mano Queta. Nesse posto tive o privilégio de participar activamente em todo o processo que levou a constituição da CPLP. Tem sido uma profissão gratificante que abriu horizontes que não ousava imaginar e pude conhecer gente remarcável. É um aprendizagem constante e gosto do meu trabalho.

13-Conosaba: Para terminar, Sr. Embaixador, o Picasso representou a Paz por uma Pomba Branca. Se tivesse que representar a Paz na sua terra, Guiné-Bissau como o faria?

Djassi: Os Guineenses são por natureza um povo pacífico. Quando a ambição desmedida fez com que alguns perdessem a vergonha e o respeito um pelo outro, as coisas começaram a sair dos eixos. Mas começamos bem como país e já éramos citados como exemplo, tendo por isso causado alguma inveja a alguns países...; como símbolo da paz escolheria o flamingo rosa que traz os odores do bom tempo nas ilhas Bijagos e na lagoa de Cufada, reafirmando como se tal fosse necessário, a beleza desta terra e das suas gentes, unidos na sua diversidade.

Feito por: Pate Cabral Djob 


Fim