O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) apela às autoridades militares da Guiné-Bissau para que revoguem uma ordem que proíbe conferências de imprensa e declarações públicas não autorizadas, uma vez que repórteres no terreno alertam para um ambiente mediático cada vez mais repressivo após a tomada do poder pela junta militar em 26 de novembro.
A coordenadora do Programa de Africa do CPJ declara que em tempos de instabilidade política, a liberdade de expressão e o acesso à informação devem ser protegidos para garantir que o público possa tomar decisões cruciais sobre as suas vidas.
Muthoki Mumo, considera de alarmante a posição da junta militar que acusa de usar justificativas vagas de segurança nacional para ignorar esses direitos. Segundo ndo ela, as autoridades devem permitir que os jornalistas reportem livremente.
A declaração do Alto Comando Militar de 9 de janeiro, revista pelo CPJ, dizia que "é expressamente proibido realizar conferências de imprensa não autorizadas ou fazer declarações públicas não autorizadas e que poem em causa a paz e coesão social".
Acrescentava que aqueles que violassem a ordem seriam "severamente" repreendidos.
Apesar do medo, vários jornalistas disseram ao CPJ que continuavam a assistir e a cobrir conferências de imprensa. Outros repórteres disseram à organização que as entrevistas e declarações do governo são agora a sua única fonte de notícias.
"Fazemos o nosso trabalho com medo"
O CPJ conversou com vários jornalistas do setor público e privado que disseram que reportagem se tornou cada vez mais arriscado desde que os militares assumiram o poder no ano passado, com uma tendência crescente à autocensura.
RSM: 21.01.2026
Rádio Sol Mansi

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