O Senegal tenta ajudar resolução da crise política pós-eleitoral na Guiné-Bissau. Dacar tenta mais uma vez a libertação do opositor, Domingos Simões Pereira, detido há mais de dois meses por militares que tomaram o poder em Bissau. O Presidente senegalês mandou um emissário falar, mais uma vez, com os militares.
As autoridades guineenses anunciaram a vinda do chefe da diplomacia do Senegal, Check Niang, mas de facto quem acabou por vir a Bissau foi o ministro da Defesa, general Birame Diop.
Enviado especial do Presidente senegalês, Bassirou Dioamye Faye, o ministro da Defesa do Senegal esteve reunido durante cerca de hora e meia com o Presidente guineense da transição, general Horta Inta-a. Assistiram à reunião, membros do Alto Comando Militar que tomou o poder em Bissau em novembro passado e membros do Governo de transição.
No final do encontro, que decorreu no Palácio da Presidência guineense, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo da transição, João Bernardo Vieira, disse que "foram dados passos importantes" na resolução da crise.
"Temos aqui o enviado especial do Presidente do Senegal, houve uma reunião muito produtiva e uma evolução muito positiva da situação. Vamos neste momento encontrar o engenheiro Domingos Simões Pereira e depois vamos produzir um comunicado", disse o ministro guineense.
Até à publicação deste artigo estava ainda a decorrer a visita a Domingos Simões Pereira, detido há mais de 60 dias na Segunda Esquadra aqui na capital guineense.
rfi.fr/pt/

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