terça-feira, 20 de janeiro de 2026

“A VIOLÊNCIA NÃO LEVARÁ A GUINÉ-BISSAU A LUGAR NENHUM”, diz Horta Inta-a


O Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, exortou esta terça‑feira, 20 de janeiro de 2026, os guineenses, independentemente da sua religião, a unirem‑se e a trabalharem pela paz, apelando ao abandono da cultura de violência, por considerar que esta “não levará o país a lugar nenhum”.

Horta Inta‑a falava aos jornalistas após ter depositado coroas de flores nas campas de Amílcar Lopes Cabral e João Bernardo Nino Vieira, no Mausoléu de Amura, no Estado‑Maior das Forças Armadas.

A intervenção do Chefe de Estado ocorreu no âmbito da comemoração do Dia dos Heróis Nacionais, data que assinala o assassinato do pai e fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, Amílcar Cabral.

Segundo o Presidente de Transição, se Amílcar Cabral não tivesse conseguido unir‑se aos seus companheiros de luta, os guineenses não teriam alcançado a independência.

Recordou ainda que Amílcar Cabral e os seus colegas deixaram tudo o que possuíam, incluindo o conforto pessoal, para mobilizar o povo e lutar pela libertação da Guiné‑Bissau, hoje reconhecida internacionalmente como um Estado independente.

Horta Inta‑a defendeu que é fundamental promover a união entre os guineenses para que o país possa concretizar o grande ideal de Amílcar Cabral, que passa pelo desenvolvimento nacional.

“Na altura, muitas pessoas não compreenderam a visão de Cabral, e hoje toda a gente reconhece que o desenvolvimento é um processo muito difícil”, afirmou.

Venho aqui, na qualidade de Presidente da República de Transição, para depositar coroas de flores na campa do líder imortal Amílcar Cabral e dos seus camaradas. Hoje não é um dia de discursos açucarados, nem um dia de festa. Esta data deve servir de reflexão para todos os guineenses, bem como para aqueles que escolheram a Guiné‑Bissau como a sua segunda pátria”, sublinhou.

Por: Aguinaldo Ampa
odemocratagb

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