quarta-feira, 3 de maio de 2017

«NOTA DE IMPRENSA» PARTIDO DEMOCRÁTICO PARA O DESENVOLVIMENTO - PDD


Desde que a crise politico-institucional se despoletou, em particular, a partir da demissão do Governo do Partido vencedor das eleições, os diferentes atores e intervenientes políticos do país têm se pautado por uma atitude que inequivocamente tem em conta apenas os interesses pessoais ou estritamente partidários, sem mínima atenção às prementes necessidades do país e sem qualquer demonstração de sentido de Estado, o que apenas contribui para agravar o problema existente.
O Partido Democrático para o Desenvolvimento continua a defender a inconstitucionalidade do Acordo de Conacri, bem como sustenta que a única solução viável para minimizar os danos que estão a ser causados é a realização de eleições gerais para renovação e legitimação dos titulares de orgãos públicos através da vontade popular.
Os discursos proferidos no âmbito da Presidência Aberta pela Sua Excelência Senhor Presidente da Republica, em algumas regiões, de um lado, cria pânico social, e as declarações  proferidas pelo Senhor Primeiro-Ministro, de outro lado, são uma tentativa propositada de transferir a crise para o campo social e étnico, num claro aproveitamento político em termos étnicos e religiosos.
O PDD repudia estas atitudes e chama a atenção da população e da Juventude, em particular, para não se deixarem levar por este caminho que não traz quaisquer benefícios.
Há, da parte do Senhor Presidente um desconhecimento inaceitável das suas atribuições e competências, imiscuindo  nas questões estritas do Governo, em violação flagrante da Constituição que supostamente devia respeitar e velar, o que transmite a ideia de que considera que manda no Governo e ali põe e dispõe, sobretudo se pensarmos na comitiva que o segue país adentro, inclusive diretores, com que propósito, ninguém sabe.
O Presidente não se concentra nos problemas do país e viaja na Presidência Aberta como se tudo no país fosse uma perfeição e ele não fosse o principal responsável pelo estado das coisas.
Não é sadio para o país o discurso que foca em não ter sido preso ou morto a seu mando os maridos e pais, o país precisa de água canalizada, de luz elétrica, de ter uma escola de qualidade a funcionar, de ter um hospital em mínimas condições, as pessoas têm dúvidas quanto ao futuro, querem que a bolsa de estudo seja distribuída com base no mérito e que exista segurança para todos.
O que o Presidente tem a dizer quanto ao que realmente importa ao povo.
O Senhor Presidente fala no combate à corrupção  em como não se deve desviar o dinheiro do Estado para fins pessoais, no entanto,  não publica o orçamento da Presidência Aberta para que o povo saiba quanto gasta e de onde proveio o dinheiro.
Deve ser o primeiro a dar exemplo de transparência na gestão das coisas públicas e no respeito pelos valores da democracia.
É preciso mudar o rumo do país, é preciso que a classe política comece a pautar por comportamentos que dignificam o Estado e as suas instituições, que evite declarações incendiárias que só semeiam o pânico junto à fragilizada população.
A CEDEAO e a Comunidade Internacional devem tomar atitudes mais sérias e firmes que evitem que a situação se repita eternamente. Não podemos continuar em banho-maria, sem atar nem desatar.
É preciso que se chame o boi pelo nome e apontar o pecado e o pecador e não ficar sempre nas generalidades como se tem feito até hoje.
Continuamos a acreditar numa solução interna, por via do diálogo e do compromisso com o país e o povo.
A Guiné-Bissau já não tem alternativas senão a de estabilidade política e partidária, a da moralização de exercício de funções públicas e políticas, e a do entendimento da oposição política como meros opositores, pessoas com ideias diferentes das nossas, mas não nossos inimigos, alvos a eliminar.
É preciso que as ameaças e espancamentos cessem e que se criem condições para esclarecer e resolver todas as situações que possam colocar em risco a liberdade de expressão e de manifestação, assim como a integridade física e moral das pessoas.
A sociedade civil e aos cidadãos em particular, que se mantenham serenos e vigilantes, não se deixando levar pelas eventuais condutas reprováveis dos políticos ou por atitudes antidemocráticas que possam pôr em causa a paz social e nem se intimidem face às ameaças.
O caminho é longo e sinuoso, mas temos que o percorrer pelo bem da Nação, do Povo, das Pessoas e da Democracia, pabia ES I DI NOS.

Feito em Bissau aos dois dias do mês de maio de dois mil e dezassete.


A Comissão Politica Nacional

GUINÉ-BISSAU: CRIANÇAS TALIBÉS, UM DRAMA QUE URGE ENFRENTAR



Levadas para Dakar são obrigadas a pedir esmolas para os mestres corânicos

As crianças guineenses talibés enviadas para Dakar continuam a chegar ao país de origem, num esforço do Governo e de organizações sociais que lutam pela defesa dos direitos das crianças.

