O Partido da Unidade Nacional (PUN), liderado por Idriça Djaló, condenou o que qualificou como “repugnante e cobarde assassinato” do ativista e secretário-geral do Movimento Cívico Revolucionário Pó de Terra, Vigário Luís Balanta. O partido apelou ainda a uma manifestação popular que rejeite qualquer tentativa de imposição de “um regime de terror na Guiné-Bissau”.
“PUN apela a toda a sociedade guineense a participar em massa no funeral de Vigário Balanta, de forma a transformar a cerimónia numa grande manifestação popular de rejeição de qualquer tentativa de imposição de um regime de terror na Guiné-Bissau”, lê-se na nota consultada esta quarta-feira, 1 de abril de 2026, pelo jornal O Democrata.
O Partido da Unidade Nacional criticou a morte de Vigário Luís Balanta, ocorrida na terça-feira, 31 de março, em circunstâncias ainda por esclarecer, sublinhando que “a impunidade não pode ser tolerada”.
Na mesma nota, o PUN afirmou que aquele “ato bárbaro” constitui um “grave e inaceitável atentado” não apenas contra a vida humana, mas também contra os princípios fundamentais da liberdade de expressão, do empenhamento cívico e da participação democrática.
Segundo o comunicado, atacar um ativista da sociedade civil representa uma tentativa de silenciar vozes, espalhar medo e minar os alicerces da coesão nacional.
Na ausência de informações claras sobre os autores do crime, o partido apelou às autoridades competentes para que iniciem, com urgência, uma investigação rigorosa, independente e transparente, com vista a identificar, processar e punir os responsáveis, “sejam eles quem forem”.
“O Partido da Unidade Nacional expressa a sua profunda solidariedade à família do falecido, aos seus entes queridos e a todos os membros da sociedade civil. A dor deles é nossa, e a sua luta pela justiça deve ser apoiada por todos. Apelamos à moderação, ao sentido de responsabilidade e à união, reafirmando que ninguém deve ser perseguido, ameaçado ou morto pelas suas crenças ou pelo seu compromisso com o serviço à comunidade”, sublinhou o partido.
O PUN reiterou ainda a sua “inabalável determinação” em defender os valores da justiça, da liberdade e da dignidade humana perante este “ato desprezível”.
Por: Aguinaldo Ampa
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