Desde 1969 até ao último dia da sua vida, Mário Coró dedicou-se de corpo e alma ao clube do seu coração e à sua terra natal, Mansoa. A sua história confunde-se com a própria história do Balantas de Mansoa e da cidade que tanto amou. Ao longo da sua carreira, recebeu vários convites para abandonar o clube, mas a sua fidelidade, amor e sentido de pertença falaram sempre mais alto. Escolheu permanecer ao lado do povo que o viu nascer e crescer.
Foi campeão pelo Balantas de Mansoa e representou com enorme honra e dedicação a Seleção Nacional da Guiné-Bissau, carregando sempre consigo os valores da humildade, da disciplina e do compromisso.
Depois de pendurar as chuteiras, não abandonou o futebol nem a juventude da sua terra. Continuou a servir o clube como Diretor de Campo, orientando e ensinando muitos jovens sobre os valores da vida, do respeito e da responsabilidade. Paralelamente, exerceu com grande dignidade a profissão de professor primário na cidade de Mansoa, contribuindo para a formação de várias gerações.
Mário Coró foi um homem de rara humildade, de trato fácil, sincero e sempre próximo das pessoas. Era difícil vê-lo zangado com alguém. A sua simplicidade e o seu caráter fizeram dele uma figura respeitada e admirada por todos.
Faltam palavras e adjetivos para descrever a grandeza humana e desportiva de Mário Coró. A sua partida deixa o futebol nacional mais pobre, mas o seu legado permanecerá eternamente vivo na memória do povo de Mansoa, da família Balantas e de todos os amantes do futebol guineense.
Hoje, despedimo-nos não apenas de um antigo jogador, dirigente e professor, mas de um símbolo, de um exemplo de fidelidade, dedicação e amor à sua terra.

Sem comentários:
Enviar um comentário