Maria de Fátima Jardim, secretária-executiva da CPLP. RFI/Miguel Martins
A secretária-executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, disse, esta quinta-feira, que a organização está a acompanhar a situação na Guiné-Bissau e reafirmou o desejo de enviar uma missão de bons ofícios para o país. Falamos de uma missão que tem “vários níveis”, mas cuja data de início ainda não foi revelada. A responsável disse ainda que a CEDEAO não está a actuar sozinha.
Maria de Fátima Jardim reiterou que a CPLP continua a acompanhar a situação no país e que quer estabilidade e um desfecho democrático para a Guiné-Bissau e que "o povo da Guiné-Bissau continuará a ter o suporte incontestável da CPLP e desta presidência".
A secretária-executiva pediu ainda que a Constituição do país, em vigor antes das eleições, seja respeitada e que os "detidos sejam imediatamente libertados".
A responsável da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa falou ontem, na capital portuguesa, ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Bendito Freitas.
Timor-Leste assumiu, em dezembro passado, a presidência rotativa da CPLP, depois da Guiné-Bissau ter sido retirada dessa função pelos chefes de Estado e de governo, devido ao golpe de Estado em novembro passado, no país. Desde então, a Guiné-Bissau está mergulhada numa crise política sem precedentes, com o general Horta Inta-A, ex-chefe do Estado-Maior do Presidente deposto, à frente da Junta Militar no país.
Recorde-se ainda que o Presidente em exercício da CEDEAO liderou, este fim-de-semana, uma missão a este país africano, para dialogar com a Junta Militar, tendo transmitido às autoridades no poder aquilo que foi decidido pela organização regional, durante a a 68.ª reunião em Abuja, capital da Nigéria.
Nesse comunicado, a organização rejeitou o "programa de transição anunciado pelos líderes militares" após o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 e exigiu a libertação imediata de todos os detidos políticos, bem como "uma transição de curta duração, liderada por um Governo inclusivo que reflita a diversidade política e social do país".
Lusa
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