domingo, 3 de setembro de 2023

O Presidente da República desloca-se à Nigéria para uma Visita de Trabalho.

 






Ex-chefe do Estado-Maior: “EXÉRCITO GUINEENSE NÃO REÚNE CONDIÇÕES TÉCNICAS OU LOGÍSTICAS PARA ENTRAR NA GUERRA NO NÍGER”

O ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas adjunto, Coronel António Afonso Té, disse que o exército da Guiné-Bissau não reúne nenhuma condição logística, sobretudo a nível marítimo e aéreopara participar numa guerra fora do seu território, integrando a força de reserva da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que prepara uma missão ao Níger para restaurar a democracia e, consequentemente, libertar o Presidente Mohamed Bazoum das mãos dos golpistas.

“A Guiné-Bissau precisa de uma unidade de transporte, barco ou avião, para movimentar o seu efetivo. É do conhecimento de todos que o nosso país não tem esses meios e nem sequer tem dinheiro para alugar o avião capaz de transportar os seus militares. Como é uma iniciativa sub-regional é mais certo que pedirá à Nigéria ou ao Gana para transportar os seus efetivos e os respetivos materiais”, disse o Coronel na reserva e antigo comando ranger do exército guineense, durante a entrevista ao Jornal O Democrata para falar dos procedimentos da operação militar para a invasão ao Níger pela força da CEDEAO, como também dos procedimentos militares necessários para a participação da Guiné-Bissau neste eventual teatro de guerra.

Um grupo de militares nigerinos liderado pelo General Abdourahamane Tchiani derrubou o regime do Presidente Bazoum, na madrugada do dia 27 de julho, por meio das forças especiais da Guarda Presidencial. A CEDEAO condenou o golpe e advertiu os militares para libertarem o chefe de Estado eleito democraticamente e devolvê-lo ao poder, caso contrário serão obrigados a recorrer ao uso da força.

Passado o prazo de uma semana dado aos militares para devolverem o poder ao Presidente Bazoum, a CEDEAO reuniu o seu comité dos chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas para analisar os planos da invasão militar ao Níger, com o propósito de retirar os militares do poder, libertar o Bazoum e restaurar a democracia.

SELEÇÃO DE EFETIVO MILITAR PARA JUNTAR-SE A CEDEAO DEPENDERÁ DA MISSÃO QUE O PAÍS SERÁ CONFIADO

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau adjunto [no período das vésperas do conflito militar de 07 de junho de 1998], Coronel António Afonso Té, disse que um eventual envolvimento do exército guineense ou da seleção da unidade que irá se juntar às forças de reserva da CEDEAO, dependerá da missão que será confiada ao país.

“A força da Guiné-Bissau poderá ser incumbida a cumprir uma missão do comando ou dos fuzileiros, contudo o Níger não tem mar, mas tem rios. Se for a missão do Comando para uma penetração no solo serão,então, selecionadas as unidades do exército, mas uma coisa certa é que a Guiné não tem experiência de lutar no deserto, aliás, a maioria dos países que manifestou vontade de enviar efetivos não tem experiência de lutar no deserto” assegurou, avançando que o Níger como seus possíveis aliados (Mali, Burkina Faso e Argélia) têm uma larga experiência de conflitos no deserto.

Enfatizou que, para qualquer missão a ser incumbida ao exército guineense é melhor usar um navio para transportar o seu efetivo e assim poderá levar todos os elementos selecionados que podem ser estimados em 200 homens, inclusive os materiais, porque missões deste tipo, primeiramente dependem de próprios meios (materiais) e depois poder-se-á utilizar a logística (materiais) da comunidade. Acrescentou que alguns países ou a própria comunidade poderá engajar-se em fornecer meios materiais para a força da CEDEAO, porque a campanha pode durar e a maioria dos países não tem condições de sustentar a sua força por uma longa campanha.

