ONU/ Laura Jarriel Jornalistas registram a chegada dos chefes de Estado no primeiro dia do Debate Geral na ONU, em Nova York.
Em 2025, pelo menos 34 jornalistas foram assassinados; casos são marcados por alta taxa de impunidade; líder das Nações Unidas ressaltou que a profissão é “fundamental para os direitos humanos e a democracia”. Declaração foi feita em 2 de novembro, Dia Internacional em Defesa dos Jornalistas.
Por Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade. Este foi o alerta do secretário-geral da ONU neste Dia Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado em 2 de novembro.
Em mensagem para marcar a data, António Guterres enfatizou que os profissionais da mídia desempenham um papel essencial em manter o público informado e responsabilizar aqueles que detêm o poder.
Alta taxa de impunidade
Mas eles são frequentemente assediados, vigiados, processados, agredidos fisicamente ou presos, e às vezes até torturados ou mortos, simplesmente por fazerem seu trabalho.
Ao longo do último ano, pelo menos 34 jornalistas morreram. Em média, 6 em cada 7 desses assassinatos ficam impunes. Em contextos de conflito, a taxa de impunidade se aproxima de 100%. Aqui
ONUPara Guterres, isso é uma “afronta hedionda às vítimas e seus entes queridos, bem como a todos que dependem dos jornalistas para se manterem informados e engajados”.
Alta no número de mulheres assassinadas
Dados da ONU indicam que, entre 2023 e 2024, um total de 162 jornalistas foram mortos no exercício da profissão. Quase metade das mortes ocorreu em países que vivenciam conflitos armados, em comparação com 38% nos dois anos anteriores.
A impunidade é gritante, com 85% dos casos de assassinatos dos profissionais desde 2006 ainda sem solução ou abandonados.
O número de jornalistas mulheres assassinadas em 2022 atingiu o nível mais alto desde 2017, com 10 casos.
Redação Envolverde - 2 de novembro de 2026

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