terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Apresentação oficial da obra Clemência à Geração Pau de Sangue, do escritor guineense Eng. Manuel da Costa


Exmo(a) Senhor(a),

O autor, a Nimba Edições e a Associação Caboverdeana têm a honra de convidar a Ex.ª para a apresentação oficial da obra Clemência à Geração Pau de Sanguedo escritor guineense Eng. Manuel da Costa.

Uma obra de reflexão literária, histórica e social.

Este romance inscreve-se no espaço das obras literárias que ultrapassam o registo ficcional convencional, afirmando-se como um exercício de reflexão crítica, memória histórica e análise social. A narrativa projeta o leitor para um dos períodos mais sensíveis da história recente da Guiné-Bissau - a Transição Política - marcada por profundas tensões institucionais, transformações sociais e desafios estruturais.

Através de uma escrita deliberadamente direta, clara e desassombrada, Manuel da Costa constrói uma obra que examina, com lucidez e rigor narrativo, as dinâmicas que envolveram a exploração intensiva dos recursos florestais, particularmente do pau-de-sangue. Este elemento central da narrativa assume-se simultaneamente como símbolo económico, político e social, permitindo uma leitura mais ampla dos fenómenos que moldaram o período retratado.

Clemência à Geração Pau de Sangue propõe uma abordagem que recusa simplificações fáceis. O romance não procura julgamentos sumários, mas antes a compreensão crítica das circunstâncias, das escolhas individuais e das fragilidades sistémicas que caracterizam contextos de instabilidade. As personagens, construídas com densidade humana e verossimilhança social, refletem os dilemas, as contradições e as tensões éticas vividas por uma geração confrontada com realidades complexas.

A obra assume igualmente uma dimensão de particular importância contemporânea: a reflexão sobre sustentabilidade, património natural e responsabilidade intergeracional. A devastação ambiental, aqui retratada, é apresentada como fenómeno que transcende o imediato, convocando uma consciência coletiva sobre os impactos sociais, ecológicos e civilizacionais associados à gestão dos recursos naturais.

Ao integrar referências culturais e contos tradicionais, o romance reforça a sua profundidade identitária, estabelecendo pontes entre memória, tradição e contemporaneidade, e ampliando o seu alcance pedagógico e simbólico.

Mais do que uma obra literária, Clemência à Geração Pau de Sangue afirma-se como um contributo relevante para o debate intelectual, social e institucional. Trata-se de um romance que interpela o leitor, estimula a reflexão crítica e promove uma leitura lúcida das interações entre poder, ética, economia e sociedade.

Neste lançamento, celebramos não apenas um livro, mas uma obra que convida à análise, à memória e à consciência.

Dia 25 de fevereiro | 18H00 | Associação Caboverdeana

Local: Rua Duque de Palmela, n.º 2, 8º andar | 1250-098 Lisboa


Com os melhores cumprimentos,

Carla N.

Direção Comercial

Governo da Guiné-Bissau transferiu hoje para Dakar cinco feridos graves que estavam internados no Hospital Nacional Simão Mendes, provocada pela tragédia que aconteceu na cidade de Bafafá











PAIGC ACUSA AUTORIDADES DE TRANSIÇÃO DE IMPEDIREM SAÍDA DO PAÍS DO SEU DEPUTADO


O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou, esta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o que classificou como um “impedimento ilegal” à saída do território nacional do deputado da Nação Octávio Lopes, ocorrido no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

Segundo um comunicado de repúdio e condenação política divulgado pelo Secretariado Nacional do partido, Octávio Lopes — que é igualmente mandatário nacional do candidato presidencial Fernando Dias da Costa — foi impedido de viajar para Dakar, no Senegal, num voo regular da companhia ASKY, apesar de se encontrar na posse de todos os documentos legalmente exigidos.

De acordo com o PAIGC, o impedimento terá sido executado pelos Serviços de Migração e Fronteiras, sem a apresentação de qualquer mandado judicial ou decisão administrativa escrita, tendo sido alegadamente invocada apenas uma “ordem superior”.

Para o partido, a situação configura um caso de “abuso de poder”, constituindo uma violação das liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República, bem como uma afronta às imunidades e prerrogativas parlamentares.

