quinta-feira, 9 de abril de 2026

Comércio. DELEGACIA REGIONAL DE TOMBALI INTOLERANTE COM A ESPECULAÇÃO DE PREÇO DOS PRODUTOS


A Delegacia Regional do Comércio da região de Tombali alerta os comerciantes para uma política de tolerância zero no caso de venda de produtos fora do prazo de validade e da especulação de preços.

Alerta foi deixado pela delegada do Comércio, numa comunicação à imprensa em Quebo, no sul do país, onde abordou o processo de comercialização da castanha de caju e a especulação de preço de produtos de primeira necessidade na região.

Aua Sau voltou a apelar à colaboração dos produtores, comerciantes, bem como das instituições públicas e privadas da região de Tombali, no sentido de eliminar as más práticas.

“Não vamos tolerar a especulação de preços, porque a tolerância é zero. Produtos fora do prazo também têm tolerância zero. Talvez, em relação à higiene e outras questões, possamos ser mais flexíveis”, acrescentou a delegada.

No que se refere à comercialização da castanha de caju, o governo de transição fixou o preço em 410 francos CFA por quilograma. No entanto, surgem denúncias de compra do produto por apenas 250 francos CFA. A delegada do Comércio lamenta a falta de colaboração da população, uma vez que o setor não dispõe de provas concretas.

“Não posso dizer que não existe quem compre a castanha abaixo do preço fixado em 410 francos CFA por quilograma, mas a população não está a colaborar, principalmente os produtores, porque esta situação requer provas”, sublinhou Aua Sau.

A delegada regional do Comércio da região de Tombali, revelou ainda que inspetores e fiscais foram colocados em pontos estratégicos para evitar o contrabando da castanha de caju, bem como a compra abaixo do preço fixado pelo Governo.

“Neste momento, já temos inspetores e fiscais em todos os pontos estratégicos para minimizar os riscos de irregularidades neste processo da castanha de caju”, afirmou.

Importa referir que têm surgido sucessivas denúncias sobre a compra da castanha de caju abaixo dos 410 francos CFA em diferentes zonas, mas as autoridades continuam a rejeitar a existência dessa prática.

Por: Marcelino Iambi
radiosolmansi.net/

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