Há duas semanas, mais um grupo de 19 dessas crianças chegou à Guiné-Bissau.

Enquanto tenta-se identificar os pais ou encarregados de educação delas, algumas crianças estão ainda concentradas no centro de acolhimento da Associação dos Amigos das Crianças (AMIC), em Gabú, leste do país.

O Senegal expediu no ano passado uma lei que proíbe a circulação de crianças pedintes nas ruas de Dakar.

Desde então, as organizações guineenses têm-se desdobrado na identificação e repatriamento dos meninos guineenses que ainda se encontram no país vizinho e que já não têm contactos com os seus familiares em Bissau.

De estudantes a pedintes

São as chamadas crianças talibés, enviadas alegadamente para a busca do conhecimento, mas que acabam por serem empurradas para as ruas da grande Dakar pelos seus mestres corânicos, em nome de assegurar o pão de cada dia.

Todos os dias, cada uma tem que entregar entre 700 e 1000 francos CFA, ou seja, de 1 a 2 dólares americanos aos seus mestres.

Uma historia reproduzida à VOA pela presidente do Instituto da Mulher e Criança, Nhima Cisse, enquanto caminhava numa das tabancas do interior do país, à procura dos pais das crianças repatriadas:

“São obrigadas a se levantarem cedinho para irem à cidade pedir, conseguir e trazer dinheiro para o mestre. Quem não entregar o montante estipulado, entre 700 à 1000 francos CFA é logo maltratada”, explica Cisse.

Antes da chegada do último grupo de crianças há duas semanas, as autoridades guineenses e organizações vocacionadas já tinham a lista, contendo nomes e localização dos seus respectivos pais.

A preocupação agora tem a ver com a sua reintegração nas respectivas comunidades rurais e, sobretudo, no ensino.

“Através do nosso ministério fizemos cartas aos ministérios da Saúde, da Educação e da Justiça para poderem ajudar na sua reintegração para poderem ter acesso aos registos de nascimento e serem isentas de propinas nas escolas e ter um tratamento adequado nos centros hospitalares”, sublinha a presidente do Instituto da Mulher e Criança.

Plano de retorno

Informações apontam para a existência de muitas crianças a deambularem nas principais ruas de Dakar, mesmo com a lei em vigor, o que, segundo o secretário executivo da Associação dos Amigos das Crianças (AMIC), Laudelino Medina, impulsionou a adopção de um plano de emergência de retorno das crianças.

Trata-se de um plano que está a ser desenvolvido juntamente com o Instituto Nacional da Mulher e Criança.

O secretário executivo da Associação dos Amigos das Crianças revelou, por outro lado, que um dos problemas que a sua organização enfrenta prende-se com a garantia de alimentação das crianças nos centros de acolhimento.

“Se nós deparamos com a situação das crianças, desbloqueiam um bolo que nem cobre todas as necessidades no âmbito das operações, que começa desde a identificação da criança, pesquisa, viagem de retorno, acolhimento, alimentação no centro, as questões de higiene, saúde, roupas e mesmo reintegração na família, viagens de projectos de vida de modo a permitir uma reintegração durável”, explica Medina.

Conosaba com a Voa

GENERAL SISSOKO QUER MOSTRAR À COMUNIDADE INTERNACIONAL "VONTADE" NO RESPEITO DO ACORDO DE CONACRI



O Chefe do Governo guineense, Umaro Sissoko Embaló, reuniu esta terça-feira com alguns representantes da Comunidade Internacional, entre os quais, das Nações Unidas, da CEDEAO e da União Africana.

O Primeiro-ministro tinha convocado, também, para o mesmo encontro, a União para Mudança (UM) e o Partido da Convergência Democrática (PCD). Mas, estas formações políticas com representação parlamentar declinaram-se do convite, alegando não reconhecer a legitimidade do atual Governo, liderado por Umaro Sissoko Embaló.

Informações apuradas pela e-Global indicam que o primeiro-ministro quer com estes encontros mostrar a sua “vontade” na implementação do Acordo de Conacri, depois da CEDEAO ter dado as autoridades nacionais o prazo de 30 dias para o cumprimento do acordo.

Um Acordo que prevê, entre outros pontos, a nomeação de um primeiro-ministro de consenso que conte com a confiança do Presidente da República e um Governo, baseado na representatividade parlamentar.

Umaro Sissoko Embaló reuniu ainda com representantes da Sociedade Civil e do Poder tradicional, no dia em que o Presidente José Mario Vaz, regressou de uma viagem à Libéria e Congo Brazzaville.

Conosaba do Porto/© e-Global Notícias

terça-feira, 2 de maio de 2017

CÂMARA DE ESPINHO CEDEU ESPAÇO PARA CONSULADO DA GUINÉ-BISSAU


O Presidente da Câmara Municipal de Espinho e o Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal assinaram um Protocolo de Cooperação que inclui a cedência de um espaço no FACE-Fórum de Arte e Cultura de Espinho, para a instalação do Consulado da Guiné-Bissau em Espinho.