O PAIGC sustenta ainda que o episódio não é isolado, enquadrando-o num alegado “padrão sistemático de perseguição política”. A este respeito, recorda os acontecimentos de 26 de novembro de 2025, data em que Octávio Lopes foi detido durante 43 dias, juntamente com Domingos Simões Pereira, presidente da Assembleia Nacional Popular e do PAIGC, Roberto Mbesba, dirigente do PRS, e, posteriormente, Marciano Indi, deputado da Nação e da CEDEAO.

Segundo o partido, nunca foi comunicado ao deputado qualquer fundamento legal para a sua detenção ou posterior libertação, nem existe, até ao momento, processo judicial ou medida restritiva que limite a sua liberdade de circulação.

Por essa razão, o PAIGC considera que as detenções ocorridas em novembro de 2025 representaram “um dos momentos mais graves de retrocesso das conquistas democráticas” no país e entende que o episódio desta terça-feira demonstra a continuidade de uma alegada lógica de intimidação política.

No documento, o partido alerta ainda para “uma escalada de restrições ilegais e perseguições contra dirigentes políticos”.

Por: Tiago Seide
odemocratagb

Caso Bubo Na Tchuto: PROMOTORIA MILITAR PEDE SEIS ANOS DE PRISÃO E DEFESA REQUER ABSOLVIÇÃO



A Promotoria da Justiça Militar do Tribunal Militar Superior solicitou uma pena de seis anos de prisão efetiva para o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, pelo seu alegado envolvimento na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 1 de fevereiro de 2022.

De acordo com a promotoria, os factos constantes do processo demonstram a presença do contra-almirante no aquartelamento da Marinha de Guerra Nacional no dia dos acontecimentos.

Segundo o Tribunal Militar, Bubo Na Tchuto terá solicitado a abertura do depósito de armamento no momento em que decorria o ataque ao Palácio do Governo, onde se encontrava o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

A defesa do contra-almirante, representada pelo advogado Marcelino Intupe, rejeitou o pedido da promotoria da Justiça Militar, alegando que as acusações carecem de provas, e requereu a absolvição do seu constituinte.

Marcelino Intupe falava aos jornalistas na terça‑feira, 24 de fevereiro de 2026, à saída da audiência de alegações finais do julgamento do caso de 1 de fevereiro de 2022, cujo processo decorre há cerca de cinco meses.

O advogado afirmou que a promotoria está a agir de forma contraditória, sustentando que a lei não permite que essa instância apresente alegações finais, uma vez que não foi a autora das investigações, competência que, segundo disse, pertence exclusivamente ao Ministério Público.

“Compete apenas ao Ministério Público sustentar as acusações, caso o processo decorresse no seu âmbito normal”, declarou.

Segundo Intupe, o Código de Justiça Militar, no artigo 117.º, alínea g), estabelece que apenas a entidade que realizou a investigação pode sustentar a acusação. “Não se pode sustentar uma acusação sem ter conduzido a investigação”, afirmou.

“Por isso, invocámos questões prévias e contrariámos a intenção da promotoria, demonstrando que está a violar a lei. A promotoria está a brincar com o pedido de seis anos de prisão efetiva. É provável que tenha consultado alegações de outro processo”, frisou.

O advogado informou ainda que existem contradições nos depoimentos das testemunhas e ausência de provas consistentes. Acrescentou que a pessoa referida no processo como tendo sido solicitada por Bubo Na Tchuto para abrir o depósito de armamento não era o responsável pelas chaves.

Segundo explicou, o responsável pelas chaves foi nomeado pelo próprio acusado, o que torna improvável que este se dirigisse diretamente a outra pessoa para esse efeito.

“Foi alegado que o contra-almirante destruiu a cancela do aquartelamento da Marinha de Guerra Nacional, mas isso foi desmentido em tribunal. Bubo Na Tchuto deslocou‑se à Marinha porque o seu carro tinha caído numa valeta. O vice‑chefe do Estado‑Maior da Marinha declarou que informou o chefe do Estado‑Maior, mas essa versão foi contrariada por outras testemunhas”, afirmou.
Segundo Intupe, a promotoria baseou todo o seu argumento apenas na versão do vice‑chefe do Estado‑Maior, sem sustentação suficiente, uma vez que as suas declarações foram contraditas. “Ele afirmou que Bubo Na Tchuto foi escoltado por um homem armado, mas o chefe do Estado‑Maior da Marinha declarou que essa pessoa não portava qualquer arma”, sublinhou.

