quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

CENTRAIS SINDICAIS DA GUINÉ-BISSAU DESMENTEM O GOVERNO QUANTO AO PAGAMENTO DO SALÁRIO DO MÊS DE DEZEMBRO


As duas Centrais Sindicais do país desmentem a informação que dá conta de que 80% dos funcionários já receberam os seus salários do mês de Dezembro.

O governo tinha anunciado que 80% dos funcionários públicos receberam os seus salários.

Numa conferência de imprensa depois de uma reunião da comissão executiva para analisar o cumprimento do memorando de entendimento assinado com o Governo, João Domingos da Silva porta-voz da comissão negocial diz que na realidade várias instituições não receberam o salário do mês de Dezembro.

“As informações do governo não correspondem a verdade uma vez que na realidade várias instituições continuam sem salários, mais admito que os funcionários de saúde e educação já receberam os seus salários do mês de Dezembro o que consideramos de grave, ou seja o pagamento parcial”, referiu o porta-voz.

O sindicalista acusou ainda por outro lado estado guineense ter contribuído para a não existência de várias empresas devido o nível de corrupção dos governantes. “Na verdade estamos a falar das empresas públicas Guinetel, Guiné-telecom, correios entre outros que o estado contribuiu nas suas extinções por nível de corrupção dos governantes”, acusou João Domingos da Silva.

No que se refere ao cumprimento de diplomas legais, João Domingos da Silva admite que houve violações flagrantes por parte do governo e nos últimos tempos vários funcionários entraram nas várias instituições sem concurso público, incluindo nas forças de segurança.

“ Tem vindo a verificar nos últimos tempos as violações flagrantes de forma propositada do governo para entrada em várias instituições do estado funcionários sem concurso público incluindo nas forças de segurança”, revelou este sindicalista.

De acordo com este sindicalista o executivo liderado pelo Aristides Gomes deverá aprovar no conselho de ministros o estatuto do conselho permanente de concertação social que foi revido.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes vão continuar com a greve geral na função pública, exigindo o cumprimento do acordo de entendimento assinado com o Governo.

Por: Marcelino Iambi/radiosolmansi com Conosaba do Porto

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