sexta-feira, 27 de março de 2026

Donald Trump "dá" mais 10 dias ao Irão para avaliar plano de paz


Donald Trump diz que deu mais tempo aos iranianos para um acordo de paz. AP - Alex Brandon

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, disse esta noite que alargou o prazo o cessar-fogo contra o Irão por mais 10 dias, após uma grande pressão política e dos mercados para o fim do conflito. Já em Israel, o líder da oposição, até agora alinhado com os esforços de guerra contra Teerão, alertou que o Governo está a colocar "o país em perigo".

A ameaça de bombardeamentos visados contra as infra-struturas energéticas do Irão foi novamente adiada, com Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos a dizer que as negociações com Teerão "vão bem" e que o regime pediu mais tempo para chegar a um acordo. Estas declarações de Trump à estação de televisão conservadora Fox News são contrariadas pelo Irão que considera a proposta feita pelos Estados Unidos e transmitida pelo Paquistão "como indo num único sentido e sendo injusta".

Assim, a trégua acordada pela Casa Branca vai até dia 06 de Abril, com os mercados a pressionarem Trump. Quinta-feira foi o dia que a bolsa de Wall Street mais perdeu, com todos os indicadores financeiros a registarem grandes baixas. Após o anúncio de Trump, o preço do barril de petróleo desceu para 107 dólares, mas mantém-se 40% mais caro do que antes do início do conflito.

Entretanto, o Irão continua a bombardear os seus vizinhos alertando todos os civis que vivem perto de bases norte-americanas no Médio Oriente a deixarem as suas casas. O ministro da Defesa da Arábia Saudita disse que seis misséis balísticos tinham sido atirados contra o país e o Kowait foi novamente atacado por drones.

Em Israel, a união política está novamente fragmentada com o país a combater em duas frentes contra o Irão e contra o Líbano. O líder da oposição, Yaïr Lapid, disse que estes combates estão a ser levados a cabo "sem estratégia, sem meios e com muito poucos soldados". O porta-voz do exército israelita, Effie Defrin, reconheceu na quinta-feira que Israeç precisa de "forças suplementares".

O G7 está hoje reunido em Paris, com a ministra britânica da Defesa, a mostrar-se preocupada com o reforço dos laços entre a Rússia e o Irão, numa altura que Moscovo está a ser acusada pelos países ocidentais de se aliar a Teerão para reforçar os ataques à base snorte-americanas.

Por: RFI

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