O Sindicato de Base do Hospital Nacional "Simão Mendes" denunciou hoje, que a greve dos 325 técnicos estagiários, iniciada na segunda-feira e por tempo indeterminado, está a comprometer seriamente o funcionamento do maior centro hospitalar da Guiné-Bissau.
A denúncia foi feita esta terça-feira, pelo presidente do sindicato, Iburaimi Sambú, ao repórter da Rádio Sol Mansi durante a visita a este hospital, para avaliar o impacto desta paralisação.
Segundo Iburaimi Sambú, a ausência dos técnicos estagiários obrigou os profissionais efetivos, a assumirem uma carga de trabalho muito superior ao normal, situação que afirma, coloca pressão sobre os serviços e pode comprometer, a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.
Este líder do sindical afirmou ainda que, setores considerados essenciais, tais como a urgência, a maternidade, a pediatria e a sala de curativos, eram assegurados em grande parte, pelos técnicos estagiários. Com a greve, diz, muitos doentes deixaram de receber assistência atempadamente, devido à insuficiência de pessoal.
Iburaimi Sambú apelou à Direção do Hospital, para que não recorra ao destacamento de técnicos provenientes de outras unidades hospitalares, como forma de suprir a falta de profissionais. Na sua opinião, essa medida apenas transferiria o problema para outras instituições de saúde, em vez de resolver as reivindicações dos grevistas.
A Rádio Sol Mansi procurou ouvir a reação da Direção do Hospital Nacional "Simão Mendes". No entanto, o secretário da instituição informou que, o diretor se encontrava no Ministério da Saúde Pública e, por isso, não foi possível obter um posicionamento sobre o assunto.
RSM: 04/08/2026
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