“A seleção de unidades para se juntar à força da CEDEAO deve ser feita na base da missão confiada à Guiné-Bissau, por exemplo, se lhefor confiada uma missão de ação no solo ou aérea. Uma missão aérea é difícil porque a Guiné não tem paraquedistas e muito menos aviões de combate. Neste caso, apenas pode assumir uma missão no solo, participando com as unidades do exército, elementos dos comandospode contar com os fuzileiros, que é uma força especial”, aconselhou.

Sobre as condições legais para a participação dos militares guineenses no conflito levado ao cabo pela CEDEAO, o jurista e também o líder do Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento (PRID), explicou que na verdade a Constituição concede ao Presidente da República o “poder” de declarar a guerra e a paz.

“O Presidente pode declarar a guerra, mas para fazer engajar todas as estruturas do Estado é preciso que a Assembleia Nacional Popular aprove uma resolução a favor, que permita o governo utilizar o exército neste conflito” disse, acrescentando que esta é a única via legal, contudo frisou que o país pode entrar neste conflito apenas com uma decisão do chefe de Estado e reunindo o Conselho da Defesa Nacional, que no seu entendimento, será uma decisão fora do quadro legal estabelecido pela Constituição da República.

INVASÃO AO NÍGER EXIGIRÁ UMA CAMPANHA MILITAR LONGA COM MEIOS ROBUSTOS DE QUE A CEDEAO NÃO DISPÕE

Relativamente aos procedimentos operacionais de uma força sub-regional para a invasão ao Níger, o Coronel na reserva, alertou as forças da CEDEAO à não esperarem uma facilidade por causa da complexidade do terreno e da surpresa da força inimiga. Afirmou que a guerra vai durar e que exigirá meios logísticos robustos para uma campanha militar.

Advertiu o comando da força sub-regional que uma guerra num país como o Níger, que não tem mar e cujo boa parte do território está coberto pelo deserto, é preferível uma ação no solo e uma aérea.Contudo alertou, neste particular, que o espaço aéreo inimigo será protegido pelos seus aliados e que a força da CEDEAO, com os seus aliados, terão dificuldades de penetrar naquele espaço. As únicas viasde entrada tanto no solo como aérea será a partir dos territórios da Nigéria e do Benin.

“Uma das entradas da força da CEDEAO para o território do Níger é a partir da fronteira do Benin, que conta com mais de 200 quilómetros para Niamey, que pode ser usado para penetrar o território do Níger. A Nigéria é a segunda porta da entrada, dado que divide uma longa linha de fronteira de mais de 1.300 quilómetros, mas a maior parte desta zona de fronteira passa por estados de Kano e Sokoto, cujas florestas na linha de fronteiras são usados pelo grupo terrorista Boko Haram. Se uma força da CEDEAO tentar uma operação para atacar Agadez ou protegê-la contra qualquer operação dos militares nigerinos, tem que passar por essa zona usada pelos terroristas, passando por uma caminhada de mais de 500 quilómetros para subir até Agadez. Um dos obstáculos nesta operação é os terroristas do Boko Haram”, contou.

Explicou que a via mais curta, estrategicamente em termos de distância para chegar a Niamey, é através da fronteira do Benin, que segundo a sua explanação é também do conhecimento dos militares nigerinos e seus aliados, que estrategicamente é a via em que as forças da CEDEAO terão aplicar mais força para alcançar os objetivos, por isso alertou que poderão encontrar grandes obstáculos.

“Outro obstáculo para chegar a Niamey e assumir o poder é a população que demonstra a cada dia o seu apoio à junta militar. O Níger não estará sozinho nesta guerra. Como se sabe, é possível que contarão com os apoios do Mali e do Burkina Faso, que têm uma grande experiência de guerra no deserto. A única força com uma grande experiência de guerra no deserto e que não manifestou o interesse de participar nesta guerra é o Chade. A Nigéria que é o gigante militar nesta zona não tem experiência na guerra no deserto, porque nunca trabalhou em campanhas de guerra na zona do Sahel”, avisou.

