sexta-feira, 9 de outubro de 2026

MENSAGEM DE AGRADECIMENTO


Meus irmãos guineenses, amigos de Bissau, dentro e fora do nosso país.

Quero agradecer a todos, de coração, pelas mensagens, chamadas e palavras de força que recebi desde a minha nomeação como Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

Recebo esta missão com humildade e com um profundo sentido de responsabilidade.

Esta nomeação é a prova da visão de estadista do nosso Primeiro-Ministro, Senhor Ilídio Vieira Té, que acredita que Bissau pode e deve ser o cartão-postal da nova Guiné-Bissau. Uma capital à altura da ambição do nosso Governo.

Por isso, hoje faço um apelo a todos:
Peço a cada guineense e a cada amigo de Bissau que se junte a nós neste grande projeto do Governo, liderado pelo Primeiro-Ministro, Senhor Ilídio Vieira Té, de realizarmos juntos o sonho coletivo de uma Bissau mais LIMPA, mais ORGANIZADA e mais INTELIGENTE.

Uma Bissau limpa, livre do lixo e com orgulho nos seus bairros.

Uma Bissau organizada, com mercados que funcionam, ruas com ordem e serviços que respondem ao cidadão.

Uma Bissau inteligente, com uma Câmara moderna, presente na rua e ao serviço do povo.

Este não é um projeto de uma pessoa. É o projeto de todos nós, inserido na visão de desenvolvimento do nosso Primeiro-Ministro.

Bissau é a casa de todos. E juntos, vamos reconstruí-la.
Conto convosco.

Muito obrigado.
Juntos por Bissau, no rumo da Nova Guiné-Bissau.
Juviano Landim



À margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, realizou-se a cerimónia de assinatura da Convenção Africana sobre o Desarmamento, a Desmobilização e a Reintegração de Crianças-Soldado, na Missão Permanente de Marrocos junto das Nações Unidas.

A iniciativa inscreve a proteção da infância no esforço africano de consolidação da paz, associando a saída dos conflitos à recuperação de direitos e à reintegração familiar, escolar e comunitária.

📍Bissau, 09 de outubro de 2026

O Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira, participou hoje em Portugal, na Sessão de Abertura do V Congresso Internacional do Notariado Português “20 anos ao Serviço dos Cidadãos”, onde estiveram presentes a Ministra da Justiça de Portugal, Rita Alarcão Júdice, Paulo Lopes Marcelo - Deputado e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Roland Wadge - Presidente do Conselho dos Notariados da União Europeia (CNUE), David Figueroa Márquez - Presidente da União Internacional do Notariado e dos Presidentes da UINL e do CNUE.

A presença da Guiné-Bissau neste encontro reforça o compromisso do Governo com a modernização do notariado e com o aprofundamento da cooperação jurídica na CPLP. Os resultados alcançados permitirão facilitar as partilhas transnacionais e proteger os direitos da nossa diáspora, sem necessidade de alteração legislativa.







Arrancou ontem, na Escola de Artes e Ofícios do Quelele, em Bissau, a 2.ª edição do Curso de Gestão Cultural.

Depois da primeira edição, que proporcionou aprendizagens e abriu novas oportunidades, esta nova edição dá continuidade à aposta na formação de agentes culturais capazes de transformar ideias em projetos e de contribuir para um setor cultural mais forte e dinâmico.

A sessão de abertura contou com a presença do Embaixador de Portugal em Bissau, que sublinhou a importância de continuar a investir nas pessoas, no desenvolvimento de competências e na criação de laços de colaboração entre os diferentes agentes do setor cultural.
O curso é promovido no âmbito do projeto Casa da Cultura (_Moransa di Kultura_), que conta com o financiamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
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A primeira edição abriu uma porta. Agora, é tempo de abrir outras.

PRESIDENTE DA TRANSIÇÃO OUVE CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO SOBRE ELEIÇÕES DE DEZEMBRO



O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A, recebeu esta sexta-feira uma delegação do Conselho Nacional de Transição (CNT), no âmbito das consultas sobre as eleições previstas para dezembro.

À saída do encontro, o vice-presidente do CNT, Nelson Moreira, afirmou que a delegação transmitiu ao Chefe de Estado a sua opinião sobre o processo eleitoral. No entanto, preferiu não revelar o conteúdo da conversa.


O Conselho Nacional de Transição (CNT) considera inviável a realização das eleições na Guiné-Bissau na data de 6 de dezembro, inicialmente prevista para o escrutínio, alegando constrangimentos relacionados com o cumprimento dos atos processuais definidos pela legislação eleitoral.

A posição foi tornada pública esta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, pelo porta-voz do CNT, Nelson Moreira, após uma audiência com o Presidente da República, realizada no âmbito das consultas aos órgãos instituídos pela Carta Política de Transição sobre o processo eleitoral.

