terça-feira, 3 de março de 2026

ECONOMISTA ALERTA QUE CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE PODE AGRAVAR CUSTO DE VIDA NA GUINÉ-BISSAU

O comentador para assuntos económicos da Rádio Sol Mansi (RSM), José Nico Djú, alertou esta terça-feira que a intensificação do conflito no Médio Oriente poderá provocar um aumento generalizado dos preços no mercado nacional, agravando o custo de vida na Guiné-Bissau.
O alerta surge num contexto de crescente tensão internacional, após ataques militares atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra o Irão, há quatro dias, segundo a imprensa internacional. Os confrontos já envolvem grandes potências mundiais e países exportadores de petróleo, aumentando a instabilidade nos mercados globais.
Em entrevista à RSM, o economista explicou que a economia guineense poderá ser fortemente impactada devido à elevada dependência do país em relação à importação de combustíveis e bens essenciais.
Segundo José Nico Djú, a subida do preço do petróleo no mercado internacional já é uma realidade, o que poderá refletir-se no aumento dos preços dos transportes e, consequentemente, dos produtos de primeira necessidade.
A situação poderá agravar-se ainda mais com o cancelamento de voos e a perturbação das rotas marítimas, dificultando os processos de importação e exportação, sobretudo de combustíveis. De acordo com dados divulgados pela imprensa internacional, cerca de 20% do consumo mundial de petróleo é transportado por rotas marítimas atualmente afetadas pela tensão na região.
Para mitigar os efeitos negativos, o analista defende o reforço do financiamento interno, através do pleno funcionamento do mercado monetário nacional, bem como o aumento da capacidade produtiva local, de modo a reduzir a dependência externa.
José Nico Djú advertiu igualmente que, caso o conflito se prolongue, a taxa de desemprego poderá aumentar, uma vez que muitas empresas que operam na Guiné-Bissau dependem de fornecedores estrangeiros diretamente afetados pela crise.
O economista conclui que o país deve preparar-se para um possível cenário de inflação e desaceleração económica, caso a instabilidade no Médio Oriente persista nos próximos meses.

RSM: 03/03/2026

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