quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Cristiano Ronaldo abandona Seleção Nacional: "Chegou o dia de devolver a camisola 7"



Cristiano Ronaldo anunciou esta quinta-feira, nas redes sociais, que abandonou a Seleção Nacional de Futebol. A decisão surge na véspera da convocatória para os dois próximos jogos da Liga das Nações.

"Hoje termino a minha caminhada dentro de campo com a Seleção Nacional. Saio de cabeça levantada, com orgulho no caminho que fiz e com a consciência de que dei tudo o que tinha por Portugal. Mas nunca deixarei de ser um de vocês", afirmou, num vídeo publicado nas redes sociais.

O antigo capitão da equipa das quinas confessa que esta "não foi uma decisão fácil", "porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça, tomam-se também com o coração". Ainda assim, anuncia que "chegou o dia de devolver a camisola 7", que durante 23 anos teve o "privilégio" de vestir, ainda que nunca a tivesse considerado "exclusivamente" sua. Agora, entrega-a "ao futuro".

Depois de ter iniciado o percurso na seleção em agosto de 2003, Ronaldo garante que, quando olha para trás, não vê apenas "jogos, golos, recordes ou troféus", mas antes "pessoas".

"O futebol é muito maior do que um jogo: são as pessoas", sublinha, lembrando os emigrantes que, durante 90 minutos, "sentiam Portugal um pouco mais perto".

Assegura ainda que sempre deu "tudo o que tinha", procurando "superar limites", "ser o melhor" e "fazer história".

"Sempre fui exigente. Sempre quis mais", assume, ainda que admita, por sua vez, ter "falhado, sofrido" e, em momentos, não ter sido "capaz" de dar aos portugueses aquilo que mais "desejavam". Ainda assim, ressalva, "nunca" desistiu.

Deixa ainda uma palavra de especial agradecimento aos colegas de equipa: "Obrigada por cada corrida, cada abraço, cada discussão, cada silêncio antes de entrar em campo, por cada vitória que celebramos juntos e por cada derrota que nos tornou mais fortes. Tive o privilégio de ser vosso capitão, mas nenhum capitão caminha sozinho e vocês fazem parte da minha história."

Refere ainda que Portugal "precisará sempre de jovens que sonhem" e de gerações que acreditem que é possível fazer o que ainda não feito, porque "um país que continua a criar novos heróis é um país que nunca deixa de acreditar em si próprio".

O momento em que começa o hino nacional, adianta, é uma imagem que leva consigo para a vida. E defende que, se já fez algum português feliz com a sua exibição, então "tudo valeu a pena".

"Há algo que o tempo não apaga: o lugar que ocupamos no coração das pessoas", remata.

Ronaldo despede-se da seleção principal ao fim de 23 anos, durante os quais somou 234 jogos e 146 golos, e conquistou um Campeonato da Europa e duas edições da Liga das Nações.

tsf.pt/

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