sexta-feira, 17 de abril de 2026

Trump proíbe Israel de atacar o Líbano: "Estão proibidos. Já chega!"

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os Estados Unidos proibiram Israel de bombardear o Líbano, no primeiro dia da implementação de um cessar-fogo acordado com os dois países e aceite pelo grupo xiita Hezbollah.

"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.

Donald Trump anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de dez dias no Líbano, em vigor desde a última madrugada, no seguimento da primeira reunião entre representantes libaneses e israelitas em Washington, da qual saiu um acordo das duas partes para iniciarem negociações diretas de paz.

O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.

Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou hoje que o seu exército "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah e que o seu objetivo de desmantelar o grupo xiita libanês, apoiado pelo Irão, "não será alcançado amanhã", após um mês e meio de uma campanha de bombardeamentos intensivos e operações terrestres no sul do Líbano.

No seguimento do cessar-fogo, o exército de Israel anunciou o levantamento de todas as restrições relacionadas com a guerra em todo o território israelita.

Quase todas as restrições às atividades económicas e educativas tinham sido levantadas na maior parte do país após o cessar-fogo no conflito com o Irão, que entrou em vigor em 08 de abril, com exceção da região norte devido aos ataques aéreos do Hezbollah.

De acordo com as orientações da Defesa Civil, todo o país regressou à plena atividade "sem quaisquer restrições, exceto na área da linha da frente, onde estará em vigor um limite máximo de 1.000 pessoas para reuniões" até sábado, dia em que também esta determinação "também será levantada", indicaram os militares israelitas em comunicado.

Donald Trump disse na quinta-feira à noite que espera que o Hezbollah "se comporte bem" durante o cessar-fogo com Israel, apesar de o grupo xiita não ter sido parte do acordo que conduziu à trégua.

"Espero que o Hezbollah se comporte bem durante este período importante. Será um momento crucial para eles se o fizerem. Chega de mortes. Precisamos finalmente de paz", comentou o Presidente norte-americano também na Truth Social.

Em comunicado, o grupo político e militar libanês avisou hoje que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo. Na mesma nota, Hezbollah reivindicou 2.184 operações militares contra o território israelita e o seu exército durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque receiam a traição do inimigo", acrescentou.

As milícias do grupo libanês retomaram os ataques contra o território israelita em 02 de março, logo após o início da ofensiva aérea lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra Israel.

Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde novembro de 2024, após mais um ano de confrontos diretos no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, que nunca foi verdadeiramente respeitado e que acabou por ficar comprometido, no início de março, com o reatamento das hostilidades.

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