A Guiné-Bissau voltou a registar, na noite de sábado (25.07), mais um caso de espancamento de figura política, juntando-se a um sem número de outros já anotados ao longo dos últimos seis anos. Desta vez Carlitos Costa, membro do Comité Central e dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) foi a vítima.
Uma fonte partidária confirmou a Rádio Capital FM o espancamento, por desconhecidos, de Carlitos Costa, mas não soube precisar as circunstâncias do ocorrido, que, ao que tudo indica, terá sido na última noite, em Bissau.
"Confirmo que foi espancado e ele [Carlitos Costa] se encontra numa das clínicas a receber o tratamento médico", disse a fonte de forma lacónica.
Estará na origem das agressões a Carlitos Costa, o último direto que o dirigente fez na rede social Facebook, durante o qual, em pouco mais de 40 minutos, abordou a atualidade política guineense, dando maior destaque à libertação do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira.
Mas a abordagem sobre o referendo constitucional, marcado para 30 de agosto próximo, não terá agradado aos agressores de Carlitos Costa. Durante a sua análise ao referendo, o dirigente do PAIGC criticou a marcação da consulta popular e apelou ao voto 'NÃO' à nova Constituição guineense.
"Se o prazer delas [as autoridades] é trazer de volta uma Constituição que já tinha trazido problemas e vários casos ao país, nós, o povo, é que vamos chumbar essa lei para lhes mostrar que não aceitamos a imposição. O debate deve cingir no esclarecimento de pessoas, sobre por que não devemos votar 'SIM' à nova Constituição", disse Carlitos Costa, entre várias críticas.
Por CFM

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