Marcelino Intupe disse não ver fundamentos legais para a condenação do seu cliente a seis anos de prisão efetiva e garantiu que irá recorrer caso o pedido da promotoria seja aceite.

“Espero que o tribunal decida com base na lei e na experiência. O meu constituinte conhece bem a Marinha e, se tivesse a intenção de assaltar uma unidade militar de elite, não o faria apenas com três homens”, concluiu.

Entretanto, a decisão final do Tribunal Militar Superior deverá ser conhecida no prazo de 30 dias. A defesa, no entanto, defende que o acórdão seja proferido em 15 dias, “conforme recomenda a lei”.

Por: Jacimira Segunda Sia
odemocratagb

«Comunidade Guineense no Porto de Luto!» Faleceu ontem (dia 23/02/2026), o nosso irmão/amigo, Alexandre Soares Tavares, mais conhecido por: "Tchando", vivia mais de 4 décadas em Portugal

 
A vida, as vezes, é injusta demais como quando é tirado de nós alguém especial como ele!

Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que lhe ilumine e lhe dê paz no seu reino!

Os antigos jogadores guineenses no Porto, dá os sentimentos a toda a família nesta hora tão difícil.

De momento, os restos mortais do falecido se encontram no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) - Delegação do Norte (Porto), o processo segue procedimentos legais específicos para a libertação do corpo.

Pate Cabral Djob

«24/02/2025» Ilídio Vieira Té, Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, preside neste momento à reunião do Conselho de Ministros.

 


24/02/2026 - Comunicado do Conselho de Ministros - Guiné-Bissau

  






24 02 2026 JULGAMENTO DE BUBO NA TCHUTO NO TRIBUNAL MILITAR

 

«MINISTERIO DA SAÚDE PÚBLICA» Direitor Geral do Hospital Nacional Simão Mendes pedio mais apoio para salvar vidas dos pacientes vitimado pelo explosão de posto de venda de combustível em Bafatá.

Malam Sabali agradeceu o governo pelo esforço que tem feito, Sabal agradeceu também AIDA, SÓNIA e entre outros.

Na mesma ocasião Sabali agradeceu o Ministro da saúde pública Dr Quinhin Nantote que dia e noite está sempre presente na busca de salvar vidas das pessoas que estão enternado na Simão Mendes e Bafata.
Por." gabinete de Comunicação Minsap GW

eve lugar, no dia 12 de fevereiro, no bairro de Quelele, em Bissau, a apresentação pública do guião cinematográfico de BAMBARAM, futura curta-metragem dos realizadores guineenses Flora Gomes e Suleimane Biai.

 A programação incluiu ainda a atuação do grupo Os Fidalgos e a exibição da curta-metragem de Flora Gomes "As Pegadas do Passado", homenageando a trajetória e o legado do cineasta guineense.

O evento reuniu diversas personalidades do setor cultural e artístico da Guiné-Bissau, num momento de celebração da criação cinematográfica e de reflexão sobre a memória, a identidade e a expressão cultural. O Embaixador de Portugal em Bissau esteve presente na sessão, realçando a importância da cooperação cultural e do apoio à produção artística nos PALOP.
A iniciativa contou com o apoio do PROCULTURA, programa financiado pela União Europeia
🇪🇺
e cofinanciado e gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
🇵🇹
, bem como pela Fundação Calouste Gulbenkian, reforçando assim o compromisso com a promoção da diversidade cultural e o fortalecimento das indústrias criativas nos PALOP e em Timor-Leste.

A Direção Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) reforçou hoje a sua capacidade institucional com a entrega de motorizadas às Repartições Regionais.

O ato foi presidido pelo Diretor-Geral, Dr. Uffé Vieira, e visa fortalecer os meios logísticos das estruturas regionais, permitindo uma melhor cobertura das ações de cobrança e coleta de receitas nas respetivas áreas fiscais.
Dr. Uffé Vieira afirmou que as repartições fiscais das regiões têm desempenhado um papel fundamental no aumento das receitas do Estado, especialmente em zonas com elevado potencial de crescimento comercial.
Este reforço logístico contribuirá para maior eficiência, maior proximidade com os contribuintes e para a melhoria contínua da arrecadação fiscal.

DGCI
Radio TV Bantaba

 

LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS APELA À EVACUAÇÃO URGENTE DE VÍTIMAS DO INCÊNDIO EM BAFATÁ


A Liga Guineense dos Direitos Humanos apela às autoridades nacionais para que evidenciem esforços no sentido de evacuar para hospitais especializados as pessoas que ainda continuam internadas no Hospital Nacional Simão Mendes, vítimas do incêndio ocorrido numa bomba de combustível na cidade de Bafatá.

