O Ministério dos Negócios Estrangeiros considera estranhas as declarações dos 45 médicos estudantes guineenses que se encontram na Venezuela, os quais afirmam estar abandonados pelo Governo da Guiné-Bissau.
A posição foi tornada pública esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa destinada a apresentar o plano estratégico para a emissão e renovação de passaportes dos estudantes guineenses naquele país, que deverão concluir os seus cursos em dezembro próximo.
Na ocasião, o diretor-geral das Comunidades, Braima Mané, rejeitou as acusações de abandono, justificando que o Governo mantém contacto diário com os estudantes através de um grupo de WhatsApp, por meio do qual acompanha a situação e as suas dificuldades.
O responsável recordou ainda que, durante o terramoto registado na Venezuela, o Governo disponibilizou 30 milhões de francos CFA para apoiar 135 estudantes guineenses naquele país.
Relativamente à renovação dos passaportes dos estudantes de Medicina que se encontram em especialização, Braima Mané anunciou que já foram criadas as condições necessárias para o início do processo de renovação dos documentos.
Entretanto, através de um vídeo divulgado nas redes sociais, Zito Sambo, porta-voz dos médicos estudantes guineenses na Venezuela, denunciou dificuldades relacionadas com a caducidade dos seus documentos de identificação, situação que, segundo afirmou, poderá comprometer a receção dos respetivos diplomas.
RSM 03/11/2026
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