Em declarações aos jornalistas, Nelson Moreira explicou que, à luz do quadro jurídico nacional, os atos processuais eleitorais previstos na Lei Eleitoral encontram-se comprometidos.

“Os atos processuais que deveriam ser praticados estão praticamente comprometidos. Olhando para esse quadro jurídico, chegamos à conclusão de que a data de 6 de dezembro é impossível”, afirmou.

O porta-voz esclareceu que o CNT não apresentou qualquer proposta de nova data para as eleições, tendo-se limitado a transmitir ao Chefe de Estado o seu entendimento sobre a situação do processo eleitoral.

Segundo Nelson Moreira, o Conselho entregou ao Presidente da República o seu parecer sobre o período de transição que o país atravessa, mas recusou-se a revelar o conteúdo detalhado da conversa, argumentando que se tratou apenas de uma consulta institucional.

“O Presidente da República decidirá se considera ou não a posição do CNT”, disse.

Na ocasião, Moreira recordou que a organização das eleições é da responsabilidade do Governo, órgão encarregado de criar as condições materiais e logísticas necessárias para a realização do escrutínio.

Acrescentou ainda que compete ao Executivo pronunciar-se sobre a disponibilidade de meios, bem como sobre os atos jurídicos e administrativos que devem ser praticados até à data prevista para as eleições.

Por: Carolina Djeme
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«APU-PDGB» 33 militantes renunciaram ao partido APU-PDGB (Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau)


UNIDOS PELA COMPETÊNCIA E VISÃO. Renúncia Coletiva da Militância na APU-PDGB








CPLP está a trabalhar de forma discreta para repor normalidade na Guiné-Bissau – Rangel

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, questionado sobre a Guiné-Bissau, respondeu que a situação está "a ser tratada em três instâncias".

O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou que a CPLP se empenha no regresso à normalidade da Guiné-Bissau, apoiando a realização de novas eleições, e reiterou o pedido de libertação do político Domingos Simões Pereira.

Numa entrevista feita para o ‘podcast’ da Antena 1 “Política com Assinatura”, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, questionado sobre a Guiné-Bissau, respondeu que a situação está “a ser tratada em três instâncias”.

“Em primeiro lugar, é um problema interno da Guiné-Bissau. E, portanto, temos que respeitar a soberania do Estado guineense. Mas, quer a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], quer a União Africana, quer a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], têm envidado esforços, essencialmente para (…) que se possam organizar eleições – uma vez que as anteriores ficaram prejudicadas”, contextualizou o chefe da diplomacia portuguesa.

“Pena, porque o processo tinha decorrido francamente bem, mas enfim, os resultados ficaram inviabilizados porque foram destruídos os cadernos eleitorais e, portanto, nós não podemos (…) regressar ao estado anterior”, acrescentou o governante.

Rangel reforçou que se tem pedido às atuais autoridades guineenses que libertem o líder do histórico partido africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira – que está em prisão domiciliária por alegada tentativa de golpe de Estado -, e que permitam aos partidos políticos que voltem às suas sedes.

Para o ministro, em Bissau já foram dados sinais positivos, concretamente no que diz respeito ao candidato presidencial da oposição que alegadamente venceu as eleições de 23 de Novembro, Fernando Dias, e ao facto de se terem marcado eleições para Dezembro deste ano.

“Houve uma marcação de eleições para 06 de Dezembro, mas estamos à espera de ver quais são as condições para que elas se possam desenrolar”, referiu.

Por outro lado, o diplomata disse esperar que a próxima reunião da CPLP, a ocorrer em julho, em Díli, para se assinalarem os 30 anos da organização, traga “algum progresso” relativamente ao tema da Guiné-Bissau.

Sobre as delegações da RTP e da agência Lusa expulsas da Guiné-Bissau em agosto do ano passado, o ministro respondeu que não têm existido, agora, conversações no sentido de restabelecimento dessas relações, mas salientou que essas já ocorreram no passado e que poderiam ter “dado frutos”.

Para o ministro, é importante que haja abertura, em Bissau, à comunicação social que lá queira estar e que a CPLP ajude nesse sentido.

Rangel frisou ainda que o Governo português tem um respeito enorme pelo país, e pelo seu povo, e que esta nação, apesar de, pela primeira vez, estar suspensa, é um “membro imprescindível da CPLP”.

“Eu acho que, (…) se forem dados sinais por parte das autoridades, nós poderemos progressivamente restaurar um diálogo frutuoso que leve a que ela [Guiné-Bissau] possa retomar a sua participação a 100% na vida da CPLP”, indicou, citado pela Lusa.