quarta-feira, 15 de abril de 2026

CONSTRUÇÃO DA ESTRADA SAFIM-MPAK AVANÇA COM 25% DE EXECUÇÃO




O coordenador do Projeto Conectividade Norte, Malam Banjai, afirmou esta quarta‑feira, 14 de abril de 2026, que a construção da estrada Safim–Mpak (Senegal) é de extrema importância para o desenvolvimento da Guiné‑Bissau. Segundo ele, a via permitirá a evacuação dos produtos da zona norte do país, além de impulsionar as trocas comerciais entre a Guiné‑Bissau e o Senegal. 

O responsável garantiu ainda que a estrada em construção será a melhor da África Ocidental, devido à qualidade dos trabalhos realizados pela empresa executora.

Falando aos jornalistas durante uma visita às obras, Banjai — que é também engenheiro de estradas e pontes — explicou que a estrada liga Safim, na Guiné‑Bissau, a Mpak, no Senegal, sendo o projeto financiado pelo Banco Mundial.

A obra teve início em novembro de 2025 e tem uma duração prevista de 26 meses, incluindo o período das chuvas. O custo total do projeto está estimado em 34 mil milhões de francos CFA.

O coordenador explicou que o projeto visa a construção da estrada Safim–Mpak, com uma extensão total de 115 quilómetros, o que exige um investimento avultado.
“O Banco Mundial financiou o primeiro lote, de Safim até Antotenha, numa extensão de 46 quilómetros. Já o troço de Antotenha até Mpak, com cerca de 70 quilómetros, é financiado pelo Banco Europeu de Investimento e pela União Europeia. Ou seja, são dois financiadores envolvidos na construção desta estrada”, esclareceu.
Banjai lembrou que, após os acontecimentos de 26 de novembro (golpe de Estado), o projeto sofreu uma pausa administrativa, uma vez que o Banco Mundial suspendeu os pagamentos diretos às empresas e os reembolsos das contas do projeto, situação que teve um impacto significativo no andamento das obras.
“Mesmo assim, a empresa não interrompeu os trabalhos, razão pela qual já se alcançou um nível de execução de cerca de 25%”, sublinhou.

No âmbito do lote 01, está prevista a construção de duas portagens modernas, em João Landim e São Vicente, equipadas com tecnologia eletrónica e sistemas de controlo de velocidade.
“As perspetivas indicam que, assim que terminar o lote 01, avançaremos de imediato para a construção do lote 02. Neste momento, o processo de recrutamento da empresa foi relançado e, posteriormente, os trabalhos não irão parar. Se tudo correr como previsto, até 2029 a estrada Safim–Mpak estará totalmente transitável e ao serviço da população”, garantiu.

Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, José Carlos Esteves, afirmou que a conclusão desta obra permitirá uma evacuação mais eficiente da castanha de caju, produto estratégico para a economia da Guiné‑Bissau. Segundo o governante, a estrada vai facilitar a arrecadação de receitas e promover a valorização da zona norte do país, principal área produtora de caju, além de reforçar a ligação rodoviária com o Senegal.

O ministro assegurou ainda que a obra cumpre rigorosamente as exigências ambientais, lembrando que todos os projetos financiados pelo Banco Mundial são obrigados a respeitar normas ambientais estritas, sob pena de bloqueio do financiamento.

José Carlos Esteves explicou que a visita às obras serviu igualmente para relançar as próximas atividades do projeto, com o objetivo de garantir a asfaltagem do troço Safim–Bula antes do início da época das chuvas.

Por fim, destacou que a dinâmica observada no terreno, aliada aos equipamentos utilizados, demonstra um elevado nível de organização dos trabalhos, o que permitirá alcançar resultados de alta qualidade.

Por: Aguinaldo Ampa
.odemocratagb

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