O apelo da Liga dos Direitos Humanos foi feito através de uma mensagem gravada pelo responsável do Gabinete de Comunicação e enviada à Rádio Sol Mansi, num momento em que foram oficialmente contabilizadas oito vítimas mortais e três pessoas ainda em estado crítico nos cuidados intensivos do Hospital Simão Mendes.
Guerri Gomes Lopes disse que o número de mortes está a aumentar de forma preocupante e, por isso, é urgente que as vítimas sejam transferidas para uma clínica ou hospital especializado.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos afirma estar a acompanhar a situação com muita tristeza e preocupação e, por isso, apela a um apoio massivo para que as vítimas possam receber um tratamento adequado.
Guerri Gomes Lopes incentiva as autoridades guineenses a definirem estratégias para melhorar a regulamentação e a abertura de espaços de venda de produtos inflamáveis, alertando que, se não forem tomadas medidas urgentes, o país poderá vir a enfrentar situações ainda mais graves.
O incêndio aconteceu no passado dia 13, na cidade de Bafatá, quando uma bomba de combustível, que funcionava no interior de uma residência, foi tomada pelo fogo. As chamas estavam descontroladas e os bombeiros tentaram combatê-las, mas sem sucesso.
A população também tentou ajudar, mas, na sequência do incidente, registaram-se mais de 170 feridos. Desses, 19 foram transferidos para Bissau e, até ao momento, morreram oito pessoas.
Em Bafatá, alguns preferiram permanecer em casa para tratamento tradicional, mas vários tiveram de regressar ao hospital devido ao agravamento do seu estado de saúde.

RSM: 24 02 2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

GOVERNO DE TRANSIÇÃO REFORÇA CONTROLO DAS DESPESAS E MANTÉM PAGAMENTO PRESENCIAL

O Primeiro-Ministro de Transição afirmou que, está a conduzir o período de transição com grande desafio e responsabilidade histórica, sublinhando que o país precisa mais do que nunca, de serenidade e diálogo.
A declaração foi feita hoje, no balanço dos 100 dias de governação do Governo de Transição, que aproveitou para anunciar igualmente que, o pagamento presencial vai continuar a
ser efetuado para todos os ministérios.
Ilídio Vieira Té disse que este não é um tempo de protagonismo político, mas sim, um tempo de trabalho em prol do país.
Durante a conferência de imprensa para o balanço dos 100 dias, o chefe do executivo afirmou que o seu governo está a reforçar o controlo das despesas, a melhorar a arrecadação de receitas e a restaurar a confiança dos parceiros internacionais.
Ilídio Vieira Té esclareceu ainda a questão do pagamento presencial que tem estado verificar no país, se trata de uma medida administrativa, destinada ao controlo dos efetivos da Administração Pública.
O Chefe do Executivo de Transição referiu-se também aos acontecimentos de 26 de novembro, que segundo ele visam preservar a estabilidade nacional, e evitar riscos de divisão social. Acrescentando que o Governo vai combater qualquer instrumentalização política de diferenças étnico-tribais.

RSM: 23. 02. 2026

Guiné-Bissau: Conselho Nacional de Transição dá posse à nova presidente da CNE

DW Português para África

ILÍDIO VIEIRA TÉ FAZ BALANÇO DE 100 DIAS E DEFENDE GOVERNO INCLUSIVO E ACIMA DE INTERESSES POLÍTICOS

O Balanço feito pelo Sr. Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, o 100 dia de governação.

Aly Silva
O primeiro‑ministro de transição, Ilídio Vieira Té, defendeu que o governo deve estar acima de qualquer disputa política e garantiu que o executivo está a trabalhar para reforçar a disciplina institucional e a confiança da população.

“É importante dizer aos guineenses, com honestidade, que cem dias não resolvem problemas acumulados ao longo de décadas. São problemas estruturais. No entanto, mostramos o caminho que queremos seguir e, nos momentos difíceis que o país atravessa, fomos incumbidos da nobre missão de construir um governo inclusivo de transição, com um mandato específico, claro e devidamente delimitado”, afirmou.

Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas esta segunda‑feira, 23 de fevereiro de 2026, durante uma conferência de imprensa dedicada ao balanço dos cem dias da governação de transição militar.

