RESERVATÓRIO DE ÁGUA DE ANTULA-PIME
DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA O SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, ILÍDIO VIEIRA TÉ
POR OCASIÃO DA INAUGURAÇÃO DO DEPÓSITO DE ÁGUA PARA AS POPULAÇÕES DO BAIRRO DE ANTULA
Excelências Senhores Membros do Governo,
Excelências Autoridades Administrativas e Tradicionais,
Senhores Conselheiros e Assessores,
Senhor Director-Geral da EAGB e demais Técnicos desta Empresa,
População de Antula,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
É com um profundo sentido de dever cumprido, mas também com renovada consciência das responsabilidades que ainda temos pela frente, que hoje me junto a vós para a inauguração deste novo depósito de água destinado a servir as populações do Bairro de Antula.
Este momento não é apenas a entrega de uma infra-estrutura.
Este momento representa, acima de tudo, um acto concreto de serviço público, um sinal claro de presença do Estado e uma demonstração inequívoca de que o Governo está determinado a continuar a trabalhar para responder às necessidades reais do povo guineense.
A água potável não é um luxo.
A água potável é vida.
A água potável é saúde.
A água potável é dignidade.
A água potável é bem-estar para as famílias.
A água potável é protecção para as crianças.
A água potável é alívio para as mulheres que, durante muitos anos, carregaram sobre os ombros o peso de procurar água em condições difíceis.
A água potável é também uma base essencial para o desenvolvimento humano, para a higiene, para a prevenção de doenças e para a melhoria geral da qualidade de vida dasx̌
G nossas comunidades.
Quando uma população passa a ter melhor acesso à água, ganha a saúdefd pública, ganha a escola, ganha a família, ganha a economia doméstica e ganha a própria autoridade do Estado, porque o cidadão sente que não foi abandonado.
É precisamente este o sentido da nossa acção governativa: servir os guineenses com seriedade, com realismo e com obras concretas.
Hoje, em Antula, estamos perante o terceiro depósito de água inaugurado no quadro desta dinâmica de reforço do abastecimento.
Depois de Safim e de Bór, damos agora mais este passo importante, sabendo que Prábis seguirá brevemente o mesmo caminho.
Isto significa que não estamos perante uma iniciativa isolada.
Estamos perante uma linha de acção.
Estamos perante uma política pública.
Estamos perante uma escolha clara do Governo: investir em sectores que tocam directamente a vida das populações e devolver ao povo guineense serviços essenciais que durante demasiado tempo foram insuficientes ou precários.
O nosso compromisso é simples e firme: o Estado deve voltar a servir o povo.
E servir o povo significa levar água, energia, ordem, segurança, escolas, saúde e esperança às comunidades.
Sabemos que ainda há muito por fazer. Não ignoramos as dificuldades.
Não escondemos os atrasos acumulados ao longo dos anos.
Mas este Governo escolheu o caminho do trabalho, da acção e da responsabilidade.
Preferimos responder com realizações.
Preferimos falar através das obras.
Preferimos mostrar, no terreno, que a mudança começa quando o Estado assume a sua missão com seriedade.
Este depósito de água de Antula é, por isso, mais do que uma infra-estrutura física.
Ele é também um símbolo político e institucional.
Simboliza a vontade do Governo de estar ao lado das populações.
Simboliza uma governação orientada para resultados.
Simboliza o regresso progressivo do Estado ao serviço efectivo dos cidadãos.
Quero, por isso, felicitar todos quantos contribuíram para esta realização: os técnicos, os engenheiros, os trabalhadores, os responsáveis sectoriais, as autoridades locais e todos os parceiros que, de uma forma ou de outra, ajudaram a tornar este projecto possível.
Dirijo igualmente uma palavra especial às populações de Antula.
Este investimento é para vós.
É para melhorar a vossa vida. É para reduzir o sofrimento diário de tantas famílias.
É para que as crianças cresçam em melhores condições.
É para que as mães tenham mais segurança e tranquilidade.
É para que a comunidade viva com mais saúde e mais dignidade.
Mas quero também dizer, com toda a franqueza, que a boa conservação desta obra exige responsabilidade colectiva.
A água é um bem precioso. As infra-estruturas públicas devem ser protegidas.
O que é do Estado é de todos. E o que é de todos deve ser respeitado, preservado e valorizado por todos.
Peço, por isso, à comunidade de Antula que faça desta obra um património vivo, útil e bem cuidado.
- Que a proteja.
- Que a respeite.
- Que a utilize com sentido de responsabilidade.
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
O Governo da Guiné-Bissau vai prosseguir esta acção.
Não vamos parar aqui.
Continuaremos a trabalhar para alargar o acesso à água potável, reforçar os serviços básicos e responder, com determinação, às prioridades do povo guineense.
Safim, Bór, Antula e, em breve, Prábis, mostram que estamos a avançar.
Mostram que quando há vontade política, sentido de missão e compromisso com o interesse público, é possível fazer.
Mostram que o Governo não está parado.
Mostram que o Governo está a servir.
É esta a nossa missão.
É este o nosso dever.
É este o nosso compromisso com a Nação.
Que esta obra seja, pois, fonte de saúde, de esperança e de dignidade para as populações de Antula.
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