O Presidente da Autarquia, Pinto Moreira formalizou a entrega das chaves das instalações ao Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Hélder Vaz.

A sessão contou com a presença do Consul Honorário daquele país africano, Joaquim Sousa e do Vice-Presidente da CME, Vicente Pinto.


Com esta iniciativa a Câmara Municipal pretende incrementar relações culturais e empresariais entre Espinho e a Guiné-Bissau.










As pedras (granitos) da Guiné-Bissau que foram expostos na Conferência sobre Granito organizada conjuntamente pela Câmara Municipal de Espinho, Cooperativa dos Pedreiros e Consulado da República da Guiné-Bissau em Espinho - distrito de Aveiro intitulada The Beginning Conference, que foi o acto inaugural da GRANIFAIR - Feira Internacional de Granito 2018, que decorreu no Centro Multimeios em Espinho, no passado, dia 28 de Abril.



Conosaba do Porto/espinho.tv

PRESIDENTE DA REPÚBLICA MANTEVE ENCONTROS DE AMIZADE COM HOMÓLOGOS DA SUB-REGIÃO

O presidente da República, José Mário Vaz, regressa, esta terça-feira (02/05), ao país de um périplo a Congo Brazzaville, a Libéria e a Costa do Marfim
Após a sua chegada no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, o chefe de Estado, José Mário Vaz, numa declaração á imprensa sem direito a perguntas, disse que foi uma visita de amizade e de relação de cooperação entres a Guiné-Bissau e os países visitados.
Na sua curta deslocação o presidente da república não referiu a Guiné-Conacri, onde estava prevista para terminar o seu périplo e foi recebido pelo presidente Alpha Condé.
“Foi uma viagem muito curta que fiz”, afirma. 
O périplo de José Mário Vaz aos países da sub-região africana acontece dias depois de a CEDEAO ter dado um ultimato aos actores políticos para que cumpram, dentro de 30 dias, acordo de Conacri para acabar com a crise política que já arrasta três anos e caso contrário a organização prevê sanções colectivas e individuais.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi/radiosolmansi com Conosaba

JOSÉ MÁRIO VAZ DEVE SER OUVIDO NA JUSTIÇA E ECOMIB DEVE CONTINUAR-Inconformados



Presidente da República, José MÁRIO VAZ deve ser ouvido na Vara de justiça para esclarecer do desaparecimento físico do cidadão Roberto Ferreira Cacheu, morto em circunstâncias misteriosas.

Em conferência de imprensa realizada hoje em Bissau, Sana Canté, coordenador do Movimento dos Cidadãos Conscientes Inconformados associou a sua posição com uma das declarações proferidas por José Mário Vaz, a quando da presidência aberta, realizada recentemente, no país. 

"Se Presidente da República sabe das circunstâncias da morte de Roberto Cacheu, é porque sabe quem o matou e onde foi sepultado. É bom que a justiça seja feita, para se responsabilizar os autores morais deste bárbaro ato."

Ainda Canté anunciou pretensão de José Mário Vaz de realizar um comício na praça de Imperio.

“Se nós não podemos fazê-lo porque fomos impedimos, nem o José Mário Vaz pode o fazer ali.”

O activista apela CEDEAO a ponderar sobre a retirada da ECOMIB no país, e congratulou-se ainda com ultimato da organização sub-regional aos autores políticos para o cumprimento do acordo de Conakry.

“Retirada da força de ECOMIB no país neste momento, é como estar a fazer chamamento à guerra na Guiné-Bissau.”
Ativista adianta que a CEDEAO deve mesmo “aplicar severamente sanções contra os políticos guineenses, após o prazo estabelecido.” 

Conosaba/Notabanca

«EM TOMBALI» NUNO NABIAN ACUSA CHEFE DE ESTADO GUINEENSE DE FALTA DE MORAL NA GESTÃO DA COISA PÚBLICA



O Líder da APU-PDGB, Assembleia do Povo Unido deslocou-se no último fim-de-semana a região de Tombali onde realizou um meeking popular na ilha de Caboxanque, no qual aponta o dedo ao PAIGC e PRS do mau Estado de degradação das infraestruturas do país.

Nuno Nabiam afirma que José Mário Vaz roubou 12 milhões de Estado, como pode aparecer agora a pedir as pessoas para se colocarem as “mãos na lama, o dinheiro de Estado no cofre de Estado. Agora, dinheiro roubado por JOMAV!?” Questionando a moral e a idoneidade do chefe de Estado guineense, José Mário Vaz.

Nuno Gomes Nabian aconselha os guineenses a postarem na sua formação política, por ser mais credível, e porque também não tem mão de sangue, enquanto o PAIGC está manchado de sangue.

Líder apuano vai manter ainda nesta terça-feira, no Sul do país, vários encontros com os populares da cidade de Catió.

Conosaba/Notabanca