O Conselho de Administração da empresa pública Guiné-Telecom confirmou nesta sexta-feira, em Bissau, a venda de parte do seu espaço, mas garante que os campos de futebol não estão incluídos.
Durante uma conferência de imprensa, o presidente do conselho de administração, João António Mendes, justificou a decisão com as elevadas dívidas acumuladas com os trabalhadores. Segundo ele, a venda do terreno é uma medida necessária para aliviar a situação financeira da empresa.
A controvérsia começou na quinta-feira, quando moradores do bairro militar e responsáveis da academia de futebol “Valusa” denunciaram uma alegada tentativa de venda do espaço onde se encontram os campos.
A população teme que a eventual alienação comprometa o futuro de jovens talentos e reduza os poucos espaços disponíveis para a prática desportiva na zona.
Em resposta às críticas, a direção da Guiné-Telecom afirma que houve um mal-entendido por falta de informação clara à comunidade. João Mendes reforça que o espaço desportivo continuará disponível para uso da população.
Os moradores alertam que, caso os campos fossem vendidos, haveria um impacto direto no desenvolvimento do futebol local, podendo até levar à “extinção de talentos” na comunidade.
RSM: 17.04.2026




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