Donald Trump diz que deu mais tempo aos iranianos para um acordo de paz. AP - Alex Brandon
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, disse esta noite que alargou o prazo o cessar-fogo contra o Irão por mais 10 dias, após uma grande pressão política e dos mercados para o fim do conflito. Já em Israel, o líder da oposição, até agora alinhado com os esforços de guerra contra Teerão, alertou que o Governo está a colocar "o país em perigo".
A ameaça de bombardeamentos visados contra as infra-struturas energéticas do Irão foi novamente adiada, com Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos a dizer que as negociações com Teerão "vão bem" e que o regime pediu mais tempo para chegar a um acordo. Estas declarações de Trump à estação de televisão conservadora Fox News são contrariadas pelo Irão que considera a proposta feita pelos Estados Unidos e transmitida pelo Paquistão "como indo num único sentido e sendo injusta".
Assim, a trégua acordada pela Casa Branca vai até dia 06 de Abril, com os mercados a pressionarem Trump. Quinta-feira foi o dia que a bolsa de Wall Street mais perdeu, com todos os indicadores financeiros a registarem grandes baixas. Após o anúncio de Trump, o preço do barril de petróleo desceu para 107 dólares, mas mantém-se 40% mais caro do que antes do início do conflito.
Entretanto, o Irão continua a bombardear os seus vizinhos alertando todos os civis que vivem perto de bases norte-americanas no Médio Oriente a deixarem as suas casas. O ministro da Defesa da Arábia Saudita disse que seis misséis balísticos tinham sido atirados contra o país e o Kowait foi novamente atacado por drones.
Em Israel, a união política está novamente fragmentada com o país a combater em duas frentes contra o Irão e contra o Líbano. O líder da oposição, Yaïr Lapid, disse que estes combates estão a ser levados a cabo "sem estratégia, sem meios e com muito poucos soldados". O porta-voz do exército israelita, Effie Defrin, reconheceu na quinta-feira que Israeç precisa de "forças suplementares".
O G7 está hoje reunido em Paris, com a ministra britânica da Defesa, a mostrar-se preocupada com o reforço dos laços entre a Rússia e o Irão, numa altura que Moscovo está a ser acusada pelos países ocidentais de se aliar a Teerão para reforçar os ataques à base snorte-americanas.
Por: RFI

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