Segundo o primeiro‑ministro, este período deve ser encarado como uma fase de estabilização, organização e definição de um novo rumo para o país. O chefe do executivo explicou que o governo assumiu funções num contexto particularmente sensível, na sequência de um golpe de Estado militar, com a missão de preservar a integridade nacional, restaurar a confiança nas instituições e permitir que o Estado volte a funcionar com normalidade.

Para o governante, os cem dias de governação foram orientados por uma ideia simples: estabilizar e reformar, com o objetivo de desenvolver o país.

Ilídio Vieira Té afirmou ainda que encarou, a título pessoal, o período de transição como um grande desafio e uma responsabilidade histórica, sublinhando que a Guiné‑Bissau precisava — e continua a precisar — de serenidade e diálogo.

“O contexto é outro. Este não é o tempo de protagonismo político, mas sim de trabalho para o país”, disse, acrescentando que o balanço do governo assenta em três pilares fundamentais: estabilidade política, responsabilidade financeira e autoridade e funcionamento do Estado, assegurando simultaneamente a continuidade institucional num governo de inclusão.

Sublinhou que o diálogo não é sinal de fraqueza, mas sim uma força do executivo. No domínio financeiro, reconheceu que o governo encontrou as finanças públicas sob forte pressão, mas definiu como prioridade o pagamento atempado de salários e o controlo rigoroso das despesas, de forma a garantir qualidade na execução orçamental e reforçar a credibilidade governativa junto dos parceiros internacionais.

No terceiro pilar, destacou a autoridade e o funcionamento do Estado, reiterando que o governo deve estar acima das disputas políticas. Segundo disse, o executivo tem trabalhado para restabelecer a disciplina institucional e reforçar a confiança da população.

O primeiro‑ministro reafirmou ainda o compromisso de corresponder à confiança do Alto Comando Militar (ACM) e, sobretudo, do povo guineense, assumindo o dever de promover a paz, a convivência democrática, o patriotismo e o desenvolvimento do país.

No plano económico, Ilídio Vieira Té disse que o governo está a trabalhar para criar um ambiente favorável ao investimento e ao crescimento do setor privado, com vista à criação de mais empregos. Defendeu, nesse sentido, maior união na Câmara de Comércio, Indústria e Artesanato (CCIA), que, segundo afirmou, deve ser dirigida por uma única liderança para garantir estabilidade interna.

Garantiu que os problemas existentes na CCIA não comprometem a campanha de comercialização da castanha de caju e assegurou que o governo estará oficialmente envolvido na abertura da campanha deste ano, que prevê ser mais bem‑sucedida. Informou ainda que equipas técnicas já se encontram no terreno para evitar constrangimentos.

Questionado sobre um eventual recenseamento eleitoral de raiz, o primeiro‑ministro afirmou que o governo defende uma atualização progressiva do recenseamento, por ser mais rápida, económica e eficiente, permitindo eleições mais credíveis.

Ilídio Vieira Té negou igualmente que o Banco Mundial tenha abandonado a Guiné‑Bissau em termos de financiamento, esclarecendo que existe uma cooperação técnica contínua e um processo normal de avaliação com os parceiros internacionais. Destacou, nesse contexto, que a última avaliação realizada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi positiva.

“O país está a recuperar a sua credibilidade a nível internacional. O governo continuará a dialogar com os seus parceiros e a trabalhar para atrair mais financiamentos para o desenvolvimento”, assegurou.

Por: Jacimira Segunda Sia
odemocratagb

A Câmara de Comércio Portugal/China para Pequenas e Médias Empresas (PME), com sede em Lisboa, assinou um protocolo de acordo com a Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) da Guiné-Bissau.

TV O PAÍS# Hamadi Candé

CALILO MANÉ é o novo treinador da equipa de Gabú

 

Mudança de cadeiras no Clube Desportivo de Gabu depois do Futebol Clube de Cuntum é a vez de Gabu mudar do Treinador.

CALILO MANÉ é o novo treinador da equipa de Gabú
Após duas épocas de ausência, o técnico acertou com a direção para treinar a equipa pelo resto da temporada.
O treinador voltou a casa que bem conhece.
TV O PAÍS Umaro Djaló

O deputado do parlamento da CEDEAO Manuel Nascimento Lopes Os militares devem manter-se estruturados e focados na sua missão constitucional.

