Atualmente, o país dispõe de cerca de 360 farmácias que funcionam de forma legal, mas desconfia-se que ainda existam dezenas operando de forma clandestina em todo o território nacional.
Estes dados foram revelados pelo Inspetor-Geral das Atividades de Saúde do Ministério da Saúde Pública, Abdalaha Umaro Candé, durante uma entrevista à Rádio Sol Mansi esta semana, sobre a proliferação de farmácias em todo o país.
Ele afirmou que, atualmente, o país não possui estatísticas precisas sobre farmácias que funcionam de forma ilegal, devido à falta de mecanismos eficazes para inspeções regionais.
˝Não temos algum conhecimento formal de farmácias ilegais em funcionamento no país˝, reafirma.
O inspetor também mencionou que a sua instituição carece de meios de locomoção para realizar inspeções em todo o território nacional, fato que dificulta o acompanhamento de várias denúncias sobre as condições das farmácias.
Além disso, a Inspeção-Geral das Atividades de Saúde enfrenta carências de recursos humanos e não dispõe de uma sede própria.
A situação das farmácias e da venda ambulante de medicamentos na Guiné-Bissau é considerada problemática e frágil, apresentando diversos desafios estruturais, regulatórios e de saúde pública.
Como forma de regularizar o setor, as autoridades guineenses já tomaram medidas importantes, principalmente o fecho de farmácias ilegais e a tentativa de modernizar o sistema. No entanto, os resultados ainda são limitados, devido à fiscalização insuficiente e às persistentes fragilidades institucionais.
Imagem: Internet
RSM: 06 04 2026

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