Alertou ainda que estrategicamente a força da CEDEAO contará com uma vantagem, que segundo ele, é a maior vulnerabilidade do Níger e dos seus possíveis aliados (Mali e Burkina). Informou que o Níger tem uma força rebelde no seu território que atualmente desencadeia frequentemente ataques contra os militares, como também o Mali e o Burkina Faso têm rebeldes nos seus territórios, ou seja, todos eles não controlam parte dos seus territórios.

“Se essas forças rebeldes foram criadas pela França, como sempre é acusada, todos serão acionadas para posicionarem-se ao lado da força da CEDEAO e impedir qualquer movimentação dos militares do Mali, Burkina e do Níger, nas respetivas zonas” notou, acrescentando que a França poderá apoiar a força da CEDEAO e fazer uma pressão a partir de Agadez que dista quase 700 quilômetros para o Niamey.Militarmente é uma distância enorme e difícil de cobrir.

“A França tem uma presença militar forte naquele país, mas não creio que a França estaria disponível a colocar os seus militares no solo para um combate ferrenho contra os militares nigerinos, que provavelmente contarão com o apoio das populações. É bem provável que o exército francês possa usar a força rebelde no solo e apoiar com os seus bombardeiros para atacar as posições dos militares nigerinos”, frisou.

Questionou o porque de a CEDEAO alinhar nisso tudo, sobretudo aliar-se às forças rebeldes para atacar os militares nigerinos que assumiram o poder, dado que existem casos precedentes e não se registou uma reação da comunidade face à situação do Mali, da Guiné-Conacri e do Burkina Faso, por isso se questiona as motivações reais da intervenção militar da CEDEAO.

O especialista militar avisou que quaisquer resultados saídos desta guerra e sejam favoráveis a força invasora (CEDEAO) ou a junta militar nigerina e seus aliados, o maior perdedor será o Níger e o seu povo. Enfatizou ainda que golpes de Estado fazem os países perderem a dinâmica de desenvolvimento, mas uma guerra desta dimensão vai acabar completamente com aquele país que é considerado um dos mais pobres da África.

Avisou, neste particular, que a guerra tem a sua própria dinâmica quando se inicia, porque “quem começa uma guerra consegue desenhar os planos para a iniciar, mas nunca sabe como vai terminar e os contornos que poderá tomar em plena campanha”.

Refira-se que o Níger é um país com uma população estimada em 17 milhões de habitantes e uma superfície de 1 270 000 km2, tornando-se o maior país da CEDEAO em termos do espaço e tem mais de 75 por cento da sua área coberta pelo deserto do Saara. Faz fronteira no norte com a Argélia e Líbia, a leste com o Chade, a sul com a Nigéria e Benin e a oeste com Burkina Faso e Mali.

Por: Assana Sambú
Conosaba/odemocratagb

Figura da semana: YOUNG NUNO INTERNACIONALIZA SUAS PINTURAS COM EXPOSIÇÕES “UDJUS DI GUINENSIS”


O jovem artista Plástico, Young Nuno, apresentou pela primeira vez nas esferas internacionais, as suas pinturas sob o lema “Udjus di Guinensis/ Olhares de Guineenses”, tendo apresentado, durante todo o mês de agosto na biblioteca pública municipal de Setúbal, Portugal, um total 34 obras em telas, fotografias e murais que retratam a cultura, a beleza e a realidade guineense.

De acordo com o artista, a exposição foi dividida em duas sessões. A primeira ocorreu em agosto e a segunda decorrerá de 4 a 20 de setembro de 2023 sob lema “Djintis di Guiné-Bissau/ Gentes da Guiné-Bissau”.

BIOGRAFIA
Nuno Ala Tambá nasceu a 6 de abril de 1991, em Bissau. Fez o ensino primário nas escolas Binhacra e São Francisco de Assis, em Bissau. Concluiu a 11ª classe no liceu Agostinho Neto. Apenas aos 5 anos de idade já desenhava, inspirado em bandas desenhadas dos gémeos Manuel Júlio e Fernando Júlio.