TV O PAÍS#Hamadi Candé

Guiné-Bissau pode receber mais três milhões de dólares, de Acordo de Facilidade de Crédito com o FMI

fev. 23, 2026

(ANG) – A Guiné-Bissau poderá receber um desembolso de aproximadamente 3,3 milhões de dólares, por parte do Fundo Monetário Internacional(FMI), após um acordo alcançado entre as partes a nível técnico sobre políticas económicas que poderão apoiar a 9ª e a 10ª Revisões do Acordo de Facilidade de Crédito Alargada (ECF).

Segundo o Jornal Nô Pintcha que cita o comunicado do FMI, divulgado no termo de uma missão ao país, que decorreu de 3 à 13 de Fevereiro corrente, o referido acordo está sujeito à aprovação da Administração e do Conselho Executivo da instituição e depende da implementação das ações “prévias acordadas”.

O mesmo comunicado indica que, na sequência do acordo alcançado em Outubro de 2025 para a Nona Revisão, a implementação do programa em algumas áreas foi adiada devido ao golpe militar de Novembro último.

“Apesar do referido desenvolvimento e do aumento das restrições financeiras, o Governo de Transição demonstrou um forte compromisso com os objetivos do programa apoiado pelo ECF”, refere o FMI.

Ainda no comunicado, o FMI revela que foi alcançado um acordo para prorrogar o programa apoiado pela ECF por cinco meses, até 29 de Dezembro de 2026, visando consolidar as políticas económicas e apoiar a implementação do orçamento de 2026, considerado fundamental . para manter a sustentabilidade da dívida.

O Chefe da Missão de FMI para Guiné-Bissau, Niko Hobdari, discutiu no país, nesse período, com as autoridades guineenses as políticas macroeconómicas no contexto da 9ª e 10ª revisões do acordo ECF.

Niko Hobdari declarou que a conclusão das revisões pelo Conselho Executivo do FMI permitirá o desembolso de cerca de 3,3 milhões de dólares, elevando o total de financiamento ao abrigo do acordo para quase 51,6 milhões de dólares.

Segundo o Chefe da Missão, o crescimento económico em 2025 está estimado em 5,5%, apoiado pela forte produção de caju e pela evolução favorável dos termos de troca, sendo que a inflação média diminuiu para 0,9%, refletindo os preços mais baixos dos alimentos.

“Apesar de a dívida pública ter diminuído para 74,3% do PIB, o FMI acredita que a consolidação orçamental sustentada e políticas de endividamento prudentes são fundamentais para manter a dívida pública numa trajetória de declínio firme, a médio prazo”, refere o comunicado.

ANG/MI/ÂC//SG

O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau realizou, na manhã de hoje, uma visita oficial à cidade de Bolama, onde manteve encontros com as autoridades locais.


Durante a visita, foi apresentada a maquete do projeto de reabilitação do histórico Império Ulisses Grant, uma obra que visa recuperar e valorizar este importante património arquitetónico da cidade.

Recorde-se que Bolama foi a antiga capital da então Guiné Portuguesa, desempenhando um papel central na história do país. Contudo, ao longo de vários anos, a cidade tem enfrentado uma situação de abandono e esquecimento, com muitos dos seus edifícios históricos a necessitarem de reabilitação urgente.

A iniciativa representa um passo significativo para a preservação do património histórico e cultural de Bolama, contribuindo igualmente para o desenvolvimento local e para a valorização da identidade nacional.

Venâncio Cabral



Declarações à imprensa do director do Hospital Nacional Simão Mendes.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna: um polícia “do lado da solução”, frontal e sem medo

Luís Neves havia sido reconduzido à liderança da PJ em 2021, ainda durante a governação do PS, e novamente no fim ano passado. Foto: Reinaldo Rodrigues

Da Polícia para a Política. Inesperada, a escolha do homem que revolucionou a Judiciária. A meio do terceiro mandato como diretor nacional, Luís Neves deixa uma PJ fortalecida.

Ao fim de quase três décadas ao serviço da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, com 60 anos, prestígio consolidado na sua carreira, será o próximo Ministro da Administração Interna (MAI). "O Presidente da República aceitou a proposta do Primeiro Ministro de nomeação do Dr. Luís Neves como Ministro da Administração Interna", publica Belém neste sábado na sua página oficial, avançando que a tomada de posse terá lugar na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro.

