quarta-feira, 1 de abril de 2026

Viagem até à Lua: Descolagem da Artemis 2

Três homens e uma mulher partem nesta quarta-feira para a Lua, 50 anos após o fim do programa Apollo. AP - Chris O'Meara

Centro espacial Kennedy – Três homens e uma mulher partem nesta quarta-feira para a Lua, 50 anos após o fim do programa Apollo. A epopeia lunar durará 10 dias e inaugura uma nova página da conquista espacial americana.

A missão Artemis 2 descola esta quarta-feira 1 de Abril a partir do mítico centro espacial Kennedy na Florida. Três homens e uma mulher encontram-se a bordo: os americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover e o canadiano Jeremy Hansen. A tribulação prepara-se para uma epopeia de 10 dias, que permite reafirmar a importância dos Estados Unidos na conquista espacial.

O entusiamo no país de Donald Trump é visível, 50 anos após o fim do programa Apollo. O programa Artemis, cujo nome foi escolhido em honra da deusa gémea de Apollo, custou milhares de dólares e foi desenvolvido com anos de atraso.

Um objectivo ambicioso

Por enquanto, os astronautas irão até ao satélite natural da Terra para dar o contorno, sem parar. Se tudo correr bem, assinarão um recorde ao se afastarem da Terra mais do que qualquer outro ser humano no passado. Um outro exemplar do enorme foguetão levará astronautas à Lua daqui a 2028, o objectivo sendo, nos anos a seguir, ir explorar o planeta Marte.

Christina Koch, a primeira mulher a participar num voo luar, comentou:

Esperamos sinceramente que esta missão marque o início de uma era em que todos (...) possam olhar para a Lua e considerá-la um destino por completo.

Os seus colegas Victor Glover e Jeremy Hansen são respetivamente o primeiro homem negro e o primeiro não-americano a viajar até ao astro.

Desafios geopolíticos

As razões para voltar à Lua são numerosas: desafios geopolíticos, estratégicos e científicos. Não é de esquecer que a China ambiciona pisar a Lua até 2030.

Também mostra que “continuamos capazes de enfrentar este tipo de desafio, de realizar coisas verdadeiramente difíceis”, sublinhou o astronauta canadiano Joshua Kutryk. De facto, o foguetão nunca transportou ninguém e deve ir até à Lua, ou seja, a mais de 384 000 quilómetros da Terra.

A ideia é reproduzir o milagre de Apollo 8. 
O patrão da Nasa, nomeado por Donald Trump, Jared Isaacman, prometeu:
Garanto-lhes que, este ano, vão ver mais crianças disfarçadas de astronautas no Halloween do que já viam há muito tempo.
rfi.fr/pt

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