sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

PADRE AUGUSTO MUTNA TAMBÁ ABORDA O RISCO DE EXTREMISMO ÉTNICO-RELIGIOSO E APELA À COESÃO SOCIAL E À CONVIVÊNCIA PACÍFICA NA GUINÉ-BISSAU



O vice-presidente da União Regional dos Padres da África Ocidental (URPAO), Padre Augusto Mutna Tambá, dirigiu uma mensagem de reflexão e apelo à coesão social, à convivência pacífica e ao reforço do diálogo entre os diversos atores da vida nacional, num momento marcado por desafios políticos e sociais na Guiné-Bissau.
Dirigindo-se aos líderes políticos, militares, religiosos, tradicionais e à sociedade civil, o sacerdote sublinhou a importância de preservar um clima de respeito mútuo, moderação no discurso público e valorização da diversidade cultural, étnica e religiosa que caracteriza o país.
Padre Augusto Mutna Tambá recordou que a história da Guiné-Bissau é marcada por exemplos de solidariedade e convivência harmoniosa entre diferentes comunidades, salientando que a construção do país sempre assentou na partilha, na tolerância e no sentido de pertença a uma mesma nação.
Enquanto coordenador da Associação do Clero Diocesano da Guiné-Bissau, o sacerdote manifestou atenção às dinâmicas atuais da vida política e social, defendendo a necessidade de maior serenidade, escuta mútua e responsabilidade coletiva na abordagem das diferenças, de forma a evitar tensões desnecessárias.
O sacerdote considerou que a unidade nacional constitui um valor fundamental para a estabilidade, a democracia e o desenvolvimento, lembrando que os processos políticos ganham maior solidez quando promovem inclusão, participação e confiança entre os cidadãos.
Na sua mensagem, destacou a importância de substituir atitudes de confronto por uma cultura de diálogo, reconciliação e entendimento, colocando sempre o interesse nacional acima de qualquer forma de divisão.
Padre Augusto Mutna Tambá referiu ainda que a promoção da paz social passa por iniciativas de diálogo nacional amplas, responsáveis e inclusivas, capazes de criar pontes, fortalecer a confiança e contribuir para um ambiente político mais estável e construtivo.
Reafirmando que a diversidade é uma riqueza do povo guineense, o sacerdote defendeu que nenhuma identidade étnica ou religiosa deve ser motivo de exclusão ou instrumentalização, apelando ao respeito pelos valores da tolerância, fraternidade e convivência pacífica.
A mensagem terminou com um convite aos líderes e aos cidadãos para renovarem o compromisso com a justiça social, a inclusão e a convivência pacífica, como bases para uma Guiné-Bissau mais unida, estável e confiante no futuro.

RSM: 23.01.2026

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