Vindo do coração do investigação criminal, assume agora a tutela política de todas as forças de segurança. Sobre Luís Neves, Marcelo Rebelo de Sousa disse que tinha sido “uma das melhores escolhas” de António Costa, quando o nomeou para o cargo em 2018, sublinhando, na recente cerimónia dos 80 anos da PJ, que este tem protagonizado uma “grande liderança”. Luís Neves foi reconduzido em 2021, ainda durante a governação do PS, e novamente no fim ano passado, pelo anterior Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, com a atual ministra da Justiça, por mais três anos.

Deixando a PJ fortalecida, este polícia, que fez do combate ao discurso do ódio e à corrupção as suas batalhas pessoais, entra no Governo num momento em que a segurança, associada a populismos radicais, se tornou uma arma de arremesso político.

Restaurar a confiança nas instituições do setor será um dos seus maiores desafios, numa altura de escassez de efetivos nas forças de segurança também associada a organizações pouco flexíveis, de reconfiguração do modelo de segurança fronteiras, de fenómenos climáticos extremos e exporem as fragilidades da capacidade de resposta do sistema de proteção civil.

Luís António Trindade Nunes das Neves, formado em Direito, começou na advocacia e entrou na PJ em 1995. Destacou-se no combate ao banditismo, criminalidade violenta e terrorismo.

Em 2009, assumiu a liderança da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT), onde dirigiu operações de grande impacto — da investigação da ETA, ao processo do espião do SIS condenado por vender segredos à Rússia, do caso Tancos aos skinheads, Rei Ghob, Hell Angels, e redes de tráfico de seres humanos. Mais recentemente, deu a cara pela grande operação contra o grupo neonazi 1143, desencadeando várias ameaças contra si nas redes sociais.

Herdou há sete anos uma PJ fragilizada: quadros envelhecidos, falta de investimento e tensões internas. Quando foi nomeado, fontes da PJ ouvidas pelo DN garantiam que se havia alguém capaz de motivar e inspirar a desgastada Judiciária, era ele mesmo."Incansável, determinado, implacável e às vezes obsessivo com as investigações. Não deixa ninguém desistir, mesmo que pareça que não há forma de provar o crime", revela um inspetor que trabalhou na UNCT.

Na altura, o nome escolhido pelo governo de António Costa teve a aprovação do PSD e do CDS, que elogiaram o seu profissionalismo. "Um operacional que nunca vira a cara e um homem seguro na missão de nos dar confiança", sublinhou Fernando Negrão, à época presidente da bancada social-democrata, que foi também diretor nacional da PJ.

Nuno Magalhães, na altura líder do grupo parlamentar do CDS, conhecia-o desde o Euro 2004 e considerava-o “uma pessoa de elevada competência, com um curriculum invejável". Foi no Euro 2004 que Luís Neves ganhou um cognome, que ainda perdura em alguns círculos: "o diplomata". "Nas reuniões com as outras polícias, tenta sempre fazer pontes, valorizar o trabalho de cada um", contou um oficial da GNR que pertenceu ao Sistema de Segurança Interna.

A transformação foi profunda. Sob a sua liderança, a Judiciária mais que duplicou o número de inspetores, reforçou os seus peritos, digitalizou processos e aumentou a presença internacional. A PJ tornou-se interlocutora de peso nos fóruns europeus e liderou conferências como a Metadata Law Enforcement Conference (sobre os metadados), que resultou na Declaração de Lisboa assinada por cerca de três dezenas de chefes de polícia europeus.

Uma conquista poderosa foi a de ter conseguido, em finais de 2023, o aumento do suplemento de missão da PJ para cerca de 1000 euros para a carreira de investigação criminal, o que resultou também numa onda de protestos das restantes polícias e também a alguma atualização dos seus suplementos – uma matéria que continua em negociações com os sindicados e na qual, certamente, Luís Neves, terá uma palavra a dizer.

Mas uma característica que mais marcou o estilo de Luís Neves foi a sua frontalidade. Numa intervenção na Conferência do Diário de Notícias em 2025 que se tornou viral, não hesitou em contrariar a escalada de discurso contra a imigração que estava a alimentar o ódio. Atribuiu à “desinformação” a perceção de insegurança reclamada por alguns líderes políticos e explicou que era preciso “fazer a destrinça entre os criminosos estrangeiros que usam Portugal para a sua prática" e os imigrantes.
Reafirmou discurso

Estas declarações levaram-no depois ao Parlamento, a requerimento da Iniciativa Liberal onde, perante os deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, reforçou as suas ideias. “Combater o discurso de ódio é uma missão de todos. (…) Temos muitas fake news, muita desinformação, muito racismo, que são a base dos crimes de ódio”, enfatizou.

