Migrantes regressam a Marrocos desde o enclave espanhol de Ceuta, a 1 de Agosto de 2026. AP Photo/Antonio Sempere - Antonio
Mais de 48 mil pessoas já regressaram a Marrocos, de acordo com o ministério espanhol da administração interna, e outras centenas começaram a ser reenviadas em dezenas de autocarros para Fnideq, cidade marroquina que faz fronteira com Ceuta. 22 países da União Europeia apelam à realização de uma "videoconferência de emergência" para responder à situação."Quase todos" os milhares de migrantes que entraram no enclave espanhol de Ceuta nos últimos dias retornaram a Marrocos, disse o ministro espanhol da administração interna, Fernando Grande-Marlaska, numa conferência de imprensa este sábado.
Pelo menos 67 pessoas morreram ao tentar alcançar Ceuta, em acontcimentos descritos pelo ministro espanhol da administração interna como "tristes e trágicos". A Guarda Civil espanhola continua a realizar trabalhos de localização de corpos e uma barreira fluctuante de 500 metros de extensão foi instalada ao longo da fronteira marítima entre Espanha e Marrocos.
Em Ceuta, jornalistas da AFP observaram este sábado de manhã centenas de jovens a atravessar a fronteira em sentido contrário, regressando a Marrocos, sob o olhar atento da Guarda Civil espanhola.
Portugal, Itália e França reforçaram este sábado os controlos na fronteira com Espanha. O Governo italiano anunciou a reposição de controlos aleatórios a aviões e embarcações provenientes de Espanha, excluindo cidadãos da União Europeia, enquanto a França irá reforçar a vigilância fronteiriça com o destacamento de mais agentes policiais e meios aéreos. Já em Portugal, a Polícia Marítima efectua patrulhas diárias, por mar e terra, ao longo da orla costeira do Algarve para detectar embarcações ligadas a migrações ilegais.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, apelou à realização de uma reunião por videoconferência dos ministros do Interior dos 27 Estados-membros e, numa carta dirigida aos chefes das instituições europeias, condenou a atitude "egoísta" de certos países da União Europeia em relação à crise migratória no enclave espanhol de Ceuta.
Este sábado ainda, 22 países da União Europeia, pedem "uma videoconferência de emergência" dos ministros do Interior avaliar e responder à situação.

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