Em 2000 começou a aprender a desenhar com o artista Boto Dojo, outra das suas referências. Em 2018 conheceu um artista plástico guineense residente em Dakar, Senegal, Malam Camará, com quem passou uma temporada para adquirir mais conhecimento na pintura artística, tendo igualmente beneficiado de orientações de Alfa Umaro Bá.

Em 2018 venceu o prémio jovem artista plástico. Um ano depois, conheceu em Bissau, um artista brasileiro da arte urbana, Cazé, com quem trabalhou como assistente, no âmbito da pintura do mural de Amílcar Cabral.

O jovem artista plástico guineense lidera o grupo “Galeria Jovem”, que desencadeou em setembro de 2020 uma ação, através da arte urbana, pintando murais de algumas figuras públicas, com a finalidade de recuperar a memória e os legados dos heróis da luta pela independência da Guiné-Bissau. Em março de 2022 apresentou a sua primeira exposição em forma de arte “Substantivo Feminino”, em homenagem às mulheres guineenses.

Young Nuno foi homenageado, em 2022, pela plataforma No StaDjunto, na sua IIIª edição, na categoria de artista plástico. De 2020 a 2023 o autor conta com cinco pinturas do líder africano, Amílcar Cabral. Em 2023 aderiu ao projeto MoACBis 2023, com murais de pinturas em diferentes pontos da capital Bissau.

Por: Epifânia Mendonça
Conosaba/odemocratag

ASSOCIAÇÃO DE IDOSOS DENUNCIA ESPANCAMENTO ATÉ À MORTE DE UMA IDOSA EM SUZANA

A Associação de Proteção e Defesa dos Idosos da Guiné-Bissau (APDI-GB) denunciou o espancamento, até à morte, de uma idosa de 64 anos de idade, no domingo passado, 27 de agosto de 2023, na secção de Suzana, setor de São Domingos, norte da Guiné-Bissau.

A denúncia foi tornada pública esta sexta-feira, 01 de setembro de 2023, pelo presidente da organização, Nelson Oliveira Intchama, que revelou que a vítima tinha sido acusada da prática de feitiçaria.

Nelson Oliveira Intchama exigiu das autoridades competentes a abertura de um inquérito, o mais rápido possível, para que os implicados na morte da idosa sejam traduzidos à justiça.

Segundo a Associação da Proteção e Defesa de Idosos da Guiné-Bissau, se a exigência não for atendida, os associados serão obrigados a sair à rua, pacificamente, para protestar e exigir justiça.

“Exigimos às autoridades competentes que abram um inquérito o mais rápido possível para que os implicados no espancamento até à perda de vida da nossa querida mãe, acusada de feitiçaria, sejam traduzidos à justiça”, insistiu, alertando que o próximo passo será o protesto de rua para exigir justiça.

Defendeu que “não é possível, num estado de direito democrático, que pessoas continuem a ser mortas por prática de feitiçaria”, afirmando que ninguém pode estar à margem da lei, pois “somos todos iguais perante à lei, não pode continuar a vigorar o fenómeno de desigualdade na justiça”.

Por sua vez, a filha da vítima, Rosana Manga, afirmou que a sua mãe terá sido levada a um vidente que terá autorizado o seu espancamento até à morte.

“No domingo, a minha mãe explicou-me que na noite de sábado tinha sido submetida a uma prática tradicional (beber medicamento tradicional), por um grupo de raparigas para tentar descobrir se era ou não feiticeira, mas a intenção não foi bem sucedida. Depois foi obrigada a declarar-se feiticeira, mesmo assim disse ser inocente de tudo quanto estava a ser acusada. Em seguida, o vidente ao qual a comunidade tinha recorrido autorizou o seu espancamento brutal, ao qual não resistiu”, detalhou, criticando o silêncio das autoridades nacionais que até ao momento não traduziram à justiça os atores que vitimaram mortalmente a sua mãe.

“Todos os implicados na morte da minha mãe estão a andar livremente em Suzana. Onde está a autoridade do Estado guineense? Quem são essas pessoas? Será que são mais importantes do que nós? Eu diria não. Não, porque alguns são minhas colegas da infância e estão à vontade na comunidade e perante a vista grossa das autoridades ”, criticou.

A acusação da prática de feiticeira tem sido um fenómeno recorrente um pouco por toda parte no país.

A Associação da Proteção e Defesa dos Idosos da Guiné-Bissau defendeu que é urgente contornar a situação, caso contrário o fenómeno continuará a ganhar proporções alarmantes na Guiné-Bissau.

Por: Filomeno Sambú
Foto: Cortesia Rádio Popular
Conosaba/odemocratagb

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Justiça /Vice-Procurador Geral da República nega informações segundo as quais o Primeiro-Ministro teria sido notificado pela PGR

Bissau, 01 Set 23(ANG) – O Vice-Procurador Geral da República, Juscelino De-Gaulle Cunha Pereira negou esta sexta-feira que o Primeiro-ministro, Geraldo Martins teria sido notificado, para prestar explicações sobre a recente decisão de baixar os preços de arroz.

Juscelino Pereira falava à imprensa, depois da sua tomada de posse, nas funções do Vice-Procurador Geral da República.

“A Procuradoria Geral da República(PGR) não chegou de notificar ninguém”, disse o magistrado acrescentando: “lanço um repto, se o visado tem provas que as exibem para o público ver, sob pena da PGR apresentar o ofício enviado ao Governo”.

Juscelino Pereira confirmou que a PGR, no quadro das relações institucionais, enviou sim um ofício para pedir esclarecimento ao Governo, e diz que a notificação só é enviada quando há um processo, o que neste caso não existe.

Questionado sobre o conteúdo do referido Ofício, escusou-se a revelá-lo.

Pereira pede ao mentor das informações segundo as quais a PGR notificiou ao Geraldo Martins sobre a decisão de baixar os preços de arroz, para vir ao público dizer que ” mentiu”.

Numa recente decisão e em cumprimento de uma das promessas de campanha, o Governo da Coligação PAI-Terra Ranca decidiu baixar os preços de arroz, principal dieta alimentar dos guineenses, com o compromisso de compensar os operadores que, eventualmente, ficarão prejudicados com a medida.

Conosaba/ANG/JD/ÂC//SG

Presidente guineense nomeia comandante exonerado para chefe do Estado-Maior particular

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, nomeou hoje o general Horta Inta-A chefe do Estado-Maior particular da presidência da República, um dia após este ter sido exonerado pelo Governo das funções de comandante da Guarda Nacional.

Através de um decreto presidencial, Sissoco Embalo invocou a alínea z do artigo 68º, conjugado com o artigo 70º, da Constituição da Guiné-Bissau, para nomear o major-general Horta Inta-A.

A alínea z da Constituição guineense refere que são atribuições do Presidente da República "exercer as demais funções que lhe forem atribuídas pela Constituição e pela lei" e o artigo 70º indica que no exercício das suas funções, o Presidente da República profere decretos presidenciais.

A figura de Chefe do Estado-Maior particular da presidência da República existe nos países africanos francófonos e na Guiné-Bissau é a primeira vez que é nomeada por um chefe de Estado.

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau é o tenente-general Biague Na N'Tan, nomeado em 2014, pelo então Presidente guineense, José Mário Vaz, e reconduzido em agosto de 2020, pelo atual chefe de Estado, Umaro Sissoco Embalo.

No mesmo dia que é nomeado o general Horta Inta-A para as funções de Chefe do Estado-Maior particular, o Presidente guineense chamou para as funções de Comandante de Segurança Presidencial o general Tomás Djassi.

Este responsável foi exonerado pelo Governo do cargo de Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública, na quinta-feira.

Conosaba/Lusa

Guiné-Bissau: Nomeações no Ministério do Interior

 


Estamos a Trabalhar

Despachos a sair aqui e acola, nomeando directores Gerais e, DG da floresta esta preso até agora, continua como director e o Governo em silêncio...

Ministro da agricultura falta conselho dos ministros?