Questionado pelo DN, na entrevista exclusiva que assinalou os 80 anos da PJ, em outubro passado, sobre porque tinha decidido intervir no espaço público daquela forma, explicou: “Não prescindo dos meus direitos de cidadania, nem de dizer o que penso, nas esferas e nos temas que considero relevantes. (…) Senti que havia um foco demasiado extremado em determinados discursos. Nas redes sociais há hoje uma violência verbal tremenda, uma violência contra todas as formas de diversidade humana: de género, de raça, de religião, de opinião política. Vemos assomos de masculinidade tóxica que perseguem mulheres só por serem mulheres; ataques raciais, religiosos, ideológicos. Isso está a crescer e a transbordar para a violência quotidiana, individual e coletiva. E essa violência leva ao cometimento de crimes sérios, com mais violência na ação, com mais facas a serem utilizadas por vezes por membros da comunidade muito jovens. Ora, como diretor nacional, e tendo informação sustentada, tinha a obrigação de partilhar essa análise”.

Aliás, no seu primeiro discurso como diretor nacional, não escondeu quais eram as suas preocupações. Nesse ano, comemoravam-se os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 40 anos da Adesão de Portugal à Convenção Europeia de Direitos Humanos e a PJ convidou, pela primeira vez num evento desta natureza, comunidades religiosas (católica, islâmica, judaica e ismaelita), associações (SOS Racismo, ILGA, Mulheres contra a Violência, APAV) e organizações (Observatório para o Tráfico de Seres Humanos).

Luís Neves começava a marcar a sua liderança. “Não pactuamos com intolerância e somos e seremos firmes perante os crimes de ódio, enfrentando todas as formas de extremismo de natureza criminal fundadas em preconceitos ou motivos ideológicos e confessionais”, afiançou.

No seu percurso, Neves provou ser um líder que está “do lado da solução”, como o próprio assinalou em intervenções públicas. Conseguiu resolver desafios complexos – por exemplo, integrou os inspetores do extinto SEF nos quadros da PJ, evitando um impasse e “salvando” o então MAI José Luís Carneiro de um problema difícil de gerir.

Fez também parte da solução, juntamente com o ex-secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), embaixador Paulo Vizeu Pinheiro, quando conseguiu um acordo para que os Gabinetes Europol e Interpol, que estavam da PJ, fossem integrados no Ponto Único de Contacto para a Cooperação Policial Internacional no SSI.

Na recente tomada de posse de diretores da PJ, a 5 de fevereiro, fez um discurso sobre liderança, responsabilidade e coragem moral. “Nunca tenham medo de avançar. O insucesso é garantido [se não avançarmos]. Se não ousarmos fazer, garantidamente não conseguiremos alcançar os objetivos”, afirmou. E insistiu: “Nunca tenham medo de falhar. Se não ousarmos fazer, falhámos à nascença. Se não ousarmos escrever, morremos à nascença. Se não ousarmos fazer fora da caixa, morremos à nascença.”

Não teme correr riscos em nome dos valores em que acredita e arrisca, por vezes, ser mal compreendido, como quando foi, perante as câmaras, defender Fernando Gomes, na cerimónia de tomada de posse no Comité Olímpico Português.

Perfil

De personalidade forte e reivindicativa, autónomo, pode enfrentar algumas resistências iniciais na gestão política. No entanto, como já foi escrito em editorial neste jornal, antes de ser conhecido o nome de Luís Neves, “Luís Montenegro pode ter aqui uma oportunidade única de mudar o paradigma: pensar o sistema de segurança nacional a 10 anos, não apenas até ao próximo ciclo eleitoral. Esta é uma missão de serviço público puro, que exige coragem moral, competência técnica e autoridade serena. Com polícias melhor organizadas e uma Proteção Civil verdadeiramente eficaz, quem sabe, no final da história, os argumentos para o crescimento do populismo se desarmem perante a confiança dos cidadãos. Não por apelos ideológicos, mas por respostas concretas. Vestir a farda de Portugal, nesta missão, é proteger, reformar, antecipar e servir com determinação”.

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