A campanha “Tolerância Zero à Corrupção na Guiné-Bissau”, implementada pela RDDH-GB com o apoio do PNUD, marcou um momento importante de diálogo nacional sobre o tema.
Ao longo de um ano, a campanha mobilizou comunidades, jornalistas, forças de segurança, professores, estudantes, mulheres, jovens e académicos, criando espaços seguros para reflexão e debate. Através de formações, encontros comunitários no formato djumbai, programas de rádio e plataformas digitais, foi possível ampliar a discussão e alcançar um público mais vasto em todo o país.
Lições aprendidas?
A campanha revelou uma realidade importante: a valorização social excessiva da riqueza material pode, inadvertidamente, alimentar práticas de corrupção. Ao mesmo tempo, demonstrou que é possível desafiar esta mentalidade, promovendo uma cultura de integridade, denúncia e responsabilização.
Principais recomendações
• Reforçar a sensibilização para a cidadania e ética pública;
• Expandir ações junto de escolas, universidades e partidos políticos;
• Partilhar conclusões com instituições-chave, como a ANP, Ministério da Justiça e tribunais;
• Promover reformas estruturais, incluindo no quadro legal eleitoral e no sistema judicial;
• Incentivar maior transparência e participação nos processos institucionais.
Próximos passos
• Elaboração de um Relatório de Impacto Social da Corrupção na Guiné-Bissau, com a participação da Ordem dos Advogados;
• Organização de um Simpósio Universitário sobre a Corrupção;
• Reforço das ações de advocacia com base nas evidências geradas.
A luta contra a corrupção exige compromisso coletivo. Esta campanha mostrou que a mudança começa com consciência